13 comentários

  1. pelo que li até agora, era noite de Ano Novo Chinês, as ruas estavam cheias, tinha gente soltando fogos, etc (e provavelmente muita gente bebendo)

    o carro estava tentando passar entre as pessoas
    se NÃO fosse um carro autônomo, haveria grandes chances de ao menos o carro ter alguns vidros quebrados

    provavelmente a situação degringolou porque era um carro autônomo, sem passageiros, portanto sem risco para a vida de outras pessoas

    acho que o fato de ser um carro autônomo do Google foi apenas uma causa acessória do vandalismo (que provavelmente iria acontecer com *qualquer* carro naquela situação)

    imagino que a causa principal do vandalismo seja a mesma de quando torcedores frustrados, ou até mesmo muito alegres, quebram as coisas quando saem do estádio

    não acho que tenha sido um episódio de “neo ludismo”

    com relação ao “ludismo” ( o “velho” ludismo) acho que existe desconhecimento e preconceito: os trabalhadores na época estava simplesmente tentando defender seu trabalho … por ruim que fosse, já que (acho) era o início da Revolução Industrial e eles eram *bastante* explorados, era única maneira que eles tinham de ganhar a vida

    com relação aos carros autônomos, por mais tecnófilo que eu seja, realmente não faz muito sentido pra mim os *táxis” autônomos … que diferença vai fazer pra mim eu chamar um Uber ou carro autônomo ?

    além disso, não consigo ver a motivação para as empresas: quando é que um serviço de táxis autônomos vai conseguir amortizar os investimentos feitos e passar a dar lucro ? pra mim, isso é coisa pra cinquenta anos talvez, quando o Uber e similares estiverem usando apenas veículos autônomos

    pra mim, o investimento em veículos autônomos foi uma demonstração de _hubris_ das big techs, especialmente do Google, que achavam que podiam fazer tudo … o problema é que a tecnologia de veículos autônomos é *extremamente* difícil, muito mais difícil do que inicialmente se acreditava … isso repete o que aconteceu com os pioneiros da IA, que acreditavam que a IA iria se desenvolver rapidamente … eles também subestimaram (* em muito *) as dificuldades da IA

    enfim, pra mim é uma coisa interessante: observando as discussões políticas sobre a regulamentação da IA, e agora o vandalismo contra os carros robôs, a sensação é que estamos vivendo num filme de ficção científica … antes, a gente lia sobre isso (e às vezes assistia) … hoje, isso está acontecendo na nossa vida real

  2. Distopia cyberpunk saindo da literatura pra vida real! Já esse “Vandalismo e desfiguração são partes consagradas da experiência humana, vistas nos vagões do metrô de Nova York ou nas paredes da antiga cidade destruída de Pompeia” é uma pérola de contextualização histórica. Típico jornalismo usando os Chat GPT da vida.

  3. Isso! Vamos todos detruir a tecnologia que é malvada de empresas gigantes que apenas penam em seu lucro enquanto julgam facilitar nosso dia a dia!
    Péra péra! Deixa eu pegar meu iphone para registrar isso!!

    1. Opa, foi mal. Não sabia que, por usar iPhone, alguém esteja obrigado a aplaudir toda e qualquer bobagem que essas empresas propõem. Por essa lógica, qualquer um que critique qualquer coisa vinda delas deveria estar vivendo na selva, colhendo e caçando animais com as próprias mãos (afinal, lanças são um tipo de tecnologia rudimentar).

      1. A lógica é tua, não minha.
        Ou na verdade carro queima pois tira emprego, mas computador e máquina a vapor apenas ajudam??

        Se a tecnologia não da certo (lembra de tv 3d? Apena um dos inúmeros exemplos, acredito que tu tava vivo nessa, porém) ela apenas morre. E ninguém precisou queimar.

        1. Eu nunca fiz essa dicotomia. Você a faz, partindo da premissa (equivocada) de que sou “ludista”.

          Tecnologias fracassadas não morrem de causas naturais; isso é consequência, em parte, dos nossos atos. E entre esses atos, vandalizar tecnologias perigosas, como carros autônomos ainda em testes colocados em vias públicas, é um válido.

          1. Meu ato e tv 3d foi não comprar, não queimar na fogueira. E as empreas pararm por não vender, e naõ devido a perseguição irracional.
            Se é ruim não usa. Se o povo usar não é ruim o bastante não.

          2. @ Andre Kittler da Costa

            Até onde sei, uma TV 3D não é capaz de atropelar/matar um ser humano que nada tem a ver com a compra ou não dela, no máximo causar enjoo na pessoa que optou por usá-la…

          3. Mas estatisticamente autonomos não são muito mais seguros que humanos? Lembro de ver isso em varios pontos, por favor me aponta numeros que mosta que eu estou errado e, claro, existe um problema horrível.

      1. pensar doi né?
        Melhor dizer “ele é errado” que considerar o escrito. Eu gostaria de comodismo para falar o mesmo.

        Morte as empresas! Morram, suas malvadonas!
        Deixe eu, meus passaros e fundas!