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O que vídeos curtos e viciantes fazem no cérebro do seu filho sem paywall uol.com.br

É um erro dar um smartphone para uma criança.

A gota d’agua pra mim foi a criança ameaçando a mãe por ela ter tirado o celular dele.
E me choca como esses pais atuais são molengas, não existe só smartphone no mundo, Se quer se comunicar, da um telefone que so faça ligação tipo os basicos da Nokia. Eu daria um espertofone só qunado completassem 18 anos e eles que lutem.

26 comentários

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  1. Tenho um filho de 9 anos e vou ser pai novamente. Ele tem um celular antigo que era meu, possuindo os mesmos controles que o pessoal comentou anteriormente. Acredito que tive uma infância muito boa, rodeado de primos, amigos, sempre tive video game quando era criança tinha um mega drive e meu vizinho um super nintendo. Eu tinha video game, mas só podia jogar em 1 ou duas horas por dia, brincar na rua também eu tinha tempo definido, e ainda me colocavam pra fazer aulas extra curriculares como aula de violão, acho que isso é a chave, o equilíbrio. Tento repetir a educação que meus pais me deram porque acho que funcionou pra mim. Então limito o tempo de tela do meu filho, acho melhor do que ser radical e não deixar. Inevitavelmente ele vai ver pessoas usando e não tem como comparar nossa infância com a atual. E estou falando de criança e não bebes, que ai acho que seria mais nocivo. Agora deixar a criança ter acesso a um celular coisa que hoje em dia é um objeto tão banal apenas ao 16 anos é loucura, diria retrocesso. Eu tenho um primo que tem 4 filhos, seus filhos não vão para a escola, não assistem TV, muito menos sabem o que é celular, além de ser por questões educacionais, também por questões religiosas. Só que as crianças não brincam na rua, porque não tem mais crianças para brincarem na rua , não tem aquela rede de apoio que tínhamos na nossa infância porque todos os familiares moram longe. Sei lá, acho que o tempo irá dizer se isso valerá a pena.

  2. Um dia desse vi no reddit um pai que deu uma lata de sardinha com os icones de apps para a filha e ela ficou feliz. Rs

    Sempre falo com minha namorada que se um dia tivermos uma criança, ñ terá acesso a celular muito nova.

  3. No livro (super recomendado!) The Anxious Generation, publicado neste ano, do autor Jonathan Haidt, são mostrados inúmeros estudos não correlacionais sobre os impactos dos smartphones e redes sociais nos jovens, como aumento brutal no nível de ansiedade, depressão, auto flagelo e até suicídio, além de uma redução na quantidade interação no mundo real.

    Eu acho que as pessoas (incluindo muitos nos comentários aqui) não estão minimamente cientes das consequências dessas tecnologias, achando que existem ‘casos e casos’ ou que ‘a tecnologia não é ruim em si’ ou ainda ‘impedir o uso de celulares não é uma opção porque os pais precisam manter contato com os filhos’.

    Alguns ainda tentam ser mais críticos, porém acabam caindo no papo de que os impactos negativos atingem os mais jovens pois eles ainda não têm discernimento. Gente, não. O problema afeta todos nós, não importa a idade, gênero, raça, orientação sexual, classe social. Inclusive, está na reportagem:

    O problema também atinge os adultos, e a causa está no efeito que o conteúdo rápido escolhido por algoritmos poderosos tem no nosso cérebro.

    A partir do momento que há interação com alguma timeline, passamos a ser reféns de algoritmos extremamente sofisticados que são aprimorados diariamente pelas corporações mais poderosas do planeta, com mais dinheiro que países inteiros, tendo acesso direto a profissionais da área de neurociência, psicologia, marketing, engenharia, e munidos de uma quantidade colossal de dados a nosso respeito. Acreditar que não somos suscetíveis a isso é um delírio, e que inclusive vai contra relatos de profissionais da aŕea, como visto no documentário O Dilema Das Redes (The Social Dilemma, 2020).

