45 comentários

  1. Tópico interessante, este.

    A minha casa ideal é longe da que eu vivo atualmente. Moro num apartamento, coisa que sempre disse que nunca faria… mas fazer o que, peças que a vida nos prega.

    Esse lance sobre a minha casa é algo que eu, há muitos anos, penso sobre.

    Em primeiro lugar, sonho em eu mesmo construir ela. Pode não ser sozinho, mas é um desejo que eu ajude na construção.

    Ela seria em uma cidade menor (Pelotas tem 336 mil habitantes), ou em uma região um pouco mais afastada de uma cidade como a minha.
    Gostaria de ter os dois mundo a minha volta, num lado praias, e do outro o campo. Em SC e PR temos muitas cidades nesse estilo, principalmente nas regiões serranas. Onde eu ainda não decidi, pode ser que nem seja no Brasil (e aí, Portugal!). Ah, e tem que estar localizada numa região em que há um verão e inverno bem definidos. Gosto de sentir todas as estações de forma bem tradicional, com invernos frios e verões quentes. Acho isso importantíssimo.

    Gostaria que fosse totalmente de madeira, ou na maior parte.
    Tem que ser de um tamanho que eu e minha esposa (e no futuro nosso filho) consigamos dar conta sozinhos. Por mais que tenhamos uma senhora que nos ajuda uma vez por semana aqui no AP, e não vejo problema em ter alguém que nos ajude no futuro, acho que casas não devem ser palacetes.

    Prefiro que a casa tenho uma ótima orientação solar e aberturas que propiciem um grande fluxo de ar, minimizando o máximo possível o uso de aparelhos elétricos para climatização. Uma boa lareira, de preferência um calefator bom para ajudar no inverno.

    Tem que ter um jardim para minhas flores, árvores frutíferas, a horta da minha esposa e uns 2 ou 3 cachorros. No fundo um lugar onde possa eu mesmo dar manutenção na minha bicicleta, contando com os equipamentos e espaço para isso. Ainda um local para minha marcenaria.

    Ela seria construída sobre pilares para ficar longe do chão, evitando assim umidade excessiva. Os pilares, de preferência, construídos com pedras de alicerce.

    Como disseram a baixo, não preciso de área gourmet nem de piscina. Prefiro um banho na praia ou no arroio que irão ter por perto.

  2. A casa ideal, para mim, começa pela proteção contra as intempéries climáticas, algo até hoje pouco falado no Brasil. Mesmo com tantos eventos extremos nos últimos anos, ainda não vejo isso sendo tratado como prioridade nos projetos de casas.
    Para o conforto térmico, a maioria só pensa em ar condicionado, mas dá para pensar em alternativas (ou ao menos complementos), como paredes mais grossas, uso de materiais mais isolantes, vidros duplos nas janelas, sombreamento com brise-soleil/cobogó/muxarabi etc. Contra o frio, os mesmos elementos isolantes já devem ajudar, mas dá pra complementar com um aquecedor elétrico avulso (para uso ocasional), ou central a gás (onde for muito intenso).
    Para proteção contra enchentes, é bom que a casa esteja em nível acima da rua, de preferência em terreno com uma leve caída para a rua. Tubulações de alto calibre nos ralos do quintal, e se tiver áreas não pavimentadas (cobertas com grama ou pedregulhos), melhor ainda.
    Contra ventos de intensidade ciclônica e granizo (comuns no Sul), telhados resistentes são essenciais.
    Dito tudo isso, não tenho muitas exigências. O tamanho não deve ser muito grande, para não dar muito trabalho de limpar. Gosto de áreas com jardim, e se a casa estiver próxima a algum parque/bosque, melhor ainda, mas sempre dentro da cidade. Não romantizo a vida no meio rural, não é para mim.
    Piscina, churrasqueira e “área gourmet” eu dispenso. Piscina porque não gosto mesmo, churrasco eu prefiro ir como visita na casa dos outros, e para comidas/social prefiro uma cozinha mais ajeitada do que uma área separada.
    No mais, um freezer dedicado (o da geladeira é pequeno para estocar, serve mais para o dia a dia), uma lava louças e uma secadora de roupas.

