Isso é beeeem real. Na real é só fazer um exercício matemático com a % de plástico reciclado e a quantidade de vezes que é possível reciclar. Rapidamente essa série vai convergir para plásticos esperando a hora da decomposição em terrenos e oceanos.
De fato o plástico é o material mais difícil de reciclar e um dos mais fáceis de se produzir em massa. A reciclagem dificilmente conseguiria abranger todos os tipos de plástico e fazer um bom trabalho de retornar o material como insumo industrial. Então é muito melhor reduzir o uso do que reciclar, mas como isso depende de uma mudança social, não vejo muita esperança em fazermos isso individualmente. Agora, pelo menos metais, vidros e papéis tem uma taxa de reciclagem bem melhor e acredito que vale a pena continuar separando o lixo pra pelo menos reaproveitar esses materiais.
Ghedin, achei massa tu trazer esse debate aqui.
Acompanho o Precious Plastic (https://www.preciousplastic.com/) desde 2014, o objetivo do projeto foi tornar a reciclagem de resíduos mais acessível para as pessoas. Naquela época parecia uma boa ideia e havia uma sensação de compartilhamento aberto das informações que estavam restritas às indústrias. Com o tempo, se tornou mais uma ferramenta para desviar a responsabilidade de empresas como Braskem (extração/produção e destruição de Maceió) e Unilever (distribuição).
Atualmente, as ações dessas empresas tem sido fomentar o “empreendedorismo”, sendo inclusive o projeto Ateliê Criativo parceria entre Braskem e Precious Plastic. O intuito é que, a partir do curso, a pessoa aprenda técnicas e compre máquinas para fabricação de produtos que utilizam plástico como matéria prima.
Em outra frente, complementar e menos mercantil (questionável), tem as iniciativas na UFPE (https://www.instagram.com/preciousplasticufpe/) e também em Espírito Santo (https://www.instagram.com/preciousplastic.es/) com discurso de conscientização e educação ambiental, sendo projetos de experimentação e criação de materiais pensando no aspecto social dos plásticos.
Independente da forma, acredito que essas inciativas de reciclagem auxiliam na diminuição da cobrança das empresas responsáveis pela produção e distribuição dos plásticos.
Nota: Eu mesmo venho reciclando plásticos de forma autônoma desde 2018, já fiz carteiras e bolsas, além de ter um projeto em minha cidade voltado para conscientização do uso de plásticos. Tenho consciência que estou fazendo parte de um movimento que auxiliará na falta de legislação adequada para tornar empresas como a Braskem responsáveis pelo que fazem, por esse motivo tento na maior parte das vezes pontuar como as iniciativas de reciclagem se apresentam hoje. Penso inclusive que esse comentário se faz complementar aos que já estão aqui, considerando a falta de coleta seletiva na maior parte dos municípios do país, entre outros aspectos mencionados.
não sei se concordo muito com esse discurso que implica em terceirizar a responsabilidade. é sempre culpa de um terceiro, nunca do consumidor ou de si mesmo, incrível, como se a empresa não girasse em torno do consumidor e vice versa. se vc não quer um canudo, vc vai pegar só pra falar mal da empresa de canudo?? isso pra mim é piada
a mudança ocorre primeiro em nós não nos outros, se vc não concorda com uma empresa, vc para de consumir ela, se vc não concorda com uma comunidade, vc para de frequentar e assim por diante. esse papo de falar como uma empresa deveria agir, terceirizando responsabilidade é muita irresponsabilidade “discursória”. impor como alguém deveria agir/comportar é um discurso medíocre.
Como é que para de consumir petróleo, Vitor? Lembre-se do consumo indireto também: tudo de que você se alimenta, veste, consome, chega até você sobre rodas movidas por gasolina. Muitos dos produtos que compra no mercado são vendidos em embalagens de plástico. Roupas? Têm plástico. Bens duráveis, como o celular/computador que você usou para escrever e ler esses comentários, idem.
