Tim Cook, presidente* da Apple, doou pessoalmente um milhão de dólares para o comitê de organização da cerimônia de posse de Trump. Lembremos que a Apple adora usar nas suas estratégias de propaganda a retórica de que é uma empresa supostamente amiga do meio-ambiente e que adota práticas de inclusão de minorias.
Sam Altman, da OpenAI, fez o mesmo, além de Zuckerberg e do presidente da Uber. Além disso, várias das principais empresas de tecnologia dos EUA também doaram institucionalmente valores semelhantes.
O resultado desse espetáculo doentio: Elon Musk desavergonhadamente fazendo a saudação nazista e o novo presidente instituindo políticas flagrantemente fascistas, como a proibição de atribuição de nacionalidade para filhos de estrangeiros que nascem em território estadunidense (o que desafia frontalmente a constituição dos EUA) e instituindo pseudociência em políticas públicas, ao definir que existem apenas dois gêneros.
Hoje, mais do que nunca, a resistência se encontra nos corpos desviantes. O manifesto ciborque talvez nunca tenha sido tão necessário e atual.
*eu me recuso a chamar alguém de CEO
17 comentários
Presidente ≠ CEO
Talvez um termo substituto melhor seja “executivo-chefe” ou “diretor-executivo”
ou seja: presidente
(ok, confunde com o presidente do conselho, mas me recuso a ficar repetindo essa bobagem toda empresarial)
Em algumas empresas (como as que você citou), os cargos de presidente e CEO (ou diretor-executivo) são acumulados pela mesma pessoa. Em outros, são cargos separados.
Se eu não me engano, o presidente é o que lida com o conselho de acionistas da empresa, e o CEO é o que lida mais com o operacional da empresa. Fora disso, não sei muito mais o que tem de diferente.
Volto a dizer, se tivessem ouvido o camarada Stalin ao final da guerra, dificilmente estaríamos vivendo tempos sombrios como esse.
ah, claro, vamos sim ouvir um maníaco assassino de comunistas e anarquistas
tá certinho
Gente, não precisamos estender esse debate a todas as conversas do Órbita, não? 🥲
Como Zhukov falou
“Nós libertamos a Europa do fascismo, mas eles nunca nos perdoarão por isso”
Cirúrgico.
Sei lá… acho que o cheetos não termina os 4 anos de governo.
Tinha comentado nesse blog anteriormente como a burguesia vai optar pelo fascismo quando necessário. Mesmo antes do sieg heil, era claro que se tratava de um movimento neonazista
E o Brasil está totalmente indefeso aos mandos e desmandos desses *s. A China, com seu great firewall, está protegida…
eu não vou usar o termo ceo ou presidente, prefiro usar o filme coreano que levou oscar
Também me recuso a chamar de CEO, mas presidente me soa respeitável. Prefiro chamar de gerente.
Já aprendi que infelizmente isso se chama “justiça seletiva”. Por mais que eles dizem que “é para evitar novos erros como a Lava Jato”, na prática só está dando tempo para que todos os que apoiaram os problemas entre 2018 a 2022 não sofram com processos ou perseguições. Os que entraram na mira só foram os “bois de piranha da vez”.
Porque seria bem fácil prender boa parte desta gente problemática com as leis atuais e com as provas que imprensa e investigadores independentes deixaram nos últimos anos. De desvio de dinheiro a tráfico de drogas, existem diversos motivos para prender alguns dos apoiadores políticos da direita.
Dias atrás falaram de “abolicionismo penal”, mas fiquei pensando se vale a pena tais atitudes. Prisão, infelizmente, é uma simbologia de punição máxima em um grupo social que não defende a morte como forma de punição ou controle. Abolicionismo penal requer que toda a sociedade tenha esta mínima coerencia de evitar violências de quaisquer parte da mesma. Mas na prática, extrema direita como dizem “joga no easy”, pois é o juíz e policiais corruptos que toleram e praticam atos criminosos e deixam amigos sem investigação, políticos que geralmente compraram votos e mentiram para a população, e o cara faz caixa dois para manter seu grupo mínimo de eleitores engajados; é o cidadão que se vende pelo voto, que reclama da indústria da multa mas tá lá acima do limite de velocidade falando com o celular no volante (salvo engano tem dois deputados eleitos que tem condenação por atropelamento e morte).
