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Consórcio imobiliário: vale a pena?

Pergunta para quem já fez e/ou entende um pouco de consórcio e financiamento.

Finalmente estou numa situação financeira onde consigo guardar uma grana pra compra de uma casa/apartamento, porém o grande desafio é juntar a grana pra pagar a entrada (geralmente 20% do total). Se fosse só a parcela tava tranquilo, visto que não ia mais precisar pagar o aluguel….

Sei que existe o tal do consórcio imobiliário, mas pra mim fica difícil dizer se vale a pena. Vocês teriam alguma experiência ou relato? Acredito que o consórcio tradicional de esperar até 10/15 anos pra ser contemplado não seja uma boa (visto que gostaria de me livrar do aluguel o quanto antes), mas sei que existem outras modalidades.

É algo que vale a pena aprender mais sobre?

20 comentários

20 comentários

  1. Da pra comprar sem entrada. Eu fiz assim. Converse com um corretor de imóveis.

  2. Consórcio é a jabuticaba financeira brasileira. Só existe aqui e tem um motivