Reportagem bem ponderada (e muito bem escrita) do dilema de que tratamos neste Órbita no final de 2024, no caso do Átila Iamarino.
9 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS
Reportagem bem ponderada (e muito bem escrita) do dilema de que tratamos neste Órbita no final de 2024, no caso do Átila Iamarino.
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Se o Átila tivesse seguido os critérios citados na matéria, deveria ter recusado já pelo fato de não ser da área dele. Mas o pior foi passar pano para uma empresa que contribui de forma relevante para a crise climática. A própria matéria, apesar de ponderada, traz esse trecho problemático: “embora os vídeos não contestem nem minimizem o papel dos combustíveis fósseis na crise do clima.” – ora, só de dizer que eles são uma “energia vital que impulsiona vidas” dá a entender que são imprescindíveis para nossa sobrevivência. No meu ponto de vista, isso é minimizar seu papel na crise. Se a Shell estivesse fazendo uma transição consistente para energias renováveis, e as peças explicassem isso, vá lá. Mas, pelo contrário, ela anunciou recentemente uma diminuição nesse tipo de investimento (https://www.bloomberglinea.com.br/2023/06/19/petroleiras-recuam-em-projetos-renovaveis-e-alteram-jogo-de-forcas-no-setor/). Então, não tem desculpa. E o exemplo do primeiro ok influenciador citado na matéria mostra que é possível recusar usando critérios.
Tem alguns podcasts de divulgação científica que eu acompanho que são patrocinados pela Insider (como toda internet), e eu não acho que isso compromete o conteúdo deles, já que são programas de Historia. Acho que precisa olhar caso a caso, o patrocínio de empresa de DNA para o canal do Átila já mencionado aqui no fórum, aí sim é bem problemático.
Na minha tosca opinião, divulgação científica e propaganda não se misturam. Se houver mistura há comprometimento. É binário.
Isso invalida a divulgação? Não, mas coloca sob suspeita e por isso quem se interessa deve variar as fontes.
O Átila é uma fonte de suspeição, em um dos vídeos ele explica os patrocínios que aceita e menciona uma empresa dessas que fazem genealogia a partir do DNA, algo que é muito questionado. Ele afirma que vai ao, não de, encontro daquilo que ele divulga no canal. Depois dessa parei de vez.
Qual o problema da empresa de análise genética?
O problema é que vendem algo que não tem respaldo sólido. São no máximo curiosidades, brincadeiras e estão longe de serem ciência séria.
–> https://youtu.be/bhLttCHkz24?si=S3pqG3qKCrlQ_mGd
Outro problema:
–> https://youtu.be/TZvprblQtwg?si=XixdCaA7DuYrVv7s
Mas o Átila acha que tudo bem! 👍🏾
Obrigado por responder. Acho que estou meio traumatizado. Já estava esperando questões eugenicas e envolvimento do CEO com fascismo.
Num mundo ideal, a divulgação científica devia ser bancada pelo Estado, com iniciativas indo além da educação básica e usando os meios de divulgação mais populares, já que é um serviço de utilidade pública. Porém, sendo realista, como é uma atividade que não tem fim de entretenimento, os poucos que se aventuram nesse caminho têm que fazer muito malabarismo pra engajar, e aí quando conseguem finalmente um capital de seguidores, é esperado que vejam nisso um meio de se manter. Aí a gente tem que abrir mão um pouco dos princípios, mas com cautela por causa desses conflitos de interesse. O Átila, como já foi falado, se deixou levar pelos anunciantes e acabou queimando a própria imagem, e várias vezes, como você mencionou. Faltou bom senso e ter uns bons amigos pra dizer, “não faz, vai dar m3rda”.
Pena que o Brasil meio que investe pouco na ciência. Bem, agora com Estados Unidos concorrendo para ser o pior neste sentido, sobra países como a China para provar que ciência é coisa comunitária, paga pelo Estado e não pelo cara bilionário querendo ter a próxima patente para ferrar a vida de muita gente.