5 comentários

  1. A ideia de “aberto” do Zuckerberg é bem esquisita. Ele faz diversos paralelos com o Android, mas se parece muito mais com o modelo do Windows da Microsoft, de software licenciado e sob o rígido controle da fornecedora.

    De qualquer forma, sustento minha aposta de que esse negócio de realidade mista será um dos grandes flops (ou “o” grande flop) dos anos 2020.

    1. Sim. O pior de tudo é que sequer o Android (ou o Chrome) são de fato abertos. Ele fala de código aberto, citando um projeto que é bem mais ou menos na questão de código aberto e, no final, sequer chega perto desse sistema meio-a-meio do Android.

      A Meta é uma salada de fruta sem nenhuma meta (ahn) factível. Aliás, todas as big techs saíram do casulo que elas estavam até 2019/2020 e passaram a, abertamente, simplesmente defender qualquer coisa que seja o mais caro, fechado e recheado de publicidade e coleta de dados possível pra gente.

      1. Sobre essa questão das Big Techs com o open source, tem esse texto aqui traz um insight bem interessante:
        https://www.fromjason.xyz/p/notebook/any-technology-indistinguishable-from-magic-is-hiding-something/
        Uma tradução livre de alguns trechos:
        O mercado de tecnologia, dominado por Google, Amazon, Meta e Microsoft, se assemelha a um jogo de xadrez estratégico, onde cada gigante defende sua peça: “abertura” ou “segurança”. Essa escolha depende da ideologia que melhor impulsiona o domínio do mercado.

        A Amazon, detentora de 35% da computação em nuvem, ergueu muros altos em torno de seus clientes. Em resposta, Meta e Google se posicionaram como paladinos da portabilidade de dados, criando a Iniciativa de Transferência de Dados. Mas essa iniciativa só mais uma jogada de marketing para comparar dados entre si, sob a falsa bandeira do “empoderamento do usuário”.

        O metaverso, nesse cenário, serve apenas como pano de fundo. A verdadeira disputa reside na infraestrutura de computação em nuvem. A Meta, por ter iniciado seus trabalhos em web básica antes da era da nuvem, se tornou, ironicamente, a empresa mais experiente nesse campo. Zuckerberg, o visionário da Meta, já construiu mais arquiteturas de nuvem do que a maioria das empresas sonha em desenvolver em toda a sua existência.

        A Amazon Web Services, líder de mercado com 35%, não teria alcançado tal posição sem as contribuições do Facebook. Mas, essa “generosidade” da Meta esconde um plano maior: o poder computacional bruto é o verdadeiro modelo de negócios.

        Portanto, a doação do Llama para o Github, por exemplo, não passa de um gesto estratégico. Afinal, como um aplicativo com recursos de IA funcionaria sem a infraestrutura da Meta?