18 comentários

  1. Para quem está tentando entender, drex seria uma forma do banco central virar “ banco “.

    Kkkkk apesar do nome o banco central não tem a função de banco de varejo tipo o Itaú. Não tem como ter conta corrente nele. Com o DREX seria possível.

    Por um lado é ótimo, tirar os intermediários traz eficiência, velocidade e segurança (muita segurança aliás, tá cheio de banquinho por aí q fica criando consignado em nome de aposentado sem autorização)

    Por outro lado concentra o poder do dinheiro em um único local… dominado por políticos

    Eu sinceramente preferia deixar os veios se virar

    1. o poder do dinheiro já está nas mãos de políticos, o controle da moeda nacional é uma das funções essenciais do estado soberano moderno. Quem dá os juros na economia (= preço do dinheiro) é a taxa Selic, estabelecida pelo Bacen. Quem pode dizer se o banco x ou y é legalizado ou praticou crime é o Estado (não sei qual órgão), o estado brasileiro ainda tem boa capacidade de ser ator de mercado com a Caixa e o Banco do Brasil (que querem privatizar a todo custo por isso), regulação de crédito, política de crédito etc e etc.
      A única mudança é que o Drex possibilita cortar intermediários desnecessários e potencialmente pequenos parasitas e pequenos criminosos.
      Não tem jeito, a ordem política não está separada da ordem economica, se o Bacen vai atender interesses de centrão, banqueiro ou do povo comum, isso tem que ser lutado na política.

  2. Muito interessante… Duas perguntas me ocorreram, sem que eu saiba de fato respondê-las: Drex e inflação. Aparentemente, a ideia é que o Drex seja uma representação virtual do real. Logo ele em si não tem valor, por isso ele em si não tem correção. Como a “transfiguração” se dá em tempo real, não haveria “tempo” para especulação. Mas será isso mesmo?
    Porque, por outro lado, o Drex pode se tornar uma ferramenta de política social com uma renda mínima sendo paga em Drexis. Esses Drexis gastos no mercado de consumo poderiam ser usados para pagar impostos. Logo, não haveria necessidade de emissão da moeda dita física correlata. O que poderia fazer surgir produtos que só poderiam ser comprados em Drexis.
    Numa utopia negativa, aos poucos teríamos duas faces da mesma moeda, cada uma específica de uma classe: bacana seria ostentar papel-moeda, enquanto Drex seria “coisa de pobre”. Já vimos esse filme dezenas de vezes…
    Ainda nesse sentido: o Drex tornaria o dinheiro mais rastreável ou menos? Se for menos rastreável, não se criaria um mercado negro de Drexis, onde sua conversão demandaria um ágio pela conversão?
    Não sei, são perguntas que me ocorrem, mas não tenho conhecimento pra respondê-las…

  3. O “D” seria para representar o digital;
    O “R” para representar o real;
    O “E” para representar a plataforma eletrônica;
    E o “X” para representar as transações.

    e o x… que???

    1. Em inglês, x é às vezes usado como redução do prefixo “trans-” porque o sentido de trans é “across” e x=”a cross”.

  4. Vai ser tipo um bitcoin de valor fixo, sem o circo especulativo das criptomoedas e com garantia do governo? Tipo uma conta digital específica, com o dinheiro circulando só entre essas contas específicas? Aguardando a onda de perguntas e respostas que vai começar agora no noticiário, nas redes etc.

      1. Eu entendi que esse custo estará mais na ponta da instituição do que na ponta. Da mesma forma que o pix tem custo, a conta no banco digital tem custo, mas nada disso é repassado pro usuário…

  5. Queria entender qual a diferença entre usar o DREX e um pix da vida?

    Na minha cabeça os dois são digitais e tal. O DREX vai ser baseado em Blockchain, ok; mas o mesmo rastreio não pode ser feito via pix?

      1. Inclusive, pode ser possível realizar um PIX de DREX, no futuro.

  6. Eu tenho uma sugestão de nome melhor. Esse é péssimo.

    Que tal chamar de “Real”?

    1. já que é pra dar outro nome, como sugeri no grupo, podia ser merreca, ou merrex.
      Também valem dindin, bufunfa e grana.

  7. sério msm, qual a vantagem? fala em operação mais segura e tal, mas não dão um exemplo, eu vi um falando pra deixar de usar advogado pq atesta que aquele valor é aquele valor, mas até agora não entendi no que diferencia do uso comum do real…

    1. Pra nós que estamos deste lado do balcão e não participamos nem entendemos o tal “mercado financeiro”, a pergunta primeira é essa mesma.
      Mas eu fico pensando se num mundo com cada vez menos empregos formais o Drex não servirar para criar uma espécie de “Universo Drex”, como o governo criando um programa de renda mínima paga em Drex, que por sua vez podem ser usados por quem recebe – cada vez mais as Amazons da vida – para pagar impostos, taxas, etc. Ou seja, voltaria para o governo, sem precisar de uma emissão de moeda real. Ou seja: sem risco de inflação.