“Um exemplo infame: Em 1998, um funcionário da Pixar digitou acidentalmente uma função de comando fatal, instruindo o sistema de computador a excluir Toy Story 2, que estava quase completo. Felizmente, um diretor técnico supervisor que estava trabalhando em casa (ela tinha acabado de ter um bebê) tinha um arquivo de backup de 2 semanas de idade.”
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Acho que lugares como esse aqui são o futuro para a memória digital.
https://archive.org/
Nele eu achei o decágolo do (não sei escrever direito) Krisistof Kielowski e assim como esse devem haver muitas outras coisas difíceis de achar.
Minha única pena são os filmes prontos que os estúdios estão apagando sem a chance de alguém assisir. Por pior que sejam eles são lembrados, como o Quarteto Fantástico do Corman ou o do Generation X.
Além, se for pensar em filmes horríveis, dos clássicos do Ed Wood, nunca que veriam a luz do dia hoje ou seriam armazenados.
Perdemos muitos livros durante a história, por exemplo – e, infelizmente, faz parte. Só não me considerem um conformista. A situação preocupa. Triste saber que muito conhecimento desapareceu.
Pirataria salvará quase tudo que remotamente presta e é relevante de víde, de HOJE em dia. Questionável agora, louvável em 100 anos. Basta 1, em 8.000.000.000 para o arquivo manter, e realisticamente penso que esse 1 sempre existirá.
Pena perder o fonte, que teoricamente teria melhor qualidade, porém se o dono do conteúdo não liga fuck him.
Difícil, têm filmes que atualmente são impossíveis de achar.
Qual? É um filme relevante?
Muitos filmes nacionais estão trancados por muitas portas, salas técnicas e acordos de distribuição na Cinemateca Brasileira. Para citar um, durante muitos anos o filme Terra Sem Deus – que, se tu buscar no google agora e aparecer algo sobre, só sobreviveu por conta do que os detentores dos direitos autorais do filme consideram pirataria.
Têm muitos filmes gregos da estranha onda grega que não acho, são filmes recentes.
Talvez no exterior encontre, o problema é chegar aqui, talvez.
Cara tem de ser prático. Se o filme compensa ver de verdade ele existirá. Não preciso ver um filme, honestamente, RUIM.
Não pode ser nichado.
Procurei exemplo de “filme ruim da decada de 70” e cheguei em um tal de The Horror at 37,000 Feet feito para a TV em 73. E achei o download.
Portanto: TEM MUITA COISA, e coisa e ruim pode até durar por muitos anos. Mas o podre e nichado morre, e não tem nada demais nisso.
Tenho certeza que tem algum artista na minha cidade fazendo quadro ou escultura mediocre agora, que eu não me importo em nunca ver. Obras razoavelmente boas, porém, sobreviverão.
Eu concordo que a pirataria vai salvar muita coisa, mas não é tão simples assim como 1 em 8 bilhões querer. Muita coisa que existe disponível hoje em dia é graças a muito esforço de muita gente pra que isso aconteça. Até pra “filme ruim”, existem fãs e por isso as coisas as vezes vão funcionando.
Mas existe muita coisa boa que se perdeu com o tempo. É possível que alguém tenha em algum HD ou VHS no porão, mas muitas nunca mais vão reaparecer. Tem filmes que eu deixo o torrent 24h ligado à anos na esperança de alguém que tenha reconectar. Procuro em forums e blogs e só tem link quebrado. Aqui tem vários exemplos disso, bons e ruins: https://lostmediawiki.com/
E isso só vai piorar hoje em dia por causa de DRM, tudo digital, jogos que só funcionam online, etc.
Já li relatos de que muitos filmes e séries estão disponíveis em paginas torrents privadas (ou seja que não são públicas, não vai aparecer na baía dos piratas ou no Google), que são pagas (em dólar), e que tem que ter um convite de um membro para entrar , e tem uma norma de manter seed numa proporção mínima, estilo um clube da luta de cinema com assinatura. Li isso no reddit nos sub-reddits desse tema, um usuário de um chegou a comentar que são “como um IMDB com botão para descarregar em tudo”. Não sei se vai ter literalmente tudo, mas creio que podemos ser mais otimistas , e podem pesquisar isso mais a fundo se quiser.
saudade do manicomio share
pirataria é fundamental e necessária, mas ela não pode substituir o trabalho institucional (e profissional!) de museus, arquivos, centros de memória e outras instâncias de preservação
e para que essas instâncias existam é necessário dinheiro público a fundo perdido — contar com o mecenato e a boa vontade do setor privado é ingenuidade no longo prazo
mas mais importante que isso é criarmos marcos normativos que desafiem os limites à propriedade intelectual para que a preservação com interesse público seja viabilizada