Resumo, o autor questiona se o Firefox está ou não a beira do colapso (ele acredita que sim por três motivos princiais:
- O market share do Firefox hoje é menor do que o do Edge (e Safari), ao redor de 3,17% (sendo que já foi, em 2009, de 31%).
- O Google Chrome domina a web atualmente com 62% de market share.
- Uma diretriz do governo dos EUA que exige que os sites .gov deles serjam compatíveis com Chrome e Edge, mas não com Firefox.
O terceiro ponto é, pro autor, o ponto mais significativo dessa celeuma toda. O Firefox/Mozilla podem recorrer dessa decisão, mas mesmo assim, atualmente, o navegador não precisa estar na cabeça dos desenvolvedores do governo dos EUA.
Claro que é dificil olhar pro Firefox como uma ameaça a navegadores de grandes empresas, como a MS, Google e Apple, principalmente porque a peimeira embutiu o ChatGPT em tudo, principalmente no Edge; a segunda term amplo domínio mobile (Android) e no mercado de PC (Chromebook, desktop e notebook) e a terceira tem, nos EUA, uma base mobile instalada gigantesca (o que deve ser a justificativa dos +30% usando o Safari) que ainda se soma com, proavelmente, a maior base de Macs no mundo todo.
Eu diria que a situação do Firefox é MUITO complicada. E fico bastante preocupado – até onde isso é possível – porque o FF é meu navegador padrão e eu acho que ele é a nossa melhor aternativa aos muros das Big Techs.
14 comentários
Li esse artigo, mas não me surpreendi. Como muitos já comentaram aqui, o Firefox sempre foi um navegador de nicho, infelizmente.
O que estou acreditando é que com a briga do Google contra os adblockers por causa do Youtube, queria ver a Mozilla se aproveitando dessa oportunidade, mas acho muito difícil.
Estados Unidos não é Europa, Asia, America Latina, Africa ou Oceania. O negócio é ver além do mercado estadunidense. Se fosse pro Firefox colapsar, era pra ter colapsado a muito tempo quando eles não souberam transicionar dos desktops para os celulares como a Google fez com o Chrome.
Também me incodam as análises tão focadas em nuances dos EUA, como a construção de seus sites governamentais. Thunderbird quase sumiu e agora está relativamente bem. Tem gente que vê o fim do Google como consequencia do avanço da ia e a aparente inaptidão da alphabet em andar nesta área. Aprendi a esperar para ver ou ver fontes que pesquisem muito mesmo, como o podcast tecnocracia.
Thunderbird eu acho muito bugado. Atualmente como cliente de email eu uso o Betterbird. A aplicação tem melhores correções de bug mais a frente do que o Thunderbird.
Eu tenho pra mim que o chrome com a sua versão do manifest v3, que vai dificultar muito a vida dos bloqueadores de anuncio pode perder muito, quem se aproveitar dessa lacuna, vai se beneficiar muito. Eu essa semana troquei o chrome pelo firefox justamente por isso.
Cara, vai para Vivaldi, Brave… Opera? Quem quer adblock terá em chromium.
Não creio que realisticamente o firefox ganhará. Tem de lembrar que a direção que a Mozilla tomou a anos atras, na “chromificação” desse navegador, que trouxe essa debanda geral.
O que seria essa “chromificação”?
Quando a Mozilla criou invejinha de google e pensou, delinquentemente, que simplificar e copiar o chrome seria a solução. Lembro que foi onde o pessoal passou a debandar esse navegador (chrome é melhor que copia de chrome)
Achei referencias de 2016 – https://news.slashdot.org/story/16/09/30/1524238/chromification-continues-firefox-may-use-chromes-pdf-and-flash-plugins – mas isso vem de antes claro, somente não sei em que ponto exatamente se é que teve um ponto único de início.
Entendi.
Desconhecia o Projeto Mortar. e fazendo umas pesquisas com as infos que você compartilhou, pelo o visto era uma iniciativa de validação e que no final não deu tão certo.
https://wiki.mozilla.org/Mortar_Project
Eu não vejo problemas em termos a interpolação de recursos entre os navegadores, até porque abre-se um leque maior de possibilidades.
Já eu penso que essas análises que a gente faz da guerra dos browsers é muito enviesada por sermos pessoas interessadas nessa área.
Na minha opinião, pro usuário comum a lógica é bem mais simples: o Firefox se tornou muito popular entre 2008-2009 porque ele era bem mais rápido que o Internet Explorer, e num contexto de Internet lenta. Eu lembro que qualquer usuário comum instalava o Firefox e tinha a sensação de ganho de velocidade. No boca a boca as pessoas foram descobrindo que valia a pena sair do “default”.
E o Chrome superou o Firefox porque, bem, primeiro que ele também entregava velocidade, e segundo que ele pertence ao Google, que é a porta de entrada da web (especialmente no começo da década passada).
Eu me pergunto como que a União Europeia, tão preocupada com monopólios, ainda não obriga todos os órgãos públicos a só usarem Firefox.
O Chromium é a ferramenta de controle mais poderosa que a Google tem.
Existem outros navegadores com market share pequeno que conseguem pagar as contas.
Não acho que o FF esteja a beira de um colapso.
Acho até que está indo bem com os últimos projetos anunciados e futuros lançamentos.
E se vc olhar a receita liquida da Mozilla, vai ver que ela vem crescendo ano a ano desde 2016.
Mas é como falaram: hoje ele é um navegador de nicho. E é o navegador do Linux (não que isso garanta algo).
Faz tempo que o Firefox não consegue convencer nem eu (que me importo com privacidade e com a web no geral) a usá-lo, quem dirá a grande maioria dos usuários que nem liga pro navegador que usam.
A existência dele é importante e, como desenvolvedor, vou continuar a garantir que o que eu faço funcione nele. Mas não dá pra esperar que uma indústria centrada na mentalidade “lançar o mais rápido possível” vai dar bola pra uma parcela minúscula de usuários que tem a opção de usar outra coisa.
O Safari é 10x mais triste de dar suporte, mas como é a única opção pra usuário de iPhone, os desenvolvedores são obrigados a fazer funcionar lá.
Olha, pra mim é claro, sabe? E faz algum tempo. Inclusive, é difícil ver um momento em que o Firefox conseguisse abocanhar uma boa fatia se o financiamento é tão dependente de uma empresa como o Google – que poderia suspendê-lo, portanto, assim que a Mozilla aumentasse a relevância.
O Firefox já é um navegador de nicho. Não é uma morte completa, porque talvez a comunidade o mantenha com a ajuda de aparelhos, mas é uma forma lenta e certeira de irrelevância, me parece.