    Não há jeito certo de usar rede social. Não há como ter um smartphone e não sofrer de ansiedade. Não há como ignorar o que está acontecendo com a sociedade e acreditar que a maioria pode estar caindo numa cilada mas nós não, como naquela crença surreal de que a maioria dos motoristas se acha melhor que a média.

    Eu não sei qual é a solução, mas entendo que é um problema de caráter social, então a solução certamente não vai partir do indivíduo. Mas uma coisa ao menos podemos tentar: estender a ofensiva contra essas tecnologias até nós adultos.

  4. Não tenho filhos, mas senti a necessidade de fazer um comentário: vi algumas pessoas colocando como lado bom os filhos aprenderem a falar inglês (e é ótimo mesmo, nós sabemos a diferença que isso faz na vida adulta). Porém, se o seu filho consome conteúdo num idioma que você não domina tão bem ou melhor que ele, então você não tem controle sobre o conteúdo que ele acessa, não importa quantos filtros e alertas você coloque. Falo isso pq meu pai é programador e o PC ficava no quarto dos meus pais, justamente pelo controle (a internet na época era bem diferente de hoje em dia, mas já tinha seus problemas). Eu aprendi inglês sozinha na adolescência só para conseguir burlar algumas proibições e consegui com tranquilidade. Então, corram pra aprender inglês também ou o risco de vocês tomarem uma volta quando eles ficarem adolescentes é enorme rs

  5. Agradeço pela indicação do texto.
    No Canal Livre desse último domingo, discutiram esse mesmo tema, tem alguns trechos aqui:
    https://www.band.uol.com.br/noticias/canal-livre/videos/temos-que-juntar-mais-a-escola-e-familia-diz-medico-pediatra-17261995
    E parece que dá para ver na íntegra no BandPlay. Estavam reprisando ontem num canal da Pluto TV e assisti a uma parte antes de pegar no sono.
    Por ser pai, acho o tema importante, mas, a exemplo de outras pautas de saúde mental, observo uma postura alarmista e de banimento de ameaças, sem oferta de contrapartidas mais funcionais.
    Largar o celular e a internet é o ideal, porém qualquer atividade por aí vai custar 150-300 reais ao mês por 2 ou 3h semanais, sem contar o tempo e o custo de levar e buscar; morar em condomínios com uma boa estrutura de lazer é um luxo para poucos; já o preço de um livro conceituado começa em 50-80 reais.
    Enfim, o entretenimento pelo celular tornou-se onipresente por ser cômodo, mas a redução do poder aquisitivo do brasileiro a cada ano, somada a todos os problemas urbanos (trânsito, violência, dengue etc), faz com que seja a opção que cabe no orçamento e na agenda da maioria.

  6. Acho a ideia boa e tentaremos por em prática — só vejo um único empecilho da minha parte: rastreamento. Causas externas (acidentes e violência) são a maior causa de morte infantil. Para a parte dos acidentes só podemos fazer as medidas poucas (cadeirinha, assento elevador, cinto, direção prudente, etc.
    Para a parte de violência, sequestro e afins, pretendo entrar em acordo e rastrear minhas duas filhas (rede Find My). Não ligo e não quero saber se foram para o motel ou fumar na casa de amigos — quero saber se estavam voltando de Uber ou carona para casa e começaram a ir para o outro lado da cidade. Sei dos nuances e problemas da proposta (praticamente todas as discussões progressistas na internet só mostram malefícios), mas qualquer coisa pago psicoterapia para as minhas filhas depois.
    Viajaremos por 10 dias para NY no 2º semestre e nosso plano inicial serão AirTags em colar/pulseira. Para quando ficarem mais velhas (sei lá qual ponto de corte), penso em um Apple Watch celular naquele modo “família”, que tem iMessage só para contatos selecionados, rastreamento via GPS + rede celular, mas permite limitar recursos na hora da escola e bloquear a instalação de apps não aprovados por nós. De brinde, capaz de suprir um pouco a necessidade social/”pertencimento”.

  7. Excelente debate. Escutei uma conversa muito boa sobre esse tema no podcast O Assunto, apresentado pela Natuza Nery, no episódio do dia 17/06/24. O desfecho é até previsível para leitores do Manual, mas nada óbvio. Vale escutar (e continuar debatendo). No meu caso, filho com 9 anos sem celular/tablet, e vai ficar sem mais alguns anos.

