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Daniela Beyruti intervém nos jornais do SBT e proíbe exibição de tragédias e polícia tvpop.com.br

Daniela é presidente do SBT.

Talvez não seja uma questão do tipo “8 ou 80”, mas tenho sentido, pelo pouco que vejo de telejornais, um peso maior no sensacionalismo. Até o da afiliada da Globo, que fugia à regra, tem dado um espaço maior para crimes em geral. (Quando é um mais pesado, então… dias falando da desgraça.) E sempre com um tom punitivista raso que não resolve nada e só aflora a indignação.

Não acho que um jornal só “good vibes” seja a resposta, mas do jeito que está, puro “bad vibes”, também não é bom.

O que vocês acham?

21 comentários

21 comentários

  1. Acho q ela está certa, mas com o argumento errado.
    Boa parte do jornalismo está em mostrar aquilo que é de interesse do público, porém oq os jornais sensacionalistas fizeram é subverter isso em uma máxima e colocando a violência como foco dela.
    Então ao mostrar pequenos casos em bairros espalhados pelo Brasil estão banalizando a violência e colocando um estimulo de terror na população, o que dá audiência e fomenta o debate de segurança pública, que coincidentemente é uma das pautas que mais elegeu candidatos evangélicos, focos dos canais com jornalismo mais sensacionalistas, Record e SBT.
    Quando ela propõe mudar isso, está indo contra o interesse do jornalismo, mas também em um movimento contra as próprias diretrizes da empresa, o que é contraditório.
    Me lembro de um episódio da Rádio Novelo, onde o IG (acho q é isso) disse q ia fazer o dia da notícia boa, sem qualquer algo ruim. Planejaram isso por um mês e o Dia da Notícia Boa acabou acontecendo no 11 de setembro.
    Não consigo ver com bons olhos o tipo de jornalismo que o SBT faz, mas uma mudança para trazer SÓ notícias fofinhas e lindas não é a solução. Precisa de uma reforma completa e fazer um jornalismo voltado para ética, educação, conscientização, crítica.

  2. Esse tipo de jornalismo pinga-sangue foi o motivo de desde 2017 quando a antena do meu pai parou de funcionar e transferi a minha pra ele eu nunca mais tive antena de tv. Basicamente o aparelho é pra YouTube e muito raramente alguma série ou filme. Esses dias completei um mês sem YouTube porque tive crise de ansiedade. Limpei completamente o histórico e quando abri novamente só passeei pelas inscrições vi uns dois vídeos e saí sem culpa.
    Infodemia e infobesidade são um mal presente, e precisam ser percebidos.

    1. Oi Fábio,
      As vezes me pego numa situação similar.
      Também interrompi séries e vídeos durante um bom tempo. Atualmente não acompanho nada com rigor. E sem tv aberta desde 2012.

      Como você preenche o tempo que antes disponibiliza para obter informações?

      1. Eu não sou muito disciplinado viu, rs. Só tento limitar a minha exposição aos excessos. Basicamente o cansaço me força a parar de ficar lendo notícias e tudo o mais. O motivo de eu assistir poucas séries e filmes é porque em geral não me surpreendem, conteúdos batidos e mastigados, então só assisto coisas por indicação ou assuntos de interesse. Tento focar mais em leitura: livros de não-ficção me interessam mais, mas também as vezes cansam porque fazem pensar, intercalo com ficção, principalmente científica ou fantasia, pego várias dicas aqui no MdU inclusive. As notícias importantes acabam chegando até você de qualquer forma, não é necessário correr atrás, só estar receptivo mas selecionar bem o que permite que te afete. Entendo que algumas pessoas e profissões necessitam de um radar ativo, não é o meu caso, então priorizo minha saúde mental, tento criar espaços vazios de tempo onde possa preencher com imaginação, em vez de “matar o tempo” com qualquer coisa a mão (geralmente o smartphone).
        A pandemia me afetou mais do que eu tinha percebido na época, e também estou de luto, essas coisas mexem com a nossa cabeça, certas coisinhas perdem a importância e outras (como valorizar o tempo) ganham força, mas aí já é assunto pra terapia rs

        1. “As notícias importantes acabam chegando até você de qualquer forma, não é necessário correr atrás, só estar receptivo mas selecionar bem o que permite que te afete.”

