O que mais me surpreende nesse relato é o cara ter demorado quase dez anos (!) para se dar conta de que fechar os círculos do Apple Watch e todo o rolê de mensurar dados vitais fazia mais mal do que bem a ele. Comigo a pulseira da Huawei não durou dois meses.
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As melhores funções do Apple Watch são:
– despertador vibrando no pulso, sem barulho, sem acordar o companheiro
– passar a música rapidamente quando em movimento rs
– feature antiga do shazam para watch que com um toque ele já entra no modo de reconhecer a música que tá tocando. uso >>>muito<<< em locais públicos, bares, etc.
– marcar o treino (crossfit/academia/dança)
– olhar a hora e o próximo evento da agenda sem precisar pegar o celular (o que me deixaria distraída)
– rejeitar ligação indesejada kkk
E absolutamente tudo isso é passável. Dá pra viver muito bem sem. Uso o mesmo Apple Watch desde 2019 e ele tá vivão, comprei numa viagem, então foi mais barato do que seria, mas se fosse pra comprar hoje é um dinheiro que eu economizaria, com certeza.
Relógio é ferramenta. Se vc fica estressado com uma feature de um relógio, melhor não usar mesmo kkkkk
Sempre gostei muito de relógios. Tenho uma “mini coleção” de 12 relógios normais numa caixa de madeira, e tampa de vidro bem chique.
Há uns anos comprei um Amazfit, daqueles com memória interna e dava pra ouvir música com ele. Usava direto, só tirava pra tomar banho. Na academia era show, não precisava levar celular, só o relógio. Conectava com o fone bluetooth e pronto, ouvia minhas músicas de boa. Não usava para acompanhar o treino de musculação. Para treino eu o usava ao pedalar. O GPS interno era bem preciso e dava conta de boas de gravar meu treino. Depois sincronizava com o Strava bem facilmente.
O primeiro Amazfit durou coisa de mais de ano, acho… Aí a bateria deu pau e comprei outro do mesmo modelo. Durou acho que uns dois anos e novamente a bateria deu pau.
Resolvi que não valia a pena gastar uma grana alta (mais de 300 conto) num treco que só durava dois anos no máximo. Se pudesse trocar a bateria aí sim. Mas a indústria quer que a gente sempre compre um produto novo e jogue fora o antigo; o meio ambiente que se lasque.
Então voltei a usar meus relógios que estavam guardados no fundo do guarda-roupas. A bateria deu pau? Só trocar uma nova por 10 conto e tá tudo certo. E esses relógios são muito mais bonitos na minha opinião. Tenho um fóssil lindíssimo com pulseira de couro marrom que fica chique pra caramba no braço. Muito melhor do que um relógio de pulseira de plástico com tela pretona ou toda colorida quando você gira pra ver as horas. rsrs
Na academia uso um celular velhinho como mp3 player (baixo todas minhas músicas, no melhor estilo tapa-olho) e pronto. Tô mais ou menos de boas. Ainda me incomodo com o fone bluetooth que também só dura dois anos, mas isso é tema pra outra postagem do órbita.
Comprei uma huawei band 8 (já estamos na 10) por curiosidade. Sempre quis entender o apelo dos smartwatches/bands, e também por ser aficionado por tecnologia.
Desativei as notificações no 3º dia, exceto ligações. De resto, uso apenas os recursos fitness, sem muita neura, porque a única coisa que a smartband faz bem é monitorar os batimentos cardíacos e o tempo de sono.
Tirando a falta de GPS, player de música, e a integração inexistente com aplicativos externos, estou satisfeito com ela. As duas primeiras ausências são compensadas com o uso do celular quando vou correr (e o GPS é satisfatoriamente preciso), já a terceira… Fico sem.
O pessoal do trabalho criou um grupo no gymrats, e tá todo mundo competindo pra ver quem se exercita mais. Enquanto os donos de apple/galaxy watch entram em alguns menus e puxam os registros do relógio, e a galera da garmin basta apertar um botão, eu tenho que tirar print do aplicativo e tirar foto do relógio hahahaha dá uma preguiça de atualizar…
Em compensação a bateria dura 7 dias, em média. Já acho pouco, mas é uma revolução comparando com apple/galaxy watches que mal chegam a 2 dias de duração. Os garmin duram 14, até 21 dias, é impressionante, mas cobram seu preço.
Honestamente, para monitoramento básico, qualquer smartband resolve. Não sou atleta e nem tenho interesse em ser, mas acho legal ver a evolução nos meus batimentos cardíacos (era na faixa de 70 em repouso, agora estamos na faixa de 60), a estimativa de calorias gastas, e o trajeto da corrida no mapa.
Meu sonho era um relógio mais tradicional (um casio G-Shock) com esses recursos “fitness”, relativamente precisos, e bateria de 2 anos. Até pagaria mais caro haha
Gabriel, tem um app chamado Health Sync que sincroniza as atividades da Huawei Band com o Gymrats.
