14 comentários

  1. Olha, acho a análise até interessante, mas o que decorre dela é muito apressado. Teria que dar explicações muito longas, mas em resumo é que eu acredito que ele não é mais prioridade, e que essa redução não significa a morte, mas um arrefecimento mesmo da marca pra se desenvolver em outros âmbitos

  2. Até recentemente se tu tinha uma chave do windows 7 tu podia instalar gratuitamente o 8, digo, 8.1, digo, 10, digo, 11.. sem precisar pagar.

    Isso não significa, se parar para pensar, que eles não estão mais focados em desktop? É como ver que a Kodak está parando de vender cameras… beleza, bem vindo ao futuro. Percebeu que está nele apenas agora?!!!
    Mas a MS nunca esteve tão bem.

    Desktop, com o Nadella, é apenas uma forma de acessar suas assinaturas e serviços. Na real o Office não está no linux hoje, francamente, porque esse OS consegue ser tão irrelevante quanto sempre em 2023 (desktop).

    Portanto parabéns a todos envolvidos: não que a apple vai dominar, a apple é uma Luiz Vitton, tem seus clientes mas pessoas normais não são eles. E ela não se importa com não-celular.
    O google em OS é uma piada.
    O Linux em OS é uma piada para todos menos para 3% das pessoas.

    E empresas, com sua obvia preferencia por windows em desktop, pelo visto não contam né.

    Antes de argumentar que estou errado olha o que ocorreu com as ações da MS desde que eles “iniciaram a morte lenta do windows”.
    O futuro ochegou. Bu-hu. A empresa que tinha seu carro chefe em um OS soube se adaptar, isso é realmente impressionante, e pode um dia ser analizado como um exemplo.

    1. O vídeo traz alguns dados que contradizem suas premissas, como o fato da Apple deter ~20% do mercado de SOs desktop — ~30% nos EUA.

      É defensável o argumento de que o Windows não está morrendo, mas é evidente que deixou (há muito) de ser prioridade na Microsoft porque ela tem outros negócios mais rentáveis e com potencial de crescimento para cuidar. O cálculo do Nadella é que vale mais a pena focar nesses últimos do que segurar o domínio de um negócio em declínio/prestes a estagnar. (E me parece uma boa decisão, em termos de negócios.)

      1. Verdade, eu acho 20% muito estranho devido a realidade que estou (br, OSX é 3%. E parece alto até!, mas sei que se tu “é chefe” tu usa OSX para mostrar isso… então bate). Tenho de me esforçar demais para colocar 20% na minha mente. Por reflexo.. simplesmente não faz sentido! :|

        Mas “Está morrendo” é muito forte ainda, quando tu não existe dobrar teu numero percentual é fácil, mas tenta manter isso. Parece apenas uma versão 2020 de “ano do linux no desktop”. Menos patética, pouco mais baseada em fatos… mas não creio que o crescimento mantém.

        1. Os rivais do Windows não são (só) macOS e Linux. O maior deles, acho eu, é o Android. Muita gente que tinha computador para resolver coisas pessoais em 2010 hoje faz tudo pelo celular.

          1. Isso é uma realidade no mundo todo? No Brasil eu sei que sim. O problema é que se faz tudo MAL no celular. Por isso as escolas tem programas para os professores comprarem computadores com incentivos. O Estado do RS distribuiu Chromebooks para todos os professores da rede. Tem municipios que estão com planos incentivos para que os professores comprem computadores. Muitas escolas tem programas de reciclagem de notebook e desktops pra entregar para os alunos para que eles sejam capazes de realizar as tarefas.

            Essa é uma faceta (educação) muito importante dessa ideia de que “se faz tudo por celular hoje em dia”. A pandemia de 20/22 escancarou que a maioria dos telefones são precários para realizar as tarefas diárias mais básicas de um trabalho ou escola. Mesmo um iPhone 15 ou um iPad. Já li que se cogita retomar o programa de incentivos do governo federal para compra de computadores (a famosa inclusão digital).

            Eu vejo como uma grande derrota a gente usar telefone/tablet para tarefas diárias de escola/trabalho porque estamos fazendo elas MAL.

