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[en] Me deixe pagar pelo Firefox traduzir discourse.mozilla.org

Um antigo apoiador e ex-funcionário da Mozilla defende que o Firefox se torne um produto pago, mantendo-se gratuito e de código aberto. O argumento central dele é que cobrar por software não contradiz os princípios de código aberto, ele inclusive cita a posição da Free Software Foundation sobre preços razoáveis.

Finalmente, a proposta ainda mantém o ponto central dos foks do FF (hoje até mais famosos do que o próprio, como Zen) e propõe que usuários que não desejam pagar ainda possam usar esses forks.

A motivação é que ele acredita que um modelo financiado pelos usuários atrairia mais pessoas que não gostam do atual modelo de negócios da Mozilla, baseado em anúncios. A sugestão é que a Mozilla experimente uma versão paga do Firefox que não ofereça conteúdo patrocinado, telemetria, integração padrão com o Google e contem com o bloqueio de anúncios integrado.

Eu pagaria um preço razoável para usar (entre 5 e 10 trumps, como é o Kagi) e apoiar o Firefox. Acho, contudo, que isso ñ conseguiria manter a Mozilla (pelo seu tamanho) muito tempo e geraria uma quebra grande de caixa, mas pelo menos a discussão começou :)

5 comentários

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  1. Acho uma ideia ruim. Se gratuito já é difícil expandir o alcance do Firefox, imagine pago? Como convencer alguém satisfeito com o Chrome ou Safari, ou que não liga em absoluto para isso, a pagar por um navegador diferente? Os forks não têm o reconhecimento de marca que o Firefox tem. Pode parecer bobagem, mas faz muita diferença no trabalho de convencimento.

    Não sei se seria economicamente viável, mas eu apostaria em um caminho similar ao do Thunderbird: acabar com a Mozilla Corp., mover o Firefox para a fundação e, a partir dali, canalizar as doações também para o desenvolvimento do navegador. Há outras iniciativas bem sucedidas nesse sentido, como o KDE. Nesse arranjo e sem as despesas nababescas da Mozilla Corp., bem provável muita gente doasse sem esperar nada em troca ou restringir o acesso ao Firefox, e, talvez, com essa grana fosse possível sustentar o projeto.

    1. Confesso que eu não sei como funcionaria. Mas a ideia é criar um Firefox premium onde o usuário não é o produto.

      Projetos comunitários tem sempre milhões de problemas (inclusive o KDE) com os egos e as decisões (baseadas no ego). Eu tenho dois pés atrás com esses modelos, o Thunderbird dá certo porque eles são bem rigidos e tem uma base pequena de usuários (perto do Firefox). Todos os outros modelos comunitários precisam de um “citador benevolente” para tomar as decisões, coisa que o Firefox não teria (hoje é a Mozilla Corp) e geraria o problema de sempre (100000 versões que não funcionam direito).

      Eu adoro o modelo de SL/CA, mas ele precisa de muitas amarras e muita confiança no mantenedor. O que em 90% dos casos não ocorre (e por isso a maioria dos projetos de SL/CA falham e morrerm depois de 2/3 anos).

      Sobre o pagamento em si, não sei se daria, se a Mozilla Corp aceitaria e se teria público pra isso. Acho que o público seria bem diminuto, inclusive.

  2. Só faz sentido uma versão paga se trouxer um benefício adicional à versão free. Algo como VPN, suporte técnico prioritário… Cobrar faria muitos migrarem, especialmente entre usuários que não se importam com privacidade.

    1. A Mozilla recebe algo em torno de $510 milhões em royalties. Uma conta burra, pensando em licenças a $10.00/ano são 51 milhões de assinaturas.

    2. Essa lógica não é aplicada ao SL/CA, a ideia é manter o desenvolvimento do navegador sem propagandas e sem intrusões de telemetria.

      Se você não quer pagar e não se importa, você usa o Firefox normal.
      Se você não quer pagar e se importa, você usa um fork .