Daquelas ideias que parecem óbvias, mas que demandam iniciativa, coordenação e muito trabalho pra fazer funcionar (e uma vez funcionando vai facilitar demais a vida de pacientes, funcionários e gestores).
8 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
Ter um número único é interessante.
Apenas acho que não deveriamos misturar identificação com fisco. Deveria ser constituida uma nova entidade, responsavel apenas por gerar os números.
Em outras palavras, deveriamos ter um número único que o fisco (e todos os outros orgãos) utilize e não o contrário, um número gerenciado pelo fisco que passa a ser usado como identificação civil.
Isso aumenta o poder da receita/fisco. E gera situações absurdas, onde uma pessoa não poderá fazer atos de sua vida civil, por estar com problemas com a receita e seu cpf.
Eu gosto da ideia do identificador único, mas acho uma pena que seja o CPF.
Com tantas base de dados vazadas, o CPF virou um número público. Não é difícil pra um leigo encontrar o número de CPF de outra pessoa e fazer as maldades que a mente puder imaginar.
Biometria facial está indo pelo mesmo caminho…
Que os Nossa Senhora dos Dados Sensíveis nos guarde.
Mas nesse caso, o problema não é o CPF, e sim os vazamentos. Não tem outro número a nível nacional que cumpra o mesmo papel universal que o CPF tem. O SUS tinha até sua própria numeração, mas que nem todo mundo tinha, e era necessário cadastrar toda vez que uma nova pessoa precisasse de atendimento.
Creio que a ideia do CPF como “ID universal” já era antiga e articulada nos governos. O “RG” hoje já é com número do CPF, falta agora a carteira de trânsito, carteira de trabalho e os identificadores de NIS/PIS para ficar mais “universal”.
Em compensação, creio que será necessário que as pessoas fiquem mais atentas ao uso do CPF também, sem ficar divulgando à toa.
O PIS já não é mais utilizado para Admissões, bem como aquele código da Carteira de Trabalho física.
Os registros agora são todos pelo CPF, graças a Carteira Digital.
O RG pelo que vi também foi abolido, agora a CIN (Carteira de Identificação Nacional) traz apenas o CPF.
Estamos caminhando…
Ao emitir a CIN, é possível incluir no registro os númros de uma série de documentos: CNH, título de eleitor, NIS/PIS, CNS, carteira de trabalho, certidão de nascimento, registro militar. Acredito que todos esses venham a ser “engolidos” pelo CPF um a um, à medida em que a integração entre os vários sistemas de registros avance.
Também podemos incluir na CIN infrações sobre ser doador de órgãos (por autodeclaração), tipo sanguíneo e deficiências físicas ou mentais (necessário laudo médico).
O próximo passo seria abrir o CadSUS para que médicos e instituições privadas pudessem acrescentar dados no prontuário digital. Porque hoje quando alguém se vacina na rede privada, nada consta na carteira digital de vacinação, a clínica não é obrigada/ou não pode adicionar dados na base.
Sei disso porque quando levamos a nossa filha no posto de saúde, a enfermeira pensou que ela estava atrasada nas vacinas, mas não era o caso, nós fizemos algumas vacinas na rede privada.
Verdade, passei por isso também com meus filhos.
A “base” confiável acaba sendo o Cartão de Vacinas físico, que inclusive já me gerou problema devido anotação incorreta pela enfermeira =/