Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS

[en] Bloomberg tem acesso a minuta de regulação da Lei Felca sem paywall traduzir bloomberg.com

Bloomberg acessou a minuta do decreto da regulação da Lei Felca, e foi constatado que o governo está pensando em exigir verificação de idade obrigatória para acessar qualquer site que tenha anúncios de álcool, acompanhantes, cigarros, sites de diversões adultas, bets etc.

Uma hipótese pode empurrar o Google Adsense exigir que os proprietários de sites que veiculam anúncios e recebem dinheiro implementem verificação por idade.

Além disso, a minuta dá autorização ao governo criar sua própria ferramenta de verificação de idade.

Mas, deixamos claro, é apenas uma minuta e tudo pode mudar.

14 comentários

14 comentários

  1. Era só desmonetizar conteúdo infantil/com criança. Não é tão diferente do que fizeram com a TV aberta.

    1. Exatamente. E, repito, quem tem que controlar o que minha filha vê sou eu. E também tenho obrigação de quando minha filha tiver interação online, de ter noção do que ela tá fazendo.
      O problema é que virar olhinho todo mundo quer, mas cuidar de filho cada vez mais é empurrado pra escola. Minha esposa é professora de educação infantil e diz que tá cada vez pior o ambiente pra dar aula, os pais cada vez mais querendo empurrar obrigação deles pros professores.

      1. Eu faço serviço para escolas e digo: o problema hoje é como a cultura capitalista transformou escolas em “creches”.

        Não discordo da sua questão de que pais DEVEM ter responsabilidade sobre seus filhos. Mas o ponto é que escolas servem basicamente tanto para ensinar sobre o mundo e a comunidade onde está (e fazer as pessoas se sentirem em uma) quanto justamente os jovems ficarem independentes baseados nas regras da comunidade.

        Para tirar um pouco do peso em cima dos professores (e demais entes escolares), o ideal é que simplesmente criam-se formas para que pais e mães cuidem de seus filhos sem precisar trabalhar. Simples assim.

        Se põe as pessoas para trabalhar, o trabalho agora é cuidar do jovem sem cuidado. Se notar, hoje parte de uma renda vai para cuidar de alugém, seja nos impostos ou pagando à parte (quem paga escola particular ou cuida de idoso).

        Só que nem governos e nem pais ajudam as escolas também. Só “largam” lá e professores, diretores e outros tem que se virar para ver como lidar com mais de 20 alunos por classe. Fora também lidar com os casos especiais, que de fato ajudam a tentar criar uma comunidade menos preconceituosa com autistas, deficientes e demais, MAS infelizmente governos não dão suporte suficiente para ter equipes dedicadas (pois eles querendo ou não precisam de uma pessoa de apoio para lidar, dado que por exemplo autistas de graus altos e TDAH saem por aí sem avisar…).

        Mas indo agora para o digital: Tento analisar a questão da inclusão de notebooks para as escolas, mas sou péssimo nisso (e não tenho como ficar in loco vendo isso até pq nem autorização tenho). Mas o que noto é que a infraesturtura em cidades que se dizem “do futuro” no final é ruim para atendimento e muitos ficam com defasagem digital. Fora a falta de educação de ética e segurança digital.

  2. O bizarro em alguns anos vai ser o seguinte.
    Agora muita gente vai bater palma pq é a turma “do bem” implantando isso. Aí quando a turma “do mal” botar as mãos nessas ferramentas vai ter um chororô e um sem numero de acusações.
    O problema desse tipo de coisa é que gera um arcabouço que pode dar muitos problemas na frente.
    Quem tem que regular os que os filhos acessam são os pais. E isto não é nada dificil.

    1. Mas “a turma do mal” é quem criou estes problemas e ganham dinheiro com isso e a “turma do bem” tá tentando criar um paliativo sem precisar parar os ganhos da “turma do mal”. Quem erra desde o começo é a “turma do mal”, pq se prestar atenção, a adega de bairro que policial corrupto usa para lavar dinheiro que ganha da propina do tráfico tem menor de 16 bebendo alcóolico, e toda denúncia que caí no Conselho Tutelar, o conselheiro é um suspeito de aliciar menores … todos eles que geralmente votam em alguém “da turma do mal”*

      *Ficção semi baseada em fatos reais.

    2. Talvez seja legal explicar quem são essas turmas “do bem” e “do mal”, Alexandre. “Do mal” = direita, “do bem” = esquerda? Essas ironias dicotômicas são típicas da direita…

      O ECA Digital foi aprovado por unanimidade — base governista e oposição —, é de autoria do MDB (“do mal”?) e foi relatado por um deputado do Republicanos (“do mal”?).

