18 comentários

  1. Eu sempre trabalhei em loja, na época eu era um bom vendedor mas tinha sonho de crescer na empresa e eu tinha a visão necessária para ser VM porém precisava da aprovação do meu Gerente, ele me negou a oportunidade por conta de eu ser bom nas vendas e de acordo com as palavras dele “eu ajudava diretamente no salario dele”, no dia seguinte eu voltei e assinei minha carta de demissão.
    Mas deu tudo certo, fiquei uns 5 meses no psicólogo para entender que estava saturado de vendas como profissão e virei funcionário público.

  2. Cultura da empresa escrota, quase sempre. Por consequência isso era personificado pelo meu superior direto na maioria das vezes. Salvo engano foram 3 situações.

    A 1ª vez foi durante a produção de um VT Institucional, que envolvia uma equipe de várias pessoas, figurantes e corpo técnico. Foram 3 viagens para diferentes cidades, locações e afins. Um dos acionistas da empresa havia feito uma “oficina de cinema” e queria dirigir o VT. Além das interferências, havia uma clara deturpação no roteiro e na proposta original. Para amenizar as interferências, reorganizei o calendário de forma que tal acionista não tivesse como conciliar a agenda com a produção. Dias depois fui chamado à sala da diretoria sob alegação que eu havia expulso o acionista do set, que estava tomando decisões deliberadas e não estava respeitando a hierarquia. Coloquei meu cargo à disposição. Não aceitaram meu pedido de demissão, afastaram o acionista dos demandas de comunicação e como punição, de cada empresa, fui o único não convidado pro casamento dele.

    Na 2º eu vinha de um bom período desempregado (após o emprego acima), havia conseguido passar por todos os processos e a empresa ficava numa zona industrial bem longe de onde morava. Atrasei 15 minutos. A RH responsável passou o sabão dizendo que se eu estava me atrasando no 1º dia de emprego, já começaria sendo advertido. Ali mesmo na sala eu pedi demissão. A RH ainda respondeu: “Você tem noção do quando nós gastamos para fazer este processo seletivo?”. Respondi: “Se não mudarem a maneira de tratar as pessoas podem ter certeza que vão gastar muito mais”. Alguns dias depois consegui emprego noutra empresa.

    Na 3ª, agencia de publicidade, literalmente carregava o setor de criação nas costas. Na produção de um VT comercial, tomei frente de várias decisões criativas, principalmente ligados às tomadas de câmera que alteravam um pouco o roteiro original, mas valorizaram o produto. Chegou à direção que as imagens não haviam sido feitas conforme o solicitado e que parte da equipe nã estava comprometida. Tomei a frente e as dores, alegando que estava trazendo melhorias e que era um absurdo acusar a equipe de tal conduta. Minha surpresa veio quando percebi que eu havia comprado a briga sozinho, pois a equipe havia se encapachado pois o diretor de criação era o responsável pela “denúncia”. Assumi o risco e prometi a entrega (que foi bastante elogiada) – pedindo demissão logo depois da poeira baixar.

    Depois disso passei a trabalhar por conta própria, administrando minhas crises e meus clientes e por enquanto tem dado muito certo.

  3. Esse ano quase pedi demissão após casos de assédio moral na equipe, conversando com colegas descobri que esse tipo de assédio acontecia com eles também.
    Reunimos provas, conversamos com um superior e foi aberta uma sindicância. Em poucos dias a empresa desligou essa pessoa.

    Plot twist, poucas semanas depois a empresa demitiu eu e outra pessoa que tbm denunciou. Claro que negaram qualquer ligação com a denúncia…
    Mas faria tudo novamente caso necessário, era cada injustiça que via no dia a dia e o assediador minava o psicológico de praticamente toda a equipe.

    1. Em uma empresa que trabalhei teve chefe denunciada por assédio moral, saiu até na imprensa, mas não deu em nada.
      Segue lá, tranquilamente.

  4. Servidor público federal concursado, não gostava do ambiente de trabalho por razões políticas. Com a desgraça que se abateu sobre esse país em 2018, me vi cercado por bolsonaristas durante mais da metade do meu dia acordado e decidi sair. Não nasci pra conviver com esse de gente.

    1. Errado não está, faria o mesmo. O dinheiro pode comprar tudo menos um homem convicto dos seus princípios (frase para ambos lados da política).

  5. Quebrei três dedos do pé na época da bienal e, pra não deixar furo pra editora, fui trabalhar mesmo assim, mas avisei pra minha chefe que eu não podia andar.

