Por mais que o texto seja irônico, realmente é algo que não se pode dizer que seja fora da realidade nos dias atuais. É insano tem que saber de tudo, e cada vez mais percebo que as empresas querem mais e mais…
10 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
Baita artigo.
Sinto muito isso. Comecei a programar em PHP3, lá em 2002+-. Na época fui webmaster. Fazia tudo no código macarrônico, e como qualquer júnior, pleno, senior ou staff, ficava uma merd*, mas eu gostava. Metia um monte de !important nos CSS para poder resolver, mas as coisas nunca ficavam “bonitas”. Peguei o ínicio do AJAX, até então para mandar informações para o servidor, só com chamadas síncronas. Bons tempos! Usei muito Xajax depois.
Decidi (leia-se: oportunidade bateu à porta) virar-me para o lado sysadmin da força. Eu gostava tanto quanto ser programador. Trabalhei com isso vários anos, até que surgiu a oportunidade de virar programador de novo. Com Python, dessa vez. Separando FE do BE dessa vez. E seguindo controlando o ambiente todo. Fazia o front end basicamente com Bootstrap e tava tudo ótimo. Daí inventaram de meter Angular. Aprendi essa desgraça. Depois, decidiram que REACT era melhor. Aprendi essa desgraça. Depois, decidiram usar VUE. Aprendi essa desgraça. Depois decidiram usar Nuxt. Aprendi essa desgraça.
Eu sei bem de alguma dessas desgraças? Claro que não. Mas o suficiente para me virar. Por sorte, agora tenho um colega de trabalho que manja muito dos paranauê de front, então eu sou só backend. O que eu sempre gostei mais. Minha vida voltou a ser boa! Só falta alguém para cuidar da infra, para que eu não precise também! Daí serei um homem completamente feliz (até o primeiro teste unitário falhar sem um bom motivo! hahahah).
Como é insano trabalhar hoje em dia
perfeito kkk
Concordo!
Essa é a real… Demandam cada vez mais e querem pagar o mínimo possível
Numa reunião com 300 funcionários da empresa (pública) em que eu trabalho, tivemos que ouvir de um assessor de diretoria: “em um momento os especialistas eram valorizados; depois vieram os generalistas; atualmente quem se destaca é aquele que entende um pouco de tudo e consegue se especializar rapidamente no que é necessário em determinado momento”. Eles criaram agora esse “híbrido” que deve ser capaz de ser especialista em tudo – ah, essa fala foi articulada com esse novo momento em que a IA nos “ajuda”, então não tem mais “desculpa pra não aprender”.
Na faculdade de ciência da computação, um professor meu de algoritmos dizia: “ninguém faz um prédio mais ou menos, que pode cair de repente, ou uma máquina de ressonância magnética que do nada vai explodir no paciente. mas nos acostumamos que fazer software pode ser mais ou menos, pode entregar qualquer porcaria pro mundo e pras pessoas usarem”. Eu enxergava alguns problemas nessa analogia, porém, ela me faz pensar em como, com a vida totalmente imbricada em softwares como temos hj, se isso não faz muito sentido, o quão danoso é, para trabalhadores e usuários.
Essa sua fala sobre prédios e máquinas de ressonância me fez relembrar um texto ou discussão (não lembro direito) que acompanhei questionando colocar a “engenharia de software” junto as outras “engenharias”… e um dos pontos discutidos era exatamente esse, o impacto que o “erro” do engenheiro pode causar.
Engraçado, li esse texto há algumas horas e agora ele está aqui. Gosto que o texto insiste num ponto bem interessante: alguém sonhou com uma padronização, aleatoriamente implementou e hoje todo mundo é obrigado a fazer. Caso do Facebook com o React. Há várias formas de fazer, mas sem saber aquela em especial, não vai.
Pois é, coisas que funcionaram uma vez numa big tech são rapidamente adotadas por todo mundo, mesmo quando não faz sentido. Adotamos o “modelo Spotify” de organização/divisão de times e, se não me engano, nem o Spotify usa isso mais.
Só espero que não comecem a difundir aquela maluquice de monorepo que usam no Google.
Já está difundindo. Agora tudo precisa ser um monorepo, usando pnpm e ou yarn, porque usar npm é “overkill”. rs
Brincadeiras a parte, realmente o mundo está ficando mais complicado. O ser simples hoje é dizer que você não conhece tanto. É bizarro!