9 comentários

  1. Acho que a maioria das pessoas que eu conheço não está nem aí com o google e esse tipo de privacidade. Mas o outro ponto dele no vídeo, pagar por serviços caros e meio redundantes, como hospedagem na nuvem, já me parece ter um apelo para mais gente. Pegar um pc largado e usar o armazenamento pela internet já economiza uma grana.
    E tenho pensado muito num outro texto que li aqui, de um cara falando que self host é individualista, mas fazer um self host familiar, ou algo assim, me parece algo meio fácil logo mais.

    1. O texto do self-hosting para grupos é bom! É este, né?

      O meu receio com self-hosting (e com vídeos como esse do PewDewPie) é que eles só arranham a superfície. É gratificante quando você faz o Nextcloud ou um proxy reverso funcionar, mas isso não é nem metade do caminho. Se der pau, vai saber arrumar? Sabe atualizar e, caso dê algo errado, reverter a atualização? Tem becape incremental, automático e redundante? Eu me conheço e por isso só uso o meu servidor caseiro para hospedar coisas que, se perder, c’est la vie.

      PS: Assinantes podem ficar tranquilos porque eu não sou o (ir)responsável pelo PC do Manual 😁

  2. E o autor do vídeo publicou tudo isso no YouTube do Google, em seu canal de mais de 100 mil inscritos e com um vídeo patrocinado?

    1. Essa é a grande ironia, e o motivo pelo qual o Google ainda permite cinicamente esse tipo de vídeo: eles sabem que mesmo falando mal, eles ainda vão estar ganhando.

      1. Ainda não assisti ao vídeo do PewDiePie, mas isso que foi comentado é algo que me interessa bastante. Sempre exemplifico com o final do episódio 2 da 1ª temporada de Black Mirror, chamado “Fifteen Million Merits” (não contarei por questões de spoiler), que remete a uma passagem do livro “A Sociedade do Espetáculo”, de Guy Debord: “o espetáculo não quer chegar a nada a não ser ele mesmo”. Há quem diga que o nome disso é “Contestação Resignada”, mas quem disse falou que iria fazer outro vídeo falando mais sobre o assunto e estou esperando até hoje, hehehe.

      1. Existir até existe, mas aí você precisa ser alguém relevante o suficiente para que o pessoal vá ver seu conteúdo em seu site. E também não tem o adsense que o Google fornece…

        1. Acho que vai muito além disso, Diogo. Pode-se criticar os métodos (algoritmo de recomendação, “autoplay”), mas o YouTube ajuda muito as pessoas a descobrir conteúdo novo, algo que beneficia os criadores de vídeos. O ecossistema de aplicativos também é enorme, com apps em TVs e caixinhas de streaming. E, apesar dos excessos de vigilância e anúncios pesados, o YouTube funciona bem o tempo todo. (Quem já tentou assistir a vídeos em um servidor obscuro do PeerTube sabe que por vezes é difícil.)

          É nesse sentido, no mais amplo possível, que digo que não há alternativa viável ao YouTube hoje.