    1. só um detalhe: vidro duplo esquenta duas vezes — justamente por isto janelas desse tipo são usadas em climas frios. Em clima quente e úmido como o do Brasil precisamos principalmente de sombreamento do casco edificado e de ventilação constante.

      note que isto sempre foi uma pauta da boa arquitetura brasileira, mas essas estratégias passivas de eficiência energética geram projetos caros — que a maioria das pessoas não está disposta a pagar, o que torna um problema de política pública mais do que qualquer outra coisa.

      a arquitetura “vernacular” era exatamente assim (pra quem podia, é claro): varandas, telhados com grandes beirais, pé-direito algo, janelas altas, muxarabis, etc. A boa arquitetura moderna brasileira também ia na mesma linha.

      além disso, se é verdade que as edificações precisam se adequar às exigências climáticas, o problema também é antes urbano que edilício. Precisamos de cidades mais densas, menos espraiadas, com bons sistemas de espaços verdes e distâncias curtas, evitando o máximo o uso de transporte motorizado particular.

      nesse sentido, o maior inimigo hoje é o condomínio fechado: ele é carrocêntrico, espraiado (gera grandes distâncias), avança sobre áreas naturais (não por acaso temos visto mais casos de animais silvestres “passeando” nesses espaços)

      1. Sobre a questão das janelas, não sou especialista no assunto, mas todas as referências que encontrei dizem que o vidro duplo é mais eficiente que o simples para conforto térmico, seja no frio ou no calor. A camada de ar entre as placas de vidro dificulta a troca térmica entre o interior e o exterior, e combinar com sombreamento é necessário no calor, seja qual for o meio usado.
        Onde moro (interior do Paraná), a época de calor mais extremo costuma ser entre o final do inverno e o começo/meados da primavera, quando o ar quente e seco do centro do país ganha muita força e se expande, chegando até aqui. Temos dias, às vezes semanas seguidas de calor abrasador, e muito seco. O vento, nessas condições, gera o “efeito air fryer” em vez de refrescar. A ideia de manter tudo aberto para arejar funciona bem até certo ponto, uns 30ºC ou pouco mais, porém quando está muito além disso não adianta, você precisa se proteger do vento (e do sol também, por isso combinar com sombreamento).
        Só complementando, já que falou dos condomínios fechados horizontais, não gosto deles. O que mais me incomoda é que eles induzem a uma dependência do carro para quase tudo, dificultam fazer coisas simples a pé no bairro, dificultam receber um iFood (entregador não é obrigado a entrar, e morador geralmente está longe da portaria), até voltar pra casa de Uber em um dia de chuva fica difícil (pelo mesmo motivo do iFood). Fora que você acaba meio isolado no cercadinho, sem conviver com pessoas de fora da bolha do condomínio (que na real é o que a maioria dessas pessoas quer, né?).

        1. então, só tem duas coisas das quais eu realmente me lembro das aulas de conforto térmico e acústico porque os professores ficavam repetindo o tempo todo :)

          a primeira é que árvore não é barreira acústica

          e a segunda é que vidro duplo esquenta duas vezes em climas como o nosso

          isso tem a ver com a retenção de radiação ultravioleta (a não ser, é claro, que o material não seja vidro). Essa camada de ar da qual você fala é útil justamente em climas frios (ou quando se trata de sombreamento, como a camada de ar entre telhado e forro), mas não numa janela num clima quente. O vidro duplo vai só otimizar o efeito-estufa.

          o efeito da velocidade do ar em temperaturas altas realmente causa essa sensação de air fryer, mas note que uma coisa é o efeito da velocidade do ar na sensação térmica, outra é a necessidade de trocar as massas de ar internas: bem ou mal ainda é possível estimular trocas por convecção

      2. Aprendi duas palavras (o que não é pouca coisa na minha idade e profissão!): muxarabi (que deve ser o tataravô do cobogó – que é uma palavra linda também) e edilício. Fora, claro ,o comentário – e o papo todo – muito bom. Obrigado!

    2. Cara, penso muito sobre conforto térmico e resistência a climas malucos que vamos viver no nosso período de vida nessa terra. Penso tbm em cisternas, painéis solares o máximo possível, área verde se possível.

      Moro no interior e não me mudaria de volta para sim grande centro urbano por ser inviável ter essas coisas com as restrições orçamentárias que surgiriam.

  3. Eu e minha esposa compramos nosso apartamento em um local muito bom, não é grande mas serve muito bem para nós dois, porém pensamos em comprar um terreno para construir uma casa do nosso jeito e gosto ou até mesmo um ranchinho próximo da cidade, como vivo no interior de MG, roça é o que não falta por aqui e eu gosto demais disso.

  4. Moro de aluguel hoje sozinho, e com a minha família também foi assim a vida toda, se eu pudesse sonhar, seria com uma própria pelo menos, isso já bastaria na situação atual, mesmo que um micro apartamento.