      1. Coloquei entre aspas pq considero tudo farinha do mesmo saco. Se eu considerasse algum lado do bem ou do mal, não utilizaria aspas. O sistema é nosso inimigo, não importa o lado.
        É pq quem tá batendo palma pra isso, considera bom pq o arcabouço está do lado que apoia. Quando mudar de mãos, o pessoal vai reclamar da aplicação da lei.
        Infelizmente temos esse ranço terceiro-mundista de não importar o que é feito, e sim, quem faz. É o povo do “veja bem…”

        1. Creio que dependendo de como uma lei é construida, não importa as mãos – o próprio Ghedin pôs isso no comentário dele.

          O ponto sobre regras é como aplica-las. Via de fato, já somos complicados em aplicar por exemplo uma legislação efetiva contra feminicídio – temos problemas sérios em monitoria e até desrespeito devido a cultura policial e política quanto à como mulheres lidam com parceiros violentos.

          Se uma parte da comunidade falha em se impor uma regra de segurança, ela acaba vindo de fora, seja estatal ou seja criminal (pq de fato sim e infelizmente há criminosos que cuidam de áreas tal como o Estado, mas para isso tentam criar regras para evitar maiores conflitos)…

          Regras existem como base. Isso porque uma outra base foi perdida – no caso a capacidade dos pais em regular o acesso dos filhos ao digital.

          1. Não acho que foi perdida. O lance é querer. Dá trabalho e desgaste, mas é bem possível de fazer.

          2. Não sei se pulou o outro comentário que fiz, Alexandre. Mas tipo, como coloquei, estamos em um capitalismo. Pai e mãe vão trabalhar. Cada família tem sua dinâmica conforme comunidade e renda onde está. Não sei a sua e julgar aqui não precisa pois você já meio que passou o que passa.

            Mas conheço pais que não tem tempo para nada. Assim como familias que tem um “acordo”, e vai no velho “mãe em casa, pai no trabalho”. Mas sei que tem outras formas.

            Ter tempo em uma sociedade que vende (e captura) seu tempo e atenção é complicado.

            Para pais colocarem regras eles tem que estarem presentes, terem tempo, terem noção (difícil em uma sociedade onde a midia prioriza violência na tv aberta do que educação). Não adianta o pai falar “não mexe no celular” se ele nem sabe como funciona e se sabe que o filho vai superar ele rápido – até porque o pai quando criança sempre “dava um jeito” de aprender a superar seus pais e conseguir algo diferente (e bater a cara com isso).

          3. O importante não é o tempo que se passa com o filho e sim, a qualidade do mesmo. Eu e minha esposa trabalhamos. Minha esposa fica fora o dia inteiro e eu trabalho de casa. Ambos somos bem atentos e participativos em tudo que nossa filha faz. Conheço caso que ambos os pais trabalham fora e são dedicados em dar atenção e impor limites. Mas também conheço caso que um ou até mesmo os dois não trabalham e a criança é largada, com um celular a tiracolo.
            As pessoas se esqueceram que filho dá trabalho e querem terceirizar o que for possível deles pros outros.

          4. Na parte de qualidade não vou discutir. Isso sua razão está correta. Isso é o que você e muitos outros fazem, e com isso temos uma sociedade minimamente respeitável.

            O problema não é você. Ou seu direito de cuidar dos filhos.

            O problema é justamente nem todos terem capacidade, condições e tempo. Seja por problemas culturais, por falta de educação da geração anterior, de problemas sociopoliticos – neste caso o foco desta discussão.

            O problema sociopolítico é a questão de anúncios para “adultos” serem vistos por crianças, e todo o ecossistema de comunicação permitir que crianças interajam com adultos, se pondo em risco.

            E nisso a discussão pode ir além – só ver a questão do juiz que tinha liberado uma criança de 12 anos a casar: isso é uma das pontas expoaras do problema. Sendo que o Brasil é um país que tenta arrumar esta questão cultural mas falha – e sim, sei que não é só aqui…

            enfim. qualidade de vida é uma questão sóciopolitica. Falar que “tudo é farinha do mesmo saco” tem seu fundo de verdade mas não deixa de ser uma renegação de que seja possível mudar. E você não precisa fazer muito: se como diz já cuida bem de sua familia e evita problemas políticos, só votar em alguém mais humanista nas proximas eleições – não é obrigado, mas fica a sugestão – além de entender que certas pautas precisam ser discutidas.

  3. Bad ending:

    A internet inteira virou uma grande “verificação de humanidade do CloudFlare”