O título do post engana, porque é das coisas mais detalhadas do que (supostamente) estaria errado com a UX do Gnome. Tem coisas que fazem bastante sentido.
13 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
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O título do post engana, porque é das coisas mais detalhadas do que (supostamente) estaria errado com a UX do Gnome. Tem coisas que fazem bastante sentido.
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Confesso que cliquei no artigo esperando comparações com o KDE e achei várias, hehehe.
O tom do texto é ácido mas as críticas estão plenamente corretas sob uma perspectiva de usabilidade. Talvez o GNOME se veja como um experimento de vanguarda na tentativa de reinventar o desktop, enfim, mas preceitos de usabilidade não vão deixar de existir por conta disso e serão métricas de avaliação goste-se delas ou não.
O GNOME é perfeito na simplicidade, porém, a cada release fica mais indigesto. Usei por anos, acabei abandonando. Hoje sou um feliz usuário do XFCE no Debian.
Muitas críticas válidas, mas existe algum software que não gere um artigo similar se analisado da mesma maneira?
Para o autor, KDE Plasma e Cinnamon não sofrem dos mesmos males que o Gnome.
Mas sofrem outros males. Meu ponto é que o gnome não é um desastre como deixou parecer.
Excelente artigo! Muito detalhado e sólido. É difícil ver algo dessa qualidade, ainda mais quando se propõe a desconstruir algo tão popular (dentro do mundo Linux).
Quando eu digo que o GNOME é um projeto amador, algumas pessoas se sentem incomodadas, acham que estou exagerando. Mas é simplesmente um fato, e o artigo desse cara é mais uma coleção basicamente irrefutável de provas.
Eu mesmo já escrevi 3 artigos falando sobre vários dos problemas em relação ao GNOME, sendo o terceiro deles o mais relevante porque vai além do desktop environment:
https://medium.com/@fulalas/gnome-linux-a-complete-disaster-feb27b13a5c2
https://medium.com/@fulalas/gnome-42-the-nonsense-continues-7d96c3287f7
https://medium.com/@fulalas/gnome-mess-is-not-an-accident-4e301032670c
as críticas ao Gnome são um pouco enganadoras
às criticas até procedem (ao menos parcialmente) ao Gnome “de fábrica”
mas eu acho que o Gnome é na verdade uma “plataforma” que deve ser personalizada para o uso
as distribuições geralmente fazem essa personalização, mas na prática, acho que quem usa de fato faz sua própria personalização
de maneira geral, essa personalização é feita de 2 maneiras
na parte visual, existem os “temas”, que modificam toda a interface visual
eu por exemplo costumo usar um tema um pouco (supostamente) parecido com o Mac (nunca fui usuário Mac), inclusive com aqueles “leds” coloridos para minimizar e maximizar, no lado esquerdo das janelas (embora os leds não “peguem” na aplicações básicas do Gnome, como o gerenciador de arquivos)
na parte funcional existem as “extensões”
eu sempre uso a extensão “dash to panel”, que essencialmente criam uma taskbar bastante customizável em lugar daquela barra preta superior quase vazia do Gnomr padrão
(também uso a extensão “janelas gelatinosas”, para lembrar dos tempos do Compiz)
O projeto Gnome desestimula ativamente o uso de temas no ambiente gráfico. As mudanças no GTK 4 e a introdução da libadwaita dificultaram muito modificações estéticas no Gnome.
Extensão são, como o próprio nome diz, pequenos aplicativos que estendem as funcionalidades nativas de uma plataforma. Elas não deveriam ser essenciais para se ter uma boa experiência — em especial extensões que alteram a UI/UX, como a Dash to Panel.
Exatamente! Algumas extensões, como Desktop Icons e Dash to Dock, já vêm instaladas há muitos anos em distros grandes, como Ubuntu, Pop!_OS e Manjaro. E isso por algum motivo não acende uma luz vermelha no time de desenvolvedores do GNOME.
Em vez de criarem um sistema para seus usuários, preferem impor goela abaixo uma experiência capenga mas travestida de inovadora, e ainda fazem isso com uma arrogância alucinada. Sem contar que todas as extensões quebram quando o GNOME atualiza a major version; sempre. Seria hilário se não fosse patético.
Felizmente as coisas estão mudando em termos de aceitação do GNOME. Muita gente evitando, incluindo a Valve, que optou pelo KDE no Steam Deck. Fora os inúmeros forks (Cinnamon, Unity, MATE) e projetos criados ou radicalmente alterados a partir da frustração com o GNOME/GTK (LXQt, Budgie), sendo o COSMIC o mais recente e audacioso deles, dado que usa nem GTK nem Qt para construir sua interface gráfica. Vida longa ao bom senso! :)
preferem impor goela abaixo
menos, bicho 😀
ninguém é obrigado, usa quem quer
quem não quer tem uma porção de opções: KDE, Mint, etc
a personalização do GTK4/adwaita pode ser feita, mas só vai se aplicar aos aplicativos feitos com GTK4/adwaita
as aplicações com GTK3 usam os temas “legados” … normalmente os criadores de tema já criam para os 2 esquemas
o que acontece é que a ferramenta de personalização (gnome-tweaks) por enquanto (?) só faz a personalização dos temas legados
não sei se já tem alguma outra ferramente que aplica os 2 tipos de temas, mas para aplicar os temas GT44/Adwaita é preciso fazer algumas manipulações de links simbólicos … olhei agora no site gnome-look, o primeiro tema que apareceu é o “Nordic” … no github desse tema tem um script em python que faz essas manipulações … testei alguns temas GTK4, não gostei, talvez os criadores ainda não tenham pego a manha de como escrever bem esses temas
por enquanto esse esquema de inatalação está meio cru, mas acho que deve melhorar com o tempo
quanto às extensões, discordo de sua opinião
a crítica mais comum ao Gnome é que não tem como personalizar … as extensões são justamente isso, possibilidades infinitas de personalização sem ficar dependendo dos desenvolvedores Gnome
como curiosidade, pra você que é usuário Mac: alguns anos atrás precisei trabalhar com um Mac por causa do serviço (compilando e testando coisas), e descobri que o Mac também tem um esquema de extensões … talvez seja não muito conhecido ou usado, mas tem
Nunca pesquisei a fundo, mas não duvido que tenha como personalizar apps GTK4/Adawaita. É a beleza do código aberto: com muita dedicação, tempo e conhecimento, qualquer coisa é possível :) O que argumento é que os desenvolvedores do Gnome não incentivam nem facilitam esse caminho. O fato de precisar do gnome-tweaks e de scripts para tal é reflexo dessa postura. (E muito diferente de outros ambientes gráficos, como Plasma, Cinnamon e XFCE, que oferecem um nível de personalização profundo por padrão.)
Não conheço esse lance de extensões no macOS. Ou melhor, conheço as extensões de kernel, que são algo mais… “técnico” e, de qualquer forma, estão em desuso desde a migração para chips ARM. É isso?
Sempre preferi Windows manager minimalistas no meu Debian, mas a partir desse ano passei a usar o GNOME e estou gostando. Inclusive estou usando-o puro, sem adaptá-lo à maneira dos outros wm.