    Porém indo mais além, tenho o desejo de viver no litoral, numa casa mais arejada, com espaço interno legal, pelo menos dois quartos para um usar como escritório, com garagem (hoje possuo moto, mas o carro faz muita falta e quero um dia ter) se possível um espaço para área social e churrasqueira, uma área verde, jardim com árvores e alguma horta também, acho que isso já estaria ótimo.

    Um estilo que gosto muito, é daquelas mexicanas, igual as que têm pra comprar no Forza Horizon, pelo menos realizei o sonho de ter uma no jogo.

  5. Acho que a casa ideal que eu teria é apenas um teto que eu pudesse viver, mesmo que seja uma quitinete de dois comodos (quarto e cozinha).

    Não gosto de viver preso em casa. Prefiro estar rodando por aí. Por esta lógica, um motorhome seria interessante, mas motorhome tem manutenção, tem impostos, toma multa dependendo de como e onde anda. Mas dizem que a comunidade de quem vive em motorhomes é bem unida.

    Se eu tivesse uma renda “infinita”, moraria em um hotel. Soa preguiçoso, mas tipo, teria a vantagem de poder mudar a qualquer hora só puxando a mala com as roupas. Não preciso de muito para viver. Só um notebook, umas roupas e trabalho que eu ganhe o suficiente para viver (ou no caso da renda infinita, um trabalho que eu me sinta útil).

  6. Tenho dois humores.

    1 – Uma casa na serra do RS. Mais precisamente em São José do Ausentes (procurem, uma cidade fria o ano todo e com um cânion muito bonito). Casa de vó/sítio onde eu pudesse manter meus cães tranquilamente – e quem sabe ter mais dois – mantendo a sanidade. Tudo o que eu quero hoje é fugir do trânsito de Porto Alegre, dos assaltos e dos condominios fechados.

    2 – Um apartamento no Edificio Santa Cruz em Porto Alegre (390m² no 31 primeiro andar, no centro da cidade com uma vista pra quase tudo). Eu só tenho vontade de morar nesse edificio, mesmo com todos os problemas que ele sabidamente tem (antigo, no centro da cidade, meio comercial/meio residencial) porque eu acho que ele é um dos poucos que ainda tem personalidade entre os edificiios residenciais de Porto Alegre (não são cosultórios médicos como os novos-ricos e nem blocos de papel como a MRV faz na periferia).

  7. Também moro no centro de uma cidade do interior de SP, como nosso colega abaixo. E sinto que moro em uma “casa ideal”. Tenho um bom quintal, uma cozinha legal com churrasqueira para receber amigos e família. É uma casa antiga reformada, não temos suítes, só um quarto, e o escritório fica junto na frente, que também é de muro baixo. Também vejo isso como privilégio, já que aqui tb os terrenos no centro são mais caros que os de condomínio, mas para mim compensa o aluguel por ter o escritório junto.

    Concordo que a casa ideal seja integrada à cidade e tenha seu espaço verde. E lote de condomínio vende igual água. Aqui onde moro, a classe média está saindo dos bairros periféricos para condomínios tão periféricos quanto. Já as classes mais baixas para loteamentos cada vez mais distantes. E o centro cada vez mais vazio e ao mesmo tempo mais caro (queria entender).

    Como arquiteto, projeto casas ao gosto do cliente, a maioria se enquadra nessa categoria “caixote”, mas tentamos aqui ao máximo fugir das breguices e das pavonices sem utilidade. Sinceramente gosto do que faço e entrego um bom trabalho.

    90% dos meus clientes estão construindo em condomínio. Entendo todos os problemas que os condomínios trazem para as cidades, mas somos reféns dos loteadores que basicamente mandam na cidade. Entendo a preocupação com segurança (e entendo também que a cidade murada e segregada traz ainda mais violência, em um círculo vicioso), e há uma questão de valorização também. É um dilema mais ou menos parecido com brigar com as big techs: Podemos não concordar em nada com as políticas delas, mas é muito difícil fugir da lógica imposta.

    Mas definitivamente, se eu pudesse comprar uma casa aqui na minha cidade, compraria no centro mesmo.

  8. pra vida que eu levo hoje, o lugar em que eu moro é ideal: uma quitinete de 30m², no centro da cidade, perto de metrô, com oferta de ônibus, imóvel próprio. tem cores, não parece um hotel. parece uma casa, com coisas que refletem minha personalidade (tem meus livros, meus discos, artes de amigos).

    se algum dia eu não trabalhar presencialmente ou desejar me casar, ela não será ideal. daí preferiria ter mais espaço, no mínimo dois quartos e a possibilidade de ter cachorro. e, claro, próprio, pois passei minha vida inteira lidando com proprietários relapsos (além de o aluguel em são paulo ser abusivo).