    (Histórico: ela me chamava na sala dela a cada 2 minutos. Eu entrava às 10h, saía às 19h. Ela chegava às 11h, saía pra almoçar às 13h, voltava às 15h e às 17h ia embora porque estava “exausta”. Uma editora conseguiu uma vaga para mim numa pós da FGV – vaga que minha chefe queria. A aula começava às 19h. Meu horário sempre foi 9h às 18h, ela mudou para 10h às 19h porque sim, “você só vai perder uns minutinhos de aula” – eu chegava atrasada 40 min)

    Enfim. Fui na sala dela mostrar o atestado do ortopedista. Ela me fez tirar o sapato e as bandagens pra mostrar os dedos quebrados.

  6. Trabalhei como um maluco pra entregar os eletronicos, depois de uns 3 meses fui cobrado novamente. depois de 1 semana trabalhando pra fazer o serviço novamente eu descobri que estava tudo guardado no estoque, devidamente embalado.

    em outra situação uma colega fraudou um relatório para parecer que eu tinha demorado pra iniciar a produção. na verdade foi ela que esqueceu de imprimir a requisição.

    não saí imediatamente, mas saí na primeira oportunidade. quase 2 anos depois ainda recebo proposta pra voltar.

  7. Não foi comigo, mas com outra pessoa. Não sei se por causa da associação com meu nome aqui pode dar algum tipo de problema, então não vou entrar em muitos detalhes.

    Começou quando um funcionário entrou em conflito com o chefe. O chefe queria que o funcionário viajasse com uma terceira pessoa contratada para fazer um serviço em outro estado. Problema: era sabido que essa terceira pessoa era imprudente na estrada, e ela iria em um veículo próprio. Provavelmente a fim de economizar uns trocados, o chefe se recusou a pagar qualquer outro meio de transporte (ônibus, reembolso de gasolina, etc.) para o funcionário, já que o contratado ia receber pelo serviço mesmo. Daí o funcionário se negou a ir.

    Depois desse conflito, o chefe passou a se portar de maneira infantil com o funcionário, ignorando a existência dele, tanto por e-mail quanto nos corredores da empresa. Não passou mais solicitações, nem tarefas, nada. Se existe o “quiet quitting”, talvez esse tenha sido o “quiet firing”, onde o chefe não quis dar o braço a torcer e esperou o próprio funcionário pedir demissão, pra também não pagar nenhum direito trabalhista. E foi o que acabou acontecendo, pois o funcionário também não aguentava ficar naquela situação, que já tinha afetado o psicológico — teve outros momentos anteriores (que não chegou a ser um conflito como este) que contribuíram pra isso.

    1. PS: por sorte isso foi pouco antes da pandemia acontecer, pois o tipo de serviço era presencial mesmo, não dava pra ser remoto (em tese até dava, mas como era prestação de serviços para outros clientes, aí ficava complicado).

  8. Canal de Youtube de divulgação científica que queria me fazer trabalhar presencial no meio da pandemia, num momento que não tinha nem perspectiva de vacina nem nada disso. Antes da pandemia quem fazia a mesma coisa que eu (edição de vídeo) era uma produtora externa, ou seja, não tinha ninguém presencial mesmo antes da pandemia.
    Resumindo, zero necessidade de eu ir presencial naquele momento. Me neguei, eles forçaram, eu avisei que ia entregar o vídeo que estava editando e depois disso tava fora.

    1. É canal grande? 👀 (se o canal tem até funcionários, tem cara de ser grande…)
      Acho que valeria a pena falar o nome do canal aí, pra gente saber e até quem sabe deixar de seguir (quem quiser). Mas só se não for problema pra você.

      1. É o manual do mundo.
        Enfim, uma pena, eles fazem um trabalho legal, mas naquela situação não rolava pra mim não.

        1. Poxa, pior que o Manual do Mundo é um daqueles que não consigo achar defeitos. E realmente não tem razão pra ser presencial nesse caso.

          Tem um cara que eu conheço que é dono de uma empresa de software. Mesmo o trabalho podendo ser totalmente remoto, ele bate o pé e exige que a pessoa venha trabalhar presencialmente, ao menos alguns dias na semana. Depois ele libera o remoto. Vai entender…

          1. Fora da pandemia eu até entendo. Melhora um pouco a integração, pra pessoa conhecer o ambiente, tirar dúvidas, coisas do tipo.

            Mas na pandemia era só o que era 200% necessário, não tem sentido exigir isso.

            Mas enfim, nenhum lugar é perfeito.

        2. Caramba, o Manual do Mundo? Que decepção. O Iberê me pareceu tão sério no trato com a epidemia quando tudo começou. Frustrante.

          1. A questão que fica é: foi o Iberê ou a equipe?

            Minha sensação é que esses caras de canais grandes não apitam quase nada no dia-a-dia do canal. Eles são os fundadores e analisam as pautas que são escritas por outros.