As “mudanças que começam em nós” em geral têm efeitos irrisórios no combate a grande problemas sistêmicos, pois… problemas sistêmicos.
a empresa produz mais plástico do eu como indivíduo, então acho que temos que cobrar mais dela sim
Sim, sempre. É uma questão de educação e cidadania, como podemos cobrar o estado e as empresas se não fazemos em nossa casa?
Do contrário ficaremos para sempre empurrando responsabilidades.
é só ver vlog de galera q vai no supermercado no exterior ver que eles embalam ate as frutas com plastico. o consumo e a geração de resíduos plásticos nos paises de primeiro mundo é totalmente desmedida. e a nossa tendência é imita-los
Não.
Melhor aceitar a verdade e assim forçar uma mudança, que ser babaca e fingir que está fazendo algo. A ilusão de ajudar atrapalha a ajuda.
O legal porém é que isso do plástico se sabe a muitos anos (desde a porra da década de 80!!!!!!), porém…. …… normal, é o tempo de uma pessoa nascer, se educar e formar em jornalismo, crescer dentro de alguma empresa para ter independência, e então resolver escrever algo por conta não apenas o que o chefe manda. :/
Parabéns a esse um. 99% dos colegas deles não podem ou não sabem fazer coisas assim.
Como um plus aqui no meu bairro em porto alegre não chega essa tal de “reciclagem” que vocês falam. “Problema de primeiro” mundo para min….
Saíram várias matérias sobre esse relatório , no mês passado, em diversos meios de comunicação do jornalismo tradicional. Dei uma pesquisada aqui e saiu, pelo menos, na Folha, Uol, Exame, Terra, Olhar Digital, poder360, revista Fórum, etc).
E, sinceramente, acho que o título da matéria citada foi o pior, pois dá a falsa impressão que não devemos separar lixo reciclável pois de nada adiantaria. (Lembrando que boa parte das pessoas só lê o título da matéria).
O que me irrita (tudo na vida!!!!!!) é que desde que iniciou reciclagem de plástico ela não funcionava (ou funcionava e agora parou? Não né! Pode assumir que nunca funcionou!). E todos envolvidos sabiam. Milhares de pessoas, em todos os países.
Apenas agora que por algum motivo bizonho isso chegou na mídia.
Levou 20 anos!!!
“Todos” é muita gente. As fabricantes poluidoras sabiam. O público… como poderia saber? Foi o mesmo que aconteceu com o aquecimento global: a ExxonMobil sabia desde os anos 1970, mas orquestrou uma campanha de FUD contra essas conclusões. Não dá para subestimar o poder, crescente, das grandes empresas e da publicidade.
Pensei isso. Mas tem uma cadeia. Do cara que coleta até o chefe tem muita gente. O chefão sabe, mas em toda a cadeia é impossível que ninguém soubesse. O problema é que não adianta milhares de pessoas saberem, precisa de UM jornalista que seja realmente independente, interessado, e que sei pagador de salário não tenha veto em tudo que ele pensa.
E não era na real um mistério. A anos atras eu (e milhares de pessoas no youtube) vi um video – não lembro mais qual exato claro – que não apenas explicava esse fato como explicava porque o símbolo de reciclagem em plástico é diferente do reciclagem real. Sem exagero, anos atras.
Eu estava escrevendo um textão sobre minha experiência de já ter visitado uma empresa de reciclagem de plásticos, mas percebi que estava me tornando o palestrinha que não curto …
Adaptando para nossa realidade, precisamos no mínimo saber o que acontece com o material reciclável.
A prefeitura possui coleta diferenciada para material reciclável? Passa na minha rua?
Onde chega este material? Existem empresas/cooperativas que recebem este material?
Claro que muitas vezes não é simples termos estas respostas.