O app é pago mas funciona bem, usei em conjunto com a Band 8 e um celular android para sincronizar corrida, caminhada e ciclismo. Mas acho que não sincroniza todos os exercícios disponíveis na band com o Gymrats.
Adoro tecnologia, e mesmo tendo condição de comprar um smart watch, não aceito pagar mais de 1 barão em um relógio que não vai durar 5 anos.
Tenho um Fossil que comprei em 2019 por $ 50 dols em uma viagem (o relógio estava naqueles cestos de ofertas, uma penca de relógios jogados, sem caixa nem nada… Fossil aqui custa quase 1 barão, mas divago)
O relógio funciona até hoje. Não preciso carregá-lo na tomada e quando bateria “vicia” troco por 25 pila.
Quando os relógios assumirem 100% a função do celular, aí até entendo… mas pagar mais de mil por um relógio descartável… não rola.
Carros sempre foram “descartáveis”
Celulares, tanto quanto computadores, nasceram com essa premissa, tornam-se obsoletos rápido
Mas relógios sempre foram vistos como algo que se você cuida, ele durará para sempre.
Então minha cabeça de meia idade não aceita ver o relógio se tornando algo descartável.
E essas funções de saúde, controle do sono etc só servem pra isso: deixar a pessoa mais ansiosa, ver em gráficos que ela dorme mal (e quem dorme bem em uma sociedade em que devemos performar e ser produtivos?), que não se exercita o suficiente e que come mal… não, obrigado.
Só aceitaria um smartwatch pra justamente conter os efeitos nocivos do celular: poder sair de casa sem o celular e sem ficar preocupado se minha esposa me ligou, se a babá da minha filha ligou ou algo assim.
Eis em síntese o que questiono com frequência com relação a quem usa rede social rsrs
Basicamente uso meu apple watch para:
* alerta para beber água
* usar o apple pay quando ñ estou com celular
* ouvir música no deezer quando estou na academia e ou correndo, já que ñ levo celular para essas atividades
* controlar o tempo dos exercicios na academia
O ECG nunca funcionou aqui, então ñ “bitolo” nessas coisas de saúde dele.
Qual app você usa pra alerta de água?
acho que hoje só voltaria a usar pelo benefício de detecção de anomalias no coração. de resto estou feliz sem nada vibrando no meu pulso.
Nesse relato, o problema não parece ser o Apple Watch.
Comentário perfeito! O cara tem que procurar psiquiatra urgente kkkk, lembro de uma noticia de uma mulher que fazia mais de 3 ECGs todos os dias no Watch por TOC também.
Uso Apple Watch desde 2019. Nos primeiros dias você fica empolgado por estar usando um gadget novo e quer fazer tudo o que tem a oferecer, mas antes de acabar a primeira semana você ja desiste de tudo e começa a usar só para o básico kk, se fugir desse tipo de comportamento tem que procurar tratamento, sério.
Ano passado um amigo meu comprou o Watch Ultra 2 e foi a mesma história que a minha, ficava me atazanando com o Walk Talk o dia todo inicialmente e compartilhamos nossas atividades pra ver quem fazia mais exercícios, essa disputa informal não durou um dia, quando vejo as informações dele aparece que ele nem gasta 100 calorias por dia de tão pouco que liga pro relógio.
No meu Watch a única notificação ativada é para familiares do WhatsApp e coisas do coração. O meu uso principal é passivo e só quero ele me notificando caso eu esteja com algum problema, fora isso é só para ver horas mesmo. Ficar grilado pois uns pixels disseram que você não bateu uma meta fictícia de atividade é muito resquício de problema mental.
Acho que é por aí mesmo.
Aí entra o verdadeiro dilema: esse básico justifica ter um treco no braço, mais um que precisa de cuidados, recarga diária da bateria e tudo mais?
Penso assim também. Indo além, se é pra ter o básico, justifica gastar milhares de reais?
O problema pra mim são as limitações das pulseiras mais baratas, e é o tipo de coisa q nem sempre é mencionado claro num review, e não dá pra ir comprando cada barata, vendo q ela tem uns problemas, e aí comprando outra pra ver se é melhor, pq aí de 300-400 reais em 300-400 reais, dá pra comprar um apple watch.
eu comprei um da huawei primeiro, e gostei mas fiquei frustrada. a interface é lenta, não dava pra reorganizar as funções q eu usava, então mta coisa util pra mim ficava no fim do menu. Não tinha multitask, então eu não conseguia abrir a função de fazer musculação e usar o timer pra pausa ao mesmo tempo, p ex.