  8. Meu filho está próximo de fazer 9 anos.
    Tem acesso a telas, com configurações de acesso e restrições de tempo e permissões, como o Family Link no smartphone e um recurso similar no Xbox.
    Cada caso é um caso, no meu acredito que conversar e combinar algumas regras do jogo é mais saudável do que fazer um bloqueio total.
    Houve algumas vantagens neste processo, como ele aos 8 anos saber mais inglês do que eu sabia aos 20, além de mais fluência em usar algumas ferramentas do dia a dia como o Classroom para acessar as tarefas da escola.
    Tudo é perfeito? Óbvio que não, mas os desvios de rota podem ser conversados e ajustados.

    1. Penso exatamente da mesma forma. Tenho dois, um com 10 e outro com 13. Ambos possuem celular com chip próprio desde que completaram 7 anos. Antes disso usavam tablet para jogos e vídeos. Usamos Family Link com bloqueio de tempo diferente por aplicativo. Ambos não usam redes sociais. O celular é também uma forma de integração com os amigos da escola, já que todos tem e se falam por WhatsApp ou Discord. O mais velho já está começando a sair com os amigos, então a comunicação e a localização são formas de deixar os pais tranquilos. Eu fico preocupado com os shorts do Youtube, principalmente para o meu mais novo. O mais velho gosta de vídeos mais longos sobre história, ciência e geopolítica, dificilmente assiste shorts. Acredito no caminho do meio, onde não adianta nem dar acesso irrestrito, nem proibir totalmente. São tecnologias do nosso tempo e eles devem ser familiarizados com elas. Além do que na própria escola o uso do computador é estimulado. Cada um leva seu Chromebook na mochila pra usar nas aulas. Em casa cada um tem tem também seu notebook gamer e temos dois video-games. Não considero a tecnologia ruim por si, o que conta é o uso que fazemos dela. Mesmo com tantos eletrônicos, eles jogam bola, fazem natação e brincam bastante.

    2. Eu gosto dessa linha de raciocínio, penso dessa mesma forma. Ainda não tenho filhos, e já me peguei discutindo sobre isso tanto com a minha esposa quanto com a minha mãe. A gente já está num mundo dominado pela tecnologia, e a cada ano que passa mergulhamos cada vez mais nela. Penso que para crianças, a tecnologia pode ser um problema, ao mesmo tempo que pode ser uma facilitadora. É tudo uma questão de conversa e controle dos pais, da forma como você citou. O bloqueio total, na minha opinião, pode ser um problema, visto que se eu mesmo já estou rodeado de tecnologia, bloquear meu filho não se torna um exemplo da minha parte.

  9. Acho que em muitos casos assim, entre outros motivos, entra uma vontade dos adultos de verem os filhos como um espelho de si mesmos, ou de mostrarem ao mundo que são pais mais antenados e que têm filhos melhores que os outros. Essa atitude existe não só em relação a smartphones e outros gadgets tecnológicos. Aqui no meu bairro, por exemplo, um casal deu ao filho uma minimoto com motor a gasolina igual moto de adulto. O menino deve ter uns 10 anos no máximo. Eles saem por aí de moto com o menino seguindo atrás, às vezes no meio do trânsito. Já vi eles adentrando até na pista de caminhada da praça.

  10. não tenho nem pretendo ter filhos, mas se tivesse, provavelmente daria uma tela para as crianças, mesmo sabendo o quanto isso é errado: eu simplesmente não teria tempo (e nem disposição) para dar a atenção devida para a criança

    (inclusive esse é um dos motivos de não querer ter filhos)

  11. Minha filha tem 5 anos. Nunca teve nenhum tipo de contato com celulares. Já pediu, mas conversamos com ela e não tocou mais no assunto. TV, assiste apenas nos finais de semana e de forma controlada. Uma das vantagens disso tudo, ela está vivendo a infância como deveria ser. Brinca, inventa as brincadeiras, nos envolve nas suas brincadeiras e isso tem sido algo bastante saudável, tanto pra ela quanto para nós pais. Isso tudo devo a minha esposa. Não fosse por ela, talvez eu teria cedido em algum momento. Até agora só vi benefícios com essa escolha. No entanto, chegará um momento que ela terá que ter acesso a tecnologia e até lá, espero que possamos trabalhar com ela sobre a importância do saber usar e como usar.

