O texto abaixo é do LinkedIn e eu não me lembro quem postou =(
Sam Altman (OpenAI) fez um estudo de renda básica universal) durante 3 anos.
Deu US$ 1,000 por mês para mil pessoas e US$ 50 para um grupo controle com 2 mil pessoas, todos baixa renda (menos de US$ 28k ano).
Algumas conclusões:
• a ajuda foi usada para necessidades básicas como aluguel, comida e transporte
• 20% reportou diminuir problemas de abuso de álcool. 53% diminuiu o de analgésicos sem prescrição
• o grupo ficou mais exigente em relação a empregos ruins, em média, trabalharam 1,3 horas a menos por semana
• A busca por moradia ou mudança de bairro aumentou 23%
• Aumentou probabilidade de procura de emprego sendo 10% de procurar e 9% de se candidatar.
• acesso a educação ou algum tipo de treinamento profissional foi bem maior nas famílias de menor renda do grupo.
• negros tiveram 26% mais probabilidade de empreender. Mulheres o aumento foi de 15%.
• permitiu acesso a procedimentos médicos mais baratos (10% a odonto) mas não teve grande impacto em saúde pois outros procedimentos ainda eram inacessíveis
• ajudou na saúde mental no 1º ano mas não teve impacto nos anos seguintes, parte disso por não resolver problemas sistêmicos (ex. acesso a assistência médica e disparidades de saúde).
• para muitos, a consistência na renda (a garantir de receber algo todo mês) foi mais relevante do que a renda adicional em si, para prever, planejar, sonhar pela 1ª vez a carreira, educação ou treinamento profissional.
Cada um desses pontos pode ser passível de discussão e pontos de vista diferentes. Não é prudente abstrair o momento e lugar que aconteceu (pandemia, EUA onde a saúde é caríssima, pleno emprego etc.)
De qualquer forma, historicamente críticos de transferência de dinheiro incondicional argumentam que a falta de amarra induz a complacência. Os autores do estudo indicam que não, que trouxe aumento de planejamento, pensamento futuro e aspirações educacionais.
O link pro estudo: https://www.openresearchlab.org/studies/unconditional-cash-study/study