david lynch sempre foi meu diretor hollywoodiano favorito. Num mundo cheio de filmes feitos a partir de fórmulas e baseados em manuais de roteiro, lynch nos entregava experiências audiovisuais complexas, divertidas, instigantes, incômodas, desconfortáveis e deliciosas. Antes pintor que cineasta, tratava os filmes como eles devem ser: quadros em movimento e não histórias filmadas.
lynch nos deixou hoje
comentei no bluesky que de vez em quando eu me pegava pensando em como eu ficaria paralisado e embasbacado se o encontrasse pessoalmente.
num tempo repleto de filmes didáticos e excessivamente verbais, suas experiências audiovisuais farão falta.
que a gente sempre possa celebrar sua memória
6 comentários
vou me encontrar com ele hoje a noite em meus sonhos. estão convidados.
F
Meu diretor favorito e um dos seres humanos que mais admiro nesse planeta. Vai fazer muita falta!
Fui entrar em contato com a obra dele há pouco mais de um ano, com Twin Peaks, seguido por Mulholland Drive e Blue Velvet. Li bastante sobre ele, vi vários vídeos de entrevistas e fiquei fascinado com a sua visão sobre criatividade e arte.
Sinto que algo em mim mudou depois de ter contato com a forma dele enxergar o mundo e sou bastante grato por ter conhecido a obra dele com ele ainda estando vivo.
Tem muito pouco artista que quando vai, me toca. Lynch é dos poucos que me faz querer dizer algo.
Se tiver mais fã por aí, qual é sua cena inesquecível de D. Lynch?
A que me vem primeiro é o cara cantando “In Dreams” do Roy Orbison em “Veludo Azul”, e do Dennis Hopper malucaço inalando gás hilariante. Porque eu tinha uns 14 anos quando vi e era um troço absurdamente estranho, mas hipnótico. Meu pai, que é o maior caretão, foi quem me introduziu, dizendo que era diferente, mas especial. E depois essa canção ficou comigo porque ela aparecia nos quadrinhos do “Sandman” (aliás, taí outro que “se foi”, Neil Gaiman, mas ainda vivo).
Uma cena que me toca bastante é da Laura Palmer sendo liberta, em prantos, na sala vermelha, em Twin Peaks Return.