Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS

[en] Como tornar um jogo agradável ao público casual — ou: vale o cheat da imortalidade? traduzir ounapuu.ee

Achei curioso este comentário sobre o jogo Control. O autor diz que só curtiu o jogo porque existe uma opção de imortalidade — o que antes era “cheat” foi incorporado pelos desenvolvedores:

No caso do Control, a opção da imortalidade foi o que me permitiu relaxar, acompanhar a história com grande interesse e me sentir como um deus que joga empilhadeiras em vários inimigos com tiros explosivos espalhados no meio. Ainda havia algumas partes desafiadoras no jogo, mesmo com a imortalidade ativada, mas elas não me deixaram estressado ou frustrado com o jogo.
Esta simples opção é provavelmente a única razão pela qual este jogo se tornou um dos meus favoritos de todos os tempos.

O que vocês acham disso?

10 comentários

10 comentários

  1. eu como alguém q joga muito mal, eu gosto de jogos fáceis mesmo, ñ gosto de frustração. e ao msm tempo gosto de resolver sozinha e não recorrer a alguém explicando como fazer. e aí não morrer não é a mesma coisa q ser fácil de ultrapassar (=falta de desafio). é só a vantagem de não ter q recomeçar de um ponto mais pra trás. mas eu entendo q tem q ser algo selecionável pq nem todo mundo gosta.

  2. Eu não vejo problema e penso até que seria um grande usuário desses recursos. Eu tenho ansiedade em certos casos, principalmente quando muito tempo de jogo pode ser descartado por causa de um erro meu. Tem um grande público que só quer jogar pra distrair-se.

  3. Eu gosto do equilíbrio entre desafio e curtir a história. Fácil demais fica chato pq vira um apertar de botão protocolar. Ao mesmo tempo que muito difícil, vira uma barreira pra minha parca habilidade. E tem um lance tb. Estamos ficando mais velhos e os reflexos não são mais como eram a 10, 15 anos atrás. Jogos que eu zerei tranquilo a alguns anos atrás, hoje em dia ao revisitar tenho que baixar a dificuldade pra prosseguir.
    O melhor dos mundos são os jogos onde c pode alterar a dificuldade a qualquer momento, com isso, pode-se meio que regular pra manter algo onde tem um desafio que voce consegue encarar e ao mesmo tempo manter um progresso constante.

  4. Pra mim, quando o jogo não apresenta um desafio razoável, perde a graça, não traz o sentimento de recompensa. Por isso, sempre que me acostumo com um jogo, lá pelos 30%, coloco no hard ou very hard.
    Abandonei Control no começo. Não tenho paciência para quebra-cabeças e ficar olhando armários em busca de pistas, mas quero retomar já que, tirando esse incômodo, Control é ótimo.

  5. Nem todo mundo gosta de games difíceis estilo “souls” e “roguelike”. Há games de Playstation que permite escolher a dificuldade história que a gente curte mais a história e narrativa do jogo e menos preocupação em inimigos chatos para derrotar.

    Pode ser útil para quem tem pouco tempo disponível e quer zerar o game, mesmo que no modo muito fácil.

  6. Quando uma forma de arte tem um grande direcionamento para o entretenimento, é normal ter este tipo de discussão; ainda mais sendo um produto interativo e programável, o que dá abertura a todo tipo de possibilidade, mesmo que parta um pouco da intenção original. Numa sociedade capitalista isso fica ainda mais agravado, pois é necessário agradar um grande público para gerar lucro, mas enfim.

    Não vejo problema no autor fazer isso, se de fato quiser que seja agradável (gerar dificuldade/estresse/frustração é uma intenção artística válida também). Se o autor não quis assim, talvez seja ok o público modificar por conta própria, mas já entra em discussão de propriedade intelectual e eu não sei opinar muito bem.

    1. Pessoalmente não curto jogos com muita dificuldade. Vida que segue, tem outros jogos. Se eu achar muito interessante o enredo ou algum outro aspecto de um jogo difícil, talvez eu leia sobre ou assista um gameplay.

  7. Jogo Left 4 Dead 2 com um amigo praticamente todos os dias. Fizemos um servidor que permite algumas regalias como reviver personagens, dropar itens, voar, etc. Claro, jogamos só no modo campanha (maioria do tempo campanhas feitas pela comunidade), mas mesmo assim, são coisas que tornam o jogo mais fácil mas ao mesmo tempo divertido, pois acaba sendo mais agradável para passar o tempo.

    Nem sempre as coisas precisam ser competitivas (inclusive se a competição for consigo mesmo).

  8. O cara tem de fazer o jogo melhor.

    Celeste é difícil e desafiador sem cansar. Quem quer desafio maior pode ir para 100%, o resto de nós apenas para quando fica dificil de chato, tem para os 2. Como ele tem muito, muito jogo. Pega qualquer mario por exemplo, para crianças mas com desafios horríveis no final, quem não gosta apenas para antes e se divertiu igual.

    1. nossa, no Celeste eu cansei no chefe do hotel, nunca consegui passar de uma parte dele, e tinha que voltar tanto pro começo que desisti.