Quando você está empolgado com um martelo novo, tudo se parece com um prego. No caso dos LLMs [IAs generativas], há apenas um ou dois anos investidores não conseguiam despejar dinheiro rápido o suficiente para alguém que invocasse as letras mágicas
IeA. Agora que a poeira está baixando, suspeito que olharemos para a IA como algo que era (quase) bom em resumir textos e reconhecer imagens — mas que foi usada para tornar tudo no mundo mais difícil de entender, menos divertido e pior.Mais agora do que antes, fazer algo que você mesmo entenda é profundamente enriquecedor. Quanto mais o mundo fica mais barulhento, mais artificial e mais falso, mais valioso o toque humano se torna tanto no mundo real quanto na web real.
É isso!
1 comentário
Dias atrás uma pessoa pediu para mim ajuda-la a reenviar uns arquivos que ela recebeu em um e-mail para uma “lista de transmissão” no Whatsapp.
Fui tentar ajudar ela e notei que não há um padrão entre operações de arquivos para poder exportar o mesmo (nem me perguntem como consegui, mas de alguma forma consegui).
O texto é ótimo e mostra que bom trabalho é aquele que a gente se esforça em exerce-lo e não quando apertamos um botão que padroniza tudo sem nada.
Ao mesmo tempo, penso que é aquela coisa do “criar dificuldades para vender facilidades” – a IA hoje é mais um auxiliar do leigo em tech. A pessoa ao invés de exigir que o software que ela usa tenha uma praticidade, ela acaba indo no software que automatiza para ficar prático o uso do outro software.
A expectativa do “carro autônomo” é a mesma: pessoas não querem dirigir, só querem sair de onde estão para onde vão, sem muito esforço e estresse. Só que quem quer “exclusividade”, fará questão de pagar por ela. Seja por um carro autônomo, sem um chofer; seja para um computador com IA, que só fala para ele fazer o texto para a empresa e ele fará. Tem gente que faria de tudo para não ter outras pessoas “estranhas” ao seu redor, seja dirigindo para ela, seja trabalhando para ela. A IA é um esforço para isso.