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[en] Jogadores comemoram “mod” que apaga moradores de rua no jogo “Cities: Skylines II” traduzir 404media.co

Lembrou-me esta história que rolou aqui em Curitiba. Não é exclusividade da capital paranaense — numa rápida pesquisa, encontrei casos em Monte Mor (SP), Itajaí (SC), São Paulo (SP), Criciúma (SC), Sorocaba (SP) e municípios catarinenses

A arte imita a vida.

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2 comentários

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  1. infelizmente gente vê os moradores de rua como praga e rato de rua algo assim que não são vistos como seres humanos, bem que um dia poderia criar lei nacional para garantir diretos humanos ao moradores de rua e punir os monstros que expulsam e que matam os moradores de rua.

    1. Existem políticos (geralmente progressitas) que tentam aprimorar leis já existentes para dar diginidade a moradores de rua. O que é difícil de ver são formas de deixa-los em situação mais digna (como residências ou albergues financiadas pelo Estado por exemplo).

      Detalhe que – isso é anedótico – existem moradores de rua que não conseguem conviver em locais com regras, por isso estão nas ruas e nem conseguem ficar em abrigos. Tem seus problemas psicológicos e sociais. São estes que acabam sendo o estereótipo que gera o preconceito.

      Não que todos os sejam assim. Há pessoas que infelizmente vem de familias pobres e não conseguiram algo melhor, pessoas que tem dificuldades de conseguir trabalhos e remuneração melhores, pessoas que perderam dinheiro e posses após problemas, etc. Existem matérias em sites progressistas como Jacobin e alguns também no UOL TAB que expõem estes problemas.

      O ideal seria o governo incentivar moradias de manutenção governamental (ou seja, o prédio é só do Estado e não pode ser vendido ou repassado para ninguém) para poder compensar este déficit habitacional. Pena que projetos de habitação popular acabam cooptados por políticos corruptos e com o tempo viram algo de mercado.

      Um exemplo: acompanhei a construção de um conjunto habitacional desde a planificação da terra até a construção dos prédios. E era um conjunto bem feito, simples mas funcional. Como boa parte de tais conjuntos, não tinha estacionamento individual, mas tinha um pátio grande o suficiente para tal função.

      Com o tempo, o conjunto habitacional sendo ocupado pelos contemplados, aos poucos foram feitos “melhorias”: garagens individuais (onde seriam calçadas de pedestres), pequenos prédios comerciais irregulares (não poderia ter), ocupação irregular de prédios públicos (como um prédio que ficava perto da entrada e poderia servir para projetos sociais), etc… E foi notado que parte da população original repassou seu apartamento a terceiros no que chamam de “contrato de gaveta” (existe um prazo de que o dono original contemplado não pode vender ou alugar o seu apartamento por um certo tempo, sob risco de perder o imóvel ao Estado que repassaria a alguma pessoa em lista de espera).

      Conheci uma ou duas pessoas que moravam nos apartamentos e tinham casa em outro lugar (teoricamente não poderia isso, mas geralmente era cadastrado um contemplado que não tivesse algo no nome, como um filho ou parente de segundo grau).

      Com isso tudo volto a ideia: uma das melhores formas é o Estado ter opções para que as pessoas vivam sem tantos custos (um conjunto habitacional governamental por exemplo). A ideia que tiveram em São Paulo da “Vila Esperança” (áreas criadas para moradia de pessoas/famílias em situação de vulnerabilidade e feitos com conteiners) não é tão ruim, mas poderia ser bem melhor.

      Quanto a questão do jogo e o mod preconceituoso, talvez a melhor forma de acabar com o preconceito seria expor os preconceituosos às condições nas quais quem sofre com o preconceito vive. E não falo de filme para ver, mas sim talvez pegar estes jovens e por em programas jurídicos de atenção social – o jovem que for pego cometendo preconceito precisará trabalhar como voluntário em algum programa de apoio as pessoas vulneráveis.