  9. De preferência uma casa ou apartamento meu, mas no Brasil de hoje eu já me desiludi

  10. Uma casa não tão grande, que eu e minha companheira conseguiríamos limpar nós mesmos – acho que o tamanho certo é aquele que os moradores conseguem manter.
    Ela teria sido projetada pro clima da cidade onde eu vivo. Ou seja, nada de caixotes de concreto que fazem de conta que aqui não chove 100mm em um dia. Telhado que cai além da parede pra evitar umidade e mofo, janela alta pra dissipar o calor, parede de Adobe pra manutenção térmica. Tudo numa pegada de bioconstrução.
    Queria um quintal grande, que tivesse uma área na frente e outra atrás da casa. Na da frente poderia ter um sete copas (castanheira), uma churrasqueira e umas cadeiras de varanda, no quintal de trás um pequeno pomar, horta, composteira e uma ou duas colmeias.
    Queria em um bairro há uns 10km do centro, perto de área verde. Essa casa na cidade onde eu moro custaria pelo menos uns 5 milhões. :/

  11. Eu gostaria de viver numa “casinha de vó”, mas espaçosa e bem ventilada, com quintal para plantar coisas e com árvores (sombra, refresco para o calor), vizinhança silenciosa e amigável, e que não fosse tão longe de tudo.

    Meio utópico, não?

    1. É basicamente minha casa hehe. Me sinto realmente privilegiado.
      Não é tão utópico se você considerar morar em uma cidade menor de interior. Não vai ter tantas opções culturais ou lugares legais para sair, mas é bem possível sobreviver hehe.

  12. Sempre morei em apartamento em cidade grande (RJ), e estudei um pouco de urbanismo em perspectiva critica (David Harvey, not just bikes, etc). Portanto, assino embaixo do comentario que descreveu como condominio fechado eh um espaco de autosegregacao deleterio em todos os aspectos (ambiental, social, etc), jamais poderia habitar em um voluntariamente. Eu ja pensei em viver em casa no rural ou em uma periferia boa, mas seguranca pesa e eu tambem odeio dirigir carro, ou demorar tempo demais no transporte publico. O ponto mais negativo de apartamento, dos que eu vivi, eh a falta de privacidade sonora e visual com os vizinhos. Mas eu aprendi que da para anular isso, usando janelas com vidro mais distorcido ou opaco, e caprichando bem num isolamento acustico geral.

    Entao essa eh a minha casa ideal: Um apartamento espacoso (depende de quantas pessoas estao la tb, se 1 2 3 4 + bichos, entao nem vou chutar metragem, mas uns 110 m2 pra uma familia de 4 com cada um com quarto acho q estaria bem), perto do local de trabalho-escola-faculdade, amenidades locais (ao menos com um supermercado a pe, uma padaria ou restaurante tb cairiam bem, honestamente objetos nao alimenticios eu compro quase tudo via internet hoje em dia mesmo, exceto roupa mas eu posso ir num outro local como passeio), transporte publico bom (Metro eh Rei, trem e onibus serve, poder usar bicicleta para ir no trabalho e locomover seria massa tb), isolamento acustico extremamente eficaz, alguma janela opaca ou que distorca o interior, com internet fibra, piso porcelanato frio (nem pela praticidade, pq meus pezinhos nesse verao adoram mesmo), nao me incomoda ser um predio alto ou baixo, e eu acho que eh isso. Bem metropolitano ou urbano classico.

  13. Não sendo de aluguel, pode ser qualquer uma. Chão de cimento queimado vermelho, sem laje, parede caiada…

  14. Acho que mais importante que a casa é a vizinhança.

    Pode ser uma casa simples e pequena, com um quintal pra criar criar uns bichos, uma horta, e longe de vizinhos.

    1. Bem lembrado. Tenho sofrido com vizinhos; daí não tem casa dos sonhos que dê jeito (ou tem, uma casa com distância razoável da casa vizinha. Não é o meu caso, infelizmente…)

  15. Moro em uma casa no centro de uma cidade do interior de sp, daquelas que não tem nem muro alto na frente, só uma gradinha. Tenho um quintalzão com gramado e umas árvores. Para mim é o ideal. Acho que todo mundo tinha que ter um quintal com umas plantas e uma casa com cara de casa mesmo (mesmo que seja de “vó”).
    Mas mesmo aqui o sonho de muita gente é ir pro condomínio ou apartamentos minúsculos. E os arquitetos fazem ou caixotes com cara de clínica ou neoclássicos bregas com cara de prefeitura. É tão difícil fazer uma casa “simples”?
    Entendo por outro lado que os terrenos do condomínio (os médios em geral) ainda são muito mais baratos que os do centro, o que explica pq muita gente sai daqui para lá, fora a questão da segurança.