  12. Minha filha tem 9 anos e sempre usou celulares dela, controlados por mim, desde pequena.
    Não tem acesso à instalação de aplicativos que não forem aprovados diretamente por mim (Google Family Link), também não tem nenhuma rede social instalada além do Youtube (e o Roblox, se dá pra chamar de rede social).
    Os vídeos também são “filtrados” pelo Youtube de acordo com a idade (se configurar a conta familiar e especificar a idade, o Youtube realiza um filtro básico). Pago Youtube Premium para não ter as propagandas, além de usar o Blokada para bloquear os ads em todos os joguinhos instalados.
    Ela tem orientações específicas de uso do Youtube e não me desobedece nessa questão. Atualmente, ela só usa o celular aos finais de semana, durante a semana é limitada a assistir o Youtube na TV (usando a mesma conta familiar infantil).

    O Roblox até pouco tempo atrás estava com o chat desabilitado, atualmente está livre mas eu costumo sempre prestar atenção no que ela escreve e recebe de outras pessoas. Ainda não tive problemas com isso, pode ser que aconteça em algum momento e eu espero estar atento quando acontecer pra resolver direito. De toda a forma, eu sempre oriento ela quanto ao uso do chat.

    Posso dizer que ela abusa um pouco e às vezes não me obedece totalmente na hora de parar o uso, mas criamos acordos para isso e funciona dentro dos limites. Acredito que isso dependa mais do comportamento de cada criança, pode ser que funcione pra algumas e não pra outras, com a minha filha funciona.

    Destaco que graças ao Youtube, minha filha é fluente no inglês praticamente como um nativo. Ela sempre mostrou mais interesse nos vídeos em inglês, e até hoje ela os prefere. Em casa nós (eu e minha esposa) não somos fluentes apesar de entendermos o suficiente a língua. Incentivamos bastante ela a conversar em inglês desde sempre, incluindo também ter colocado ela em uma escola bilíngue (que no final não influenciou tanto assim, mas tem uma carga horária maior no estudo de língua estrangeira).

    Concluindo, cada caso é um caso. Como sou adepto à informática (inclusive eu e minha esposa trabalhamos com isso) e consigo fazer os filtros que me parecem adequados, está funcionando com minha filha e tem sido benéfico e dentro do controlado.
    Tenho plena certeza de que não vai funcionar para todos os pais e crianças da mesma forma que funciona comigo. Apenas quero mostrar um relato de positividade sobre tecnologia e crianças.

  13. Aqui em casa, até Youtube minha filha não vê.
    Celular pra ela, só quando ela começar a sair sozinha.
    O que eu pretendo dar antes a ela é um computador, até pq eu vou botá-la em um curso de programação, mas com redes sociais e coisas do tipo bloqueadas via DNS.

  14. Hoje meu filho tem 4 anos. Não pretendo dar um celular pra ele ainda por muito tempo. Mas já penso que preciso ter muito cuidado ao andar nessa linha, de modo a, de um lado, não liberar muito e deixá-lo viciado, e, de outro, não aliená-lo a ponto de ele não saber usar quando precisar. Mesma coisa com computador.

    Ainda tenho alguns anos pra descobrir o que fazer, mas a minha ideia atual é deixar claro pra ele o que o celular é: uma ferramenta. Não é o centro da sua vida, mas você precisa saber usar do jeito que te trouxer mais benefício, sacrificando o mínimo possível da vida real.

    Atualmente já é difícil até convencê-lo de que tomar banho antes de dormir é necessário, o que me faz duvidar um pouco da exequibilidade da minha ideia sobre celular. Mas é a vida. Vamos lutando uma batalha por vez. Lá na frente a gente descobre que o que traz resultado é o processo de tentar, e não a certeza do sucesso.

    Sigamos tentando.