Se a resposta for “não” para algum destes pontos, a separação de lixo reciclável em casa é só um alívio de sensação de culpa.
https://valor.globo.com/publicacoes/especiais/saneamento/noticia/2024/03/28/queda-no-preco-de-commodities-diminui-demanda-por-sucata-reciclada.ghtml
Isso é beeeem real. Na real é só fazer um exercício matemático com a % de plástico reciclado e a quantidade de vezes que é possível reciclar. Rapidamente essa série vai convergir para plásticos esperando a hora da decomposição em terrenos e oceanos.
De fato o plástico é o material mais difícil de reciclar e um dos mais fáceis de se produzir em massa. A reciclagem dificilmente conseguiria abranger todos os tipos de plástico e fazer um bom trabalho de retornar o material como insumo industrial. Então é muito melhor reduzir o uso do que reciclar, mas como isso depende de uma mudança social, não vejo muita esperança em fazermos isso individualmente. Agora, pelo menos metais, vidros e papéis tem uma taxa de reciclagem bem melhor e acredito que vale a pena continuar separando o lixo pra pelo menos reaproveitar esses materiais.
Ghedin, achei massa tu trazer esse debate aqui.
Acompanho o Precious Plastic (https://www.preciousplastic.com/) desde 2014, o objetivo do projeto foi tornar a reciclagem de resíduos mais acessível para as pessoas. Naquela época parecia uma boa ideia e havia uma sensação de compartilhamento aberto das informações que estavam restritas às indústrias. Com o tempo, se tornou mais uma ferramenta para desviar a responsabilidade de empresas como Braskem (extração/produção e destruição de Maceió) e Unilever (distribuição).
Atualmente, as ações dessas empresas tem sido fomentar o “empreendedorismo”, sendo inclusive o projeto Ateliê Criativo parceria entre Braskem e Precious Plastic. O intuito é que, a partir do curso, a pessoa aprenda técnicas e compre máquinas para fabricação de produtos que utilizam plástico como matéria prima.
Em outra frente, complementar e menos mercantil (questionável), tem as iniciativas na UFPE (https://www.instagram.com/preciousplasticufpe/) e também em Espírito Santo (https://www.instagram.com/preciousplastic.es/) com discurso de conscientização e educação ambiental, sendo projetos de experimentação e criação de materiais pensando no aspecto social dos plásticos.
Independente da forma, acredito que essas inciativas de reciclagem auxiliam na diminuição da cobrança das empresas responsáveis pela produção e distribuição dos plásticos.
Nota: Eu mesmo venho reciclando plásticos de forma autônoma desde 2018, já fiz carteiras e bolsas, além de ter um projeto em minha cidade voltado para conscientização do uso de plásticos. Tenho consciência que estou fazendo parte de um movimento que auxiliará na falta de legislação adequada para tornar empresas como a Braskem responsáveis pelo que fazem, por esse motivo tento na maior parte das vezes pontuar como as iniciativas de reciclagem se apresentam hoje. Penso inclusive que esse comentário se faz complementar aos que já estão aqui, considerando a falta de coleta seletiva na maior parte dos municípios do país, entre outros aspectos mencionados.
não sei se concordo muito com esse discurso que implica em terceirizar a responsabilidade. é sempre culpa de um terceiro, nunca do consumidor ou de si mesmo, incrível, como se a empresa não girasse em torno do consumidor e vice versa. se vc não quer um canudo, vc vai pegar só pra falar mal da empresa de canudo?? isso pra mim é piada
a mudança ocorre primeiro em nós não nos outros, se vc não concorda com uma empresa, vc para de consumir ela, se vc não concorda com uma comunidade, vc para de frequentar e assim por diante. esse papo de falar como uma empresa deveria agir, terceirizando responsabilidade é muita irresponsabilidade “discursória”. impor como alguém deveria agir/comportar é um discurso medíocre.
Como é que para de consumir petróleo, Vitor? Lembre-se do consumo indireto também: tudo de que você se alimenta, veste, consome, chega até você sobre rodas movidas por gasolina. Muitos dos produtos que compra no mercado são vendidos em embalagens de plástico. Roupas? Têm plástico. Bens duráveis, como o celular/computador que você usou para escrever e ler esses comentários, idem.