    1. Fã de caixote com cara de clínica aqui! 🙋

      Paredes brancas e nuas, e piso frio pra evitar hiperestimulação.
      Piquitito pra limpar fácil.
      Janelas em pontos cardeais opostos pra ventilar bastante.
      Banheiro com janela pra fumar fazendo cocô.
      Com trabalho perto.

  16. Casa com quintal, janelas grandes e boa iluminação natural.

  17. De preferência grande. Que tenha sido construída pensando nos reparos futuros, para evitar quebra quebra. Com quintal grande o suficiente para os cachorros. Do lado da sombra. Em um condomínio fechado, mas em um bairro não tão distante do centro (quase impossível).

      1. imagino que seja pela segurança.
        geralmente condomínio fechado tem sua própria equipe contratada e que fica rondando 24h.

        1. Isso. Condomínio fechado combina a segurança de morar em um edifício, mas, ao mesmo tempo, sem largar mão do espaço de uma casa.

      2. Como os colegas comentaram, por questão de segurança mesmo. Aqui onde eu moro é bem comum invasão em casas no entrar e/ou sair dos moradores. É uma situação que não desejo passar. É um dos motivos para eu morar em apartamento ao invés de casa, hoje.

        1. gente, condomínios fechados horizontais como esses são verdadeiros CRIMES urbanos: eles privilegiam uma forma de espraiamento e urbanização dispersa ambientalmente agressiva e destróem qualquer traço de urbanidade. São verdadeiros campos de autossegragação voltados ao estabelecimento de uma forma de apartheid urbano.

          é tarefa da nossa geração DESTRUIR esses condomínios: impedir sua proliferação e abrir os existentes

          1. Aqui em Passo Fundo tem um tal de La Barra… Começa com esse nome cafona, os moradores precisam comprovar “fortuna” e precisam de aprovação de seus projetos para construir suas mansões… Assim eles podem segregar-se e fingir ser rycos.

          2. Crime é ter sua casa invadida por bandidos quando se está voltando do trabalho. Passar por cenas de terror na mão de criminosos. Já passou por isso? Eu já. Por isso não abro mão de morar em condomínio, hoje de apartamento, mas a meta morar em um de casas.

          3. Mas gabriel, pensando um pouco aqui. Quando temos uma “terra protegida” (como área de quilombola ou indigena/originária), ela também não funciona em uma espécie de “segregação”? E sim, entendo que neste caso é uma divisão para PROTEGER dos criminosos que justamente loteariam tudo e fariam um condomínio fechado para ricos.

            No mais, apesar deste meu comentário, concordo contigo. Condomínios fechados dão uma impressão de “segurança”, mas se derem uma olhada, os cabeças do crime moram em condomínio fechado. Ou como acham que muitos tem Porsches e Ferraris na garagem?

          4. @klinsmann, sinto muito que tenha passado por isto.

            o que gostaria de reiterar é que o condomínio fechado apenas colabora em tornar as cidades mais inseguras. Ruas seguras são aquelas nas quais há muitos olhos voltados a elas (com uma mistura entre comércio, habitação e outras atividades). O condomínio não só reforça o zoneamento monofuncional das cidades como ainda torna a segurança um privilégio pago.

            uma cidade feita apenas por condomínios fechados é uma anti-cidade: insegura, espraiada, carrocêntrica, ambientalmente desastrosa.

    1. se você tirar o ‘não tão distante do centro’ dá pra conseguir rs

      no mais, concordo com a descrição, parece um lugar ideal pra passar a vida…

      1. Aqui na minha cidade só conheço um condomínio assim que não é tão distante do centro. Mas todos, até os distantes, são condomínios de alto padrão. Pra mim é algo distante ainda.

  18. Eu gostaria de uma casa, tipo “de vila”? Gostaria.

    Mas não é muito a realidade então fico satisfeito com um apto. Com “cara de vó”? Sim. E com uma rede.

    Hoje posso dizer que consegui isso e tô bem satisfeito.

  19. Eu particularmente gosto das engraçadas, sem teto, sem nada. Preferencialmente sem ter chão e nem parede, tampouco penico. Se souberem de alguma rua onde encontro uma propriedade assim, me avisem.

    1. É na rua dos bobos, numero zero. Meio do nada, onde Judas bateu as botas e onde o vento faz a curva, cavalgados pelos desatinos, nas revoadas, redemoinhos.