  15. É… delicado. Mesmo que seu filho use um celular simples, ele terá contato com colegas e amigos que usam smartphones. Não acho que seja uma decisão simples — mesmo estando (bem) mais inclinado à postura de dar o celular simples até uns 13, 14 anos.

    Saiu uma matéria na Folha (sem paywall) hoje sobre o assunto.

    1. a coisa de estar em contato com amigos que usam smartphone, (na minha cabeça) cria o basico da inveja, desejo e raiva por nao ter um. Mas aí os pais que eduquem os filhos sobre o mundo digital para eles estarem cientes que não é pq o amiguinho tem, que ele tem que ter tambem. Uma conversa explicita sobre o mal que isso causa seria o end game da questão. MÃS, isso fica dificil quando ate os pais estão viciados no celular e nao sabem lidar com os filhos. No fim, é melhor jogar as crianças em todo tipo de atividade presencial que aparecer.

      Sim, eu falo isso com um pouco de experiencia propria. La pra 2013 os coleguinhas do ensino medio todos com smartphone usando o snapchat e eu com um nokia rodando symbian. Nessa epoca nao tive acesso a praticamente nada de rede social e ficou assim por anos ate 2017 e ter meu primeiro android. Hoje agradeço por essa decisão do acaso.

      1. Wanderson, por curiosidade (não precisa responder, se não quiser): você tem filho?

        Na prática é mais difícil “fazer o certo” (entre aspas porque ninguém sabe direito o que é o certo, nesse caso) porque você tem que lidar com outro ser pensante que, ainda que sem discernimento formado, tem vontades, emoções e reações imprevisíveis.

        O seu percurso não serve de parâmetro. Além de hoje as circunstâncias serem muito diferentes, sua gratidão por aquele desdobramento não tem (por definição) parâmetro de comparação, no que quero dizer que, embora hoje você ache legal não ter tido Android no Ensino Médio, talvez se tivesse tido um teria curtido na época e, hoje, seria grato por isso.

        1. Não tenho filhos. E isso não muda o fato de que celular faz mal ainda mais para crianças e adolescentes. os olhos, o cerebro, a coluna, o pescoço… tudo agradece. expor eles a isso é uma faca de dois gumes, melhor não expor mesmo.

          1. Apesar de respeitar sua opiniao, lhe falta muito conhecimento de causa.

          2. Sendo mãe concordo com você em partes, aqui tentarei levar até os 13 anos sem smartphone. Se vou conseguir é outra história.
            Pressão social afeta adultos com cérebros completamente formados, imagina crianças com cérebros imaturos em formação. Se sentir excluído do grupo de colegas pode ser bem doloroso.
            Mas concordo que em alguns casos, falta um pouco de pulso dos pais em bancar melhores decisões para suas crianças.
            Já vi pais deixando de usar cadeirinha porque a criança de 3 anos não gosta ¬¬

            E não gente, aprender inglês não compensa as crises de ansiedade e falta de foco que essas crianças terão no futuro. Um cursinho de inglês na pré-adolescência faria melhor que celular aos 6 anos de idade.

      2. Sem discordar de maneira geral de seu ponto sobre os celulares, cuidado só com a idealização de como é educar alguém. Não existe conversa “end game” com um adolescente de 16 anos, quanto mais com uma criança de 8. Mesmo explicando bastante, nenhum argumento vai convencer alguém dessa idade. Para isso que os pais tem o poder de veto.

    2. O podcast O Assunto também tratou do tema recentemente e apresentou o Movimento Desconecta, que une pais, mães e escolas para proibir coletivamente o acesso dos filhos a celulares até certa idade.

      Com esse acordo entre todas as partes, cria-se na escola um ambiente livre de smartphones e esse aspecto da “inveja” do colega fica bem mais tranquilo.

      Links para o episódio: https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/noticia/2024/06/17/o-que-fazer-para-que-adolescentes-nao-sejam-sugados-e-pelo-uso-excessivo-do-celular.ghtml

      1. Exato. A solução prática passa por uma conscientização mais ampla.
        (Acho que não vai dar certo, mas aqui pretendemos tentar).