          Isso é muito verdade. As notícias mais comentadas (nem diria as mais importantes, porque né, quem define o que é mais importante???) chegam até a gente sem que procuremos.

          TUDO QUE EU SEI SOBRE A FEBRE (NOVAMENTE?) DOS BEBÊS REBORN É CONTRA MINHA VONTADE!!!! 😭😭😭

          1. Nossa eu “quase” passei ileso por isso. Escutei no boca a boca no mundo real contra minha vontade, porque na web felizmente não chegou em mim, não uso redes sociais exceto Reddit.

  3. Se fosse possível torcer os telejornais brasileiros, como se fosse um pano, sairia sangue de dentro.

  4. Aqui na Bahia, a afiliada do SBT tem um programa ( Alô Juca) que só é esse tipo de conteudo.

    Detalhe: o apresentador é acusado de fazer parte de um esquema de desvio de doação via pix quando trabalhava em outro programa do mesmo nível em um outra emissora

  5. Dificilmente eu acompanho um telejornal sem o controle remoto na mão. Então, antes de me sentir muito incomodado, já estava assistindo outra coisa, ou desligado a TV.
    Porém, dias atrás estava aguardando uma consulta médica na sala de espera, e a TV estava em um jornal da globo. Fiquei impressionado o quanto aquilo estava criando um clima ruim. Bem “bad vibes” mesmo… só reprisando cenas de crimes, etc.

  6. Adotei um comportamento de somente acompanhar notícias locais que me afetam de forma direta ou podem me afetar. Acho que veio de uma conversa no post livre (era esse o nome?).
    Na pandemia entrei numa espiral de ler tudo o que podia e em poucas semanas sentia o peso de tanto conteúdo ruim. Isso faz mal fisicamente.
    Depois que a gente treina a habilidade de filtrar isso de bate pronto, a coisa flui bem demais. E nem falo só de desgraça, mas de todo assunto. Acaba sobrando tempo até.

  7. Logo o SBT, quem diria? Ao mesmo tempo que estou pensando que isso entra num cenário de esconder a realidade, mas no sentido de fazer coisas ainda piores por trás dos panos.

    Embora isso seria grave com política em geral, já com tragédia e polícia realmente é algo meio bobo. Afinal, vivemos há muito tempo num alarmismo exagerado, por mais que as coisas não andem bem.

    Basta pensar na visão que o Carioca tem de SP, ou que o Paulistano tem do RJ. As duas capitais são complicadíssimas, mas a percepção efetiva consegue ser ainda pior que a realidade.

    … Ou não. Jesus, como é difícil defender as capitais. kkkkkk

  8. Eu pessoalmente fico de cara com a quantidade de vídeo de desgraça com aquele aviso de “Cenas fortes” do G1. Acho desnecessário a veiculação desse tipo de coisa junto com a notícia.

  9. Sempre achei desprezível este tipo de jornalismo, é a pura exploração da desgraça humana.
    O pior é que esses são os mesmos caras que levantam a bandeira da segurança pública, aí eu fico pensando: se as cidades não fossem violentas, do que esses caras iam viver?

  10. E ao que ela própria disse na coletiva de imprensa não é mesmo pra ser good vibes, mas pra cortar o que é puramente desnecessário. Um exemplo dela mesmo foi que pra falar de um crime não precisa necessariamente mostrar o corpo estendido.

    Bom, pelo menos foi o que foi dito, na prática ficamos a ver

    PS: na audiência de segunda feira, a primeira depois da mudança já ganharam da record de ponta a ponta

  11. Fiquei surpreso de saber que o Ghedin acompanha o SBT rsrs.

  12. Eu apoio, ainda mais morando numa cidade onde a imprensa adora um terror (Rio de Janeiro). Um casal de amigos, moradores de Barueri (SP) passaram o Carnaval lá em casa. E eles gostam de sempre assistir o telejornal local. Depois de terem assistido, ele vira e me pergunta por que a imprensa local dá tanta ênfase à tragédia: “Em São Paulo, nessa mesma emissora, o crime é mencionado, mas nada de trazer os detalhes sórdidos. Apenas é falado, alguns detalhes são apresentados, e segue o jogo”.

    Agora, quem diria que um telejornal menos sensacionalista e menos “mundo cão” seria um diferencial. E logo no SBT, onde tudo começou, com o “Aqui e Agora”. Curioso.