    2. Isso. O Windows nunca vai deixar de ser relevante por que as empresas usam ele e suas ferramentas. No meio doméstico ele está deixando de ser prioridade por que realmente as pessoas estão deixando de usar PC. Até melhor assim, pois a Microsoft consegue ter um controle melhor do licenciamento no meio industrial. Eles perderam a mão em vários mercados, mas estão fazendo a transição para SaaS de forma consistente.

  3. Do jeito que as coisas estão no momento eu não volto mais pro Windows. O Fstoppers fez um vídeo muito bom essa semana sobre o relato dele após 2 anos usando Mac tentando o Windows novamente, sendo que quando comprou seu MacBook meteu o pal no computador da maçã.
    https://www.youtube.com/watch?v=4wrJE3SBTBU

    Na minha opinião tem vários motivos para que eu não use novamente o SO da Microsoft como padrão de novo. O sistema como um todo está se tornando um adware como citado no vídeo. Menu inicial, barra de widgets e de pesquisa com propagandas, navegador padrão com propagandas na tela inicial, testaram esses dias propaganda até mesmo no explorador de arquivos!!
    https://tecnoblog.net/noticias/2022/03/15/windows-11-coloca-anuncios-no-explorador-de-arquivos-para-testar-reacao/

    “Mais da pra desativar” – primeiramente que um sistema que oficialmente custa mais de MIL E QUINHENTOS REAIS nem deveria cogitar em ter propaganda.
    Os computadores da Apple desde 2020 já estão no futuro também. Enquanto a Qualcomm junto com a Microsoft vão começar a transição para o ARM, os computadores da Apple junto com os softwares já estão totalmente otimizados.
    A Apple está se mexendo pra trazer as desenvolvedoras de jogos para o sistema também, que é o argumento máximo quando falam que o Mac não roda jogos.

    1. Gosto não se discute, tem que goste de Ubuntu, Fedora e afins, oque te fizer mais feliz tá sempre valendo.

      Quanto a computadores do futuro, o Microsoft Surface RT em 2012 já usava ARM e Windows, a diferença é que a Apple soube fazer muito bem e com muitos méritos essa transição. A Microsoft comeu bola assim como fez na porradaria entre iOS e Android.

      1. O erro em ARM da Microsoft foi licenciar somente pra Qualcomm.

        1. Eu acho que não tem erro aqui. A Apple domina todas as pontas do ecossistema deles. Chega a ser chato de usar (você precisa pagar uma assinatura pra usar quase qualquer aplicativo) o modo como é agressiva a metodologia da Apple de fechar o seus sistema.

          Quem tem dinheiro pra gastar, gasta seus 40 mil e tem tudo otimamente integrado e controlado. E raramente falha. O problema é que esse ecossistema não conversa com o mundo exterior e você ainda precisa gastar mais uns 100 reais por mês pra assinar os softwares.

          Não ser a líder de mercado, não tem um impacto grande na indústria a cada mudança, ter controle sob tudo o que se passar num ecossistema e ser a marca que os influenciadores e jornalistas usam, ajuda muito a dar a imprenssão de que “fez a coisa certa”.

          É a mesma comparação de uma empresa privada com 200 funcionários e 200 terminais vs. um sistema público com 100 mil terminais. Claro que o primeiro é muito mais simples de se fazer mudanças bruscas. Imagina se a MS simplesmente quebrasse o suporte ao Windows porque a sua placa gráfica (vendidade pela própria MS) não dá mais suporte à nova lib? Ou teríamos milhões de terminais desatualizados ou veríamos uma quebra de milhares de terminais e serviços.

          “Ah, mas a MS fez isso com o TPM no Win11”. Verdade. E voltou atrás de tanta m**** que deu. E mesmo assim, era relativamente simpels burlar o sistema. E mais, não é o hardware que ela vende e controla. E ainda, é mais simples fazer um upgrade de processador pra suportar o TPM do que comprar outro terminal (de 6 mil reais) para pode continuar tendo suporte e atualizações de segurança.

