A ideia de “aberto” do Zuckerberg é bem esquisita. Ele faz diversos paralelos com o Android, mas se parece muito mais com o modelo do Windows da Microsoft, de software licenciado e sob o rígido controle da fornecedora.
De qualquer forma, sustento minha aposta de que esse negócio de realidade mista será um dos grandes flops (ou “o” grande flop) dos anos 2020.
Sim. O pior de tudo é que sequer o Android (ou o Chrome) são de fato abertos. Ele fala de código aberto, citando um projeto que é bem mais ou menos na questão de código aberto e, no final, sequer chega perto desse sistema meio-a-meio do Android.
A Meta é uma salada de fruta sem nenhuma meta (ahn) factível. Aliás, todas as big techs saíram do casulo que elas estavam até 2019/2020 e passaram a, abertamente, simplesmente defender qualquer coisa que seja o mais caro, fechado e recheado de publicidade e coleta de dados possível pra gente.
Sobre essa questão das Big Techs com o open source, tem esse texto aqui traz um insight bem interessante: https://www.fromjason.xyz/p/notebook/any-technology-indistinguishable-from-magic-is-hiding-something/
Uma tradução livre de alguns trechos:
O mercado de tecnologia, dominado por Google, Amazon, Meta e Microsoft, se assemelha a um jogo de xadrez estratégico, onde cada gigante defende sua peça: “abertura” ou “segurança”. Essa escolha depende da ideologia que melhor impulsiona o domínio do mercado.
A Amazon, detentora de 35% da computação em nuvem, ergueu muros altos em torno de seus clientes. Em resposta, Meta e Google se posicionaram como paladinos da portabilidade de dados, criando a Iniciativa de Transferência de Dados. Mas essa iniciativa só mais uma jogada de marketing para comparar dados entre si, sob a falsa bandeira do “empoderamento do usuário”.
O metaverso, nesse cenário, serve apenas como pano de fundo. A verdadeira disputa reside na infraestrutura de computação em nuvem. A Meta, por ter iniciado seus trabalhos em web básica antes da era da nuvem, se tornou, ironicamente, a empresa mais experiente nesse campo. Zuckerberg, o visionário da Meta, já construiu mais arquiteturas de nuvem do que a maioria das empresas sonha em desenvolver em toda a sua existência.
A Amazon Web Services, líder de mercado com 35%, não teria alcançado tal posição sem as contribuições do Facebook. Mas, essa “generosidade” da Meta esconde um plano maior: o poder computacional bruto é o verdadeiro modelo de negócios.
Portanto, a doação do Llama para o Github, por exemplo, não passa de um gesto estratégico. Afinal, como um aplicativo com recursos de IA funcionaria sem a infraestrutura da Meta?
Com foco total em privacidade…
risos (de nervoso)
A ideia de “aberto” do Zuckerberg é bem esquisita. Ele faz diversos paralelos com o Android, mas se parece muito mais com o modelo do Windows da Microsoft, de software licenciado e sob o rígido controle da fornecedora.
De qualquer forma, sustento minha aposta de que esse negócio de realidade mista será um dos grandes flops (ou “o” grande flop) dos anos 2020.
Sim. O pior de tudo é que sequer o Android (ou o Chrome) são de fato abertos. Ele fala de código aberto, citando um projeto que é bem mais ou menos na questão de código aberto e, no final, sequer chega perto desse sistema meio-a-meio do Android.
A Meta é uma salada de fruta sem nenhuma meta (ahn) factível. Aliás, todas as big techs saíram do casulo que elas estavam até 2019/2020 e passaram a, abertamente, simplesmente defender qualquer coisa que seja o mais caro, fechado e recheado de publicidade e coleta de dados possível pra gente.
Sobre essa questão das Big Techs com o open source, tem esse texto aqui traz um insight bem interessante:
https://www.fromjason.xyz/p/notebook/any-technology-indistinguishable-from-magic-is-hiding-something/
Uma tradução livre de alguns trechos:
O mercado de tecnologia, dominado por Google, Amazon, Meta e Microsoft, se assemelha a um jogo de xadrez estratégico, onde cada gigante defende sua peça: “abertura” ou “segurança”. Essa escolha depende da ideologia que melhor impulsiona o domínio do mercado.
A Amazon, detentora de 35% da computação em nuvem, ergueu muros altos em torno de seus clientes. Em resposta, Meta e Google se posicionaram como paladinos da portabilidade de dados, criando a Iniciativa de Transferência de Dados. Mas essa iniciativa só mais uma jogada de marketing para comparar dados entre si, sob a falsa bandeira do “empoderamento do usuário”.
O metaverso, nesse cenário, serve apenas como pano de fundo. A verdadeira disputa reside na infraestrutura de computação em nuvem. A Meta, por ter iniciado seus trabalhos em web básica antes da era da nuvem, se tornou, ironicamente, a empresa mais experiente nesse campo. Zuckerberg, o visionário da Meta, já construiu mais arquiteturas de nuvem do que a maioria das empresas sonha em desenvolver em toda a sua existência.
A Amazon Web Services, líder de mercado com 35%, não teria alcançado tal posição sem as contribuições do Facebook. Mas, essa “generosidade” da Meta esconde um plano maior: o poder computacional bruto é o verdadeiro modelo de negócios.
Portanto, a doação do Llama para o Github, por exemplo, não passa de um gesto estratégico. Afinal, como um aplicativo com recursos de IA funcionaria sem a infraestrutura da Meta?