Agora vou estender um pouco este comentário e espero que não seja um problema, mas só desabafando: acho que o pior problema do progressismo per si é a briga entre seus pares, a busca por um virtuosismo quase impossível e ultimamente a falta de coesão da forma de resolver este problema. Não se resolve a ausência educacional dos últimos 40 anos ou mais só apontando o dedo e falando que o cara é “pobre de direita”. (E isso me contradiz com o parágrafo anterior em partes, mas é necessário tal contradição).
Os progressistas sempre jogaram com a verdade na mão. Sempre um progressista é o cara chato da história que fala “não faz isso senão dá mer**”, “vamos viver de forma a pensar no próximo pois vivemos em comunidade”. Os que se dizem “conservadores” (termo errado para este tipo de gente) na verdade só querem ter o direito de viver sem serem julgados pelas besteiras egoístas que fazem, sejam coisas pequenas como jogar lixo sem controle ou andar sem documento do carro, até coisas médias como sonegar impostos (que sim, sei que é algo complexo de discutir sobre) e coisas grandes (como violência contra aqueles que eles consideram inimigos como pobres, grupos comunitários, “minorias”, etc.) . Esse é o ponto base.
Mal por me estender aqui. Queria até desabafar sobre, pois o que tenho notado em alguns progressistas é isso: a galera “realpolitik total” (o cara que estuda ou ao menos lê jornal e vê notícias e sabe diferenciar uma notícia enviesada de uma notícia com informações corretas) já tá meio cansada pois mesmo gente dentro do meio progressista só fala muito e faz pouco (o chamado “realpolitik de sofá”). E bem, não nego que eu entraria como “realpolitik de sofá” pois não tenho tantos amigos para ajudar a mudar cabeçase as pessoas que conheço infelizmente são dos ditos “conservadores” ou quase “nilistas”. Até porquê não se vê por aqui alguém progressista com algum projeto real.
Fiquei curioso. Qual seria o termo correto pra “conservadores”?
Acho que o termo que eu uso no dia a dia pra essa galera é ofensivo demais e o Rodrigo ia deletar o comentário. O seu também? 😍
Aí é que tá. “Conservador” per si é um termo mais ocidental, creio. Linguistas, podem me dar uma mão?
Se eu entendesse outras línguas, não duvido que acharia um termo mais real para o que definiriamos para “pessoas que tenham noção de que suas ações sociais são negativas ao alheio no meio comunitário”. Em alemão, sabemos que “Schadenfreude” é o termo para rir da desgraça alheia. Achar um termo para “pessoas mau carater” no Brasil acaba por si virando um palavrão, ofensivo. Porque básicamente quando vemos um empresário que só pensa no lucro, um investidor de bitcoin que idolatra o Musk, as filhas de um falecido bilionário pegando dinheiro guardado no exterior sem pagar impostos, etc… O cara na verdade só está pensando em si e “que se dane o alheio”. Egoísta é o termo para pessoas egocêntricas.
Descarto no caso as pessoas que de alguma forma sofreram com a ignorância e desrespeito alheios e aprenderam sobre esta vida do pior jeito e judiado por tais “conservadores”, pois no final muitos de nós temos pensamentos intrusivos e negativos, revanchistas até. Mesmo assim, acho que é muito sobre caráter. Dá para diferenciar um “conservador” de um “maltratado”.
O ponto é achar o termo correto para o que chamamos de “conservador”. Um exercício para lingiustas, frasistas, até geradores de meme talvez podem participar do processo.
Disso tudo, o que mais me preocupa é a saída dos EUA da OMS, no mesmo dia em que a Tanzânia declarou surto de vírus Marburg. As barreiras sanitárias e a maior parte do corpo médico são bancados pela OMS.
Chocante, mas nada surpreendente. As políticas identitárias extrapolaram e perderam a validade. Deixaram de ser boas para os negócios. Nunca foi consciência, sempre foi dinheiro.
Precisamos prender logo o nosso Trump pra não dar chance de algo do tipo acontecer aqui