          Meu ponto é: a Apple tem uma posição privilegiada no mercado: é uma marca que, mudialmente, não é líder absoluta em nenhum setor (tem uma leve vantagem em tablets), é uma marca de “luxo” nos países periféricos e uma marca cara nos países centrais, é a marca que a maioria dos criadores de conteúdo usa (jornalistas e influenciadores) e sabe fazer o melhor marketing da indústria.

          1. A Microsoft realmente não teria como fazer uma migração como a Apple, mas foi muito aquém do esperado considerando que estamos falando de uma década e múltiplas tentativas.

            A questão da retrocompatibilidade é uma enorme vantagem competitiva, mas um fardo para a Microsoft e os usuários. A necessidade sempre existirá, mas diminuiu muito nos últimos anos e a Microsoft não fez os melhores movimentos com o Windows.

            A chegada dos smartphones, aceleraram os esforços nas grandes empresas para substituir aplicações Win32 por soluções web, que podem ser adaptados a qualquer plataforma. Hoje, é bem suave e comum usar um computador não-Windows em uma empresa grande, é muito mais exceção que regra precisar de Windows para tarefas do dia-a-dia.

            A própria Microsoft está correndo para matar essa dependência, porque o maior risco era o Google Workspace pegar ainda mais mercado.

            A dependência de workstation com Windows é um cenário muito parecido com os mainframes: é lucrativo e precisa sustentar, mas não tem futuro. Ela conseguiu evoluir o Office nesse sentido – quebrando onde pode e de uma forma gradual – mas o Windows ficou para trás nessa mudança.

            Entendo que a Microsoft deveria ter mantido o Windows RT – apesar do fracasso inevitável a médio prazo – focar em esforços de emulação e compatibilidade onde o calo aperta (e.g. Excel, jogos antigos, binários Visual Basic). Mas ela tentou de forma intermitente e não bancou os produtos, não dava para ter um Rosetta 2, mas algo melhor poderiam.

            Acho que a Qualcomm teve uma parcela de culpa, porque não havia motivos práticos pelo hardware oferecido: para que lidar com tudo isso, se não tem hardware que justifique? Apesar das vantagens de bateria de um Surface Pro X, melhor um tradicional com mais performance, apesar da ventoinha e menos bateria.

            Vejamos agora que a Qualcomm tem um hardware que justifica os esforços, como a Microsoft vai resolver esse gap…imagino que daqui um ano será comum notebooks ARM com Windows.

          2. @Gabriel Arruda

            A MS não faz quase nada “acertadamente” desde o Windows Phone, parece que ali ela se perdeu mesmo (principalmente na migração forçada do WP8) e nunca mais quis gerar atrito com o nome Windows. Na mesma época foi quando a empresa iniciou esses movimentos (RT, Surface, Win8) e que deram errado porque a base de usuários deles reclamou demais e se manteve no Win7. A Apple passa por isso também, cada lançamento quebra alguma coisa antiga, gera reclamação e a maioria da base não faz upgrade (seja por quebra de compatibilidade ou por não querer mesmo). A questão é que a base de usuários da Apple reclamar do macOS não faz barulho nenhum. Eu trabalhei 1 ano com um Macbook Air que não atualizava além do Catalina (e também parece que existe um “bug” onde o agente do macOS sempre mostra a versão 10.15.7 para os Macs M1/M2 (https://bugs.webkit.org/show_bug.cgi?id=216593) o que quase inviabiliza a gente de saber a adoção das novas versões do macOS, senão pelos números oficiais da Apple.

            Eu não gosto nem um pouco do movimento de mercado de termos tudo em ARM ou esse movimento de transformar a arquitetura X86/X64 em algo “de nicho” (leia-se pesquisa e jogos) jogando a base de usuários para sistemas e ecossistemas super controlados e fechados (como os da Apple e, possivelmente, os que teremos com o Windows ARM), ainda mais se somando a esse movimento já antigo de migrar a maioria das usuários finais para sistemas móveis. Parece que cada vez mais não somos mais “donos” do hardware e software que controla a nossa vida. Eu acho isso muito ruim e perigoso.