Aí em vez de ficar procurando qual outro q fosse barato e melhor, fui pro apple watch direto. (peguei um SE)
mas assim… eu gosto de medir meus exercicios, eu gosto de ver no pulso se tenho reunião pra não esquecer, gosto de ver uma msg no meu pulso rapidinho pra saber se posso ignorar em vez de ir pegar o celular na bolsa, é mais facil usar o timer pra pausa na academia no pulso q no celular. mas imprescindível não é não, só q a gente não precisa ter só as coisas imprescindíveis na vida. recarga diaria achei q ia ser pior e não me incomoda, é só colocar qdo for tomar banho.
Tenho um Apple Watch há poucos mais de um ano e no inicio achava ruim utiliza-lo, principalmente por causa da quantidade de notificações que recebia. Após alguns ajustes nisso, considero-o um bom (mas não essencial) acessório. Percebo que com ele pego menos no celular e gosto muito de duas coisas: 1) o lembrete para levantar a cada uma hora (que já é um gatilho cerebral para eu beber água); e, 2) o alarme somente vibrando no meu pulso.
Usei bastante smartwatchs/bands para acompanhar atividade física, mas chegou um momento em que me perguntei: para que?
Não vou correr a São Silvestre, não vou fazer triatlo (mal sei nadar), não vou fazer a volta da França, nem no Jardim Nova Europa, então pra que?
Vejo um monte de atletas de alto desempenho morrendo antes dos 50 anos, então por que tanto desempenho. Deixei para lá, só uso para controlar os batimentos cardíacos e o tempo de atividade.
Não dá para comparar nós, meros mortais querendo bater nossa modesta performance, com atletas profissionais de alto desempenho, né? O gap é simplesmente monstruoso.
Mas fiquei curioso sobre esse dado que você levantou. Isso é significativo estatisticamente? Você tem os números/fontes?
Será? Quando frequentava academia era comum encontrar pessoas que ficavam 4 horas treinando e que disputavam vários tipo de torneios. Pode não ser a média, mas é o que vendem.
Quanto às mortes, não tenho dados, é uma percepção que pode ser falsa. No mínimo vc vê vários ex-atletas, desculpe a expressão técnica, tudo fudido. Joelho, braço, coluna e etc.
Essa percepção, para mim, faz todo sentido, a pessoa estressa o corpo além do limite, um dia a contra chega.
Bem, fazer sentido pra gente e ser verdade são coisas que não necessariamente andam juntas, não é mesmo? Fiz uma pesquisa aqui rápida e o que encontrei foi:
Fonte: https://renaissance-fitness.com/2022/04/05/endurance-athletes-die-young/
Imagino que vai depender do esporte. Esses caras ultra marombados levantando peso, por exemplo, imagino (embora eu possa estar equivocado) que devem ter problemas na coluna e ligamentos quando ficam mais velhos.
Atividade física é saudável mas duvido que levar o corpo ao limite seja, assim como ficar monitorando se atingiu as metas causa mais neurose do que alívio.
Acredito que o exercício seja um meio para uma vida saudável, fazer disso uma finalidade de vida, na minha opinião, é bem questionável.
“Vejo um monte de atletas de alto desempenho morrendo antes dos 50 anos, então por que tanto desempenho.”
O que uma coisa tem a ver com a outra?
Tudo a ver! Para que tanto desempenho? Para morrer cedo? Para ter um velhice ruim, cheio de dores e limitações? Para que?
Olha, acho que o lance de quem se dedica ao esporte profissionalmente não é estender a longevidade. Muitos (todos?) sabem que o esforço na juventude cobrará um preço na aposentadoria. É parte da barganha que fazem pelos anos no ápice, levando o corpo ao limite.
No fim das contas, atleta ou não, é como dizia o velho poeta: para morrer, basta estar vivo, rs.
Não sei se o povo tem ciência que aquele esforço cobra um pedágio lá na frente, mesmo consciente disso penso que a tendência é minimizar os efeitos. É até normal, só vivendo para saber.
Mesmo assim, quem pratica esporte quer encurtar vida? Acho que não.
E pensarmos assim, para morrer basta estar vivo, tudo perde a importância, vamos andar de moto sem capacete, dirigir bêbado, atravessar a rua sem olhar…
(Como a gente veio parar aqui? Nem lembro mais o começo do debate!)
Parece que tem um pessoal que leva esse negócio das metas diárias do Apple Watch muito a sério. Tanto que um tempo atrás parece que introduziram uma forma de você pausar isso (afinal as pessoas também ficam doentes, têm imprevistos…). O que era para ser somente um incentivo acaba virando uma obsessão?
É a boa e velha Lei de Goodhart em ação:
eu já tive uma smartwatch, mas a bateria era muito ruim e parei de usar, e agora tenho um galaxy fit, a única coisa que sinto falta do primeiro é o google pay, pois era muito prático, e vira e mexe me pego pensando “e seu eu comprar um galaxy watch?”, mas iria usar pouco a função, e pagar mais de mil reais só pra isso não compensa, melhor pegar um seiko nesse valor que vai durar a vida toda.