As “mudanças que começam em nós” em geral têm efeitos irrisórios no combate a grande problemas sistêmicos, pois… problemas sistêmicos.
a empresa produz mais plástico do eu como indivíduo, então acho que temos que cobrar mais dela sim
Sim, sempre. É uma questão de educação e cidadania, como podemos cobrar o estado e as empresas se não fazemos em nossa casa?
Do contrário ficaremos para sempre empurrando responsabilidades.
é só ver vlog de galera q vai no supermercado no exterior ver que eles embalam ate as frutas com plastico. o consumo e a geração de resíduos plásticos nos paises de primeiro mundo é totalmente desmedida. e a nossa tendência é imita-los
Não.
Melhor aceitar a verdade e assim forçar uma mudança, que ser babaca e fingir que está fazendo algo. A ilusão de ajudar atrapalha a ajuda.
O legal porém é que isso do plástico se sabe a muitos anos (desde a porra da década de 80!!!!!!), porém…. …… normal, é o tempo de uma pessoa nascer, se educar e formar em jornalismo, crescer dentro de alguma empresa para ter independência, e então resolver escrever algo por conta não apenas o que o chefe manda. :/
Parabéns a esse um. 99% dos colegas deles não podem ou não sabem fazer coisas assim.
Como um plus aqui no meu bairro em porto alegre não chega essa tal de “reciclagem” que vocês falam. “Problema de primeiro” mundo para min….
Saíram várias matérias sobre esse relatório , no mês passado, em diversos meios de comunicação do jornalismo tradicional. Dei uma pesquisada aqui e saiu, pelo menos, na Folha, Uol, Exame, Terra, Olhar Digital, poder360, revista Fórum, etc).
E, sinceramente, acho que o título da matéria citada foi o pior, pois dá a falsa impressão que não devemos separar lixo reciclável pois de nada adiantaria. (Lembrando que boa parte das pessoas só lê o título da matéria).
O que me irrita (tudo na vida!!!!!!) é que desde que iniciou reciclagem de plástico ela não funcionava (ou funcionava e agora parou? Não né! Pode assumir que nunca funcionou!). E todos envolvidos sabiam. Milhares de pessoas, em todos os países.
Apenas agora que por algum motivo bizonho isso chegou na mídia.
Levou 20 anos!!!
“Todos” é muita gente. As fabricantes poluidoras sabiam. O público… como poderia saber? Foi o mesmo que aconteceu com o aquecimento global: a ExxonMobil sabia desde os anos 1970, mas orquestrou uma campanha de FUD contra essas conclusões. Não dá para subestimar o poder, crescente, das grandes empresas e da publicidade.
Pensei isso. Mas tem uma cadeia. Do cara que coleta até o chefe tem muita gente. O chefão sabe, mas em toda a cadeia é impossível que ninguém soubesse. O problema é que não adianta milhares de pessoas saberem, precisa de UM jornalista que seja realmente independente, interessado, e que sei pagador de salário não tenha veto em tudo que ele pensa.
E não era na real um mistério. A anos atras eu (e milhares de pessoas no youtube) vi um video – não lembro mais qual exato claro – que não apenas explicava esse fato como explicava porque o símbolo de reciclagem em plástico é diferente do reciclagem real. Sem exagero, anos atras.
Eu estava escrevendo um textão sobre minha experiência de já ter visitado uma empresa de reciclagem de plásticos, mas percebi que estava me tornando o palestrinha que não curto …
Adaptando para nossa realidade, precisamos no mínimo saber o que acontece com o material reciclável.
A prefeitura possui coleta diferenciada para material reciclável? Passa na minha rua?
Onde chega este material? Existem empresas/cooperativas que recebem este material?
Claro que muitas vezes não é simples termos estas respostas.
Se a resposta for “não” para algum destes pontos, a separação de lixo reciclável em casa é só um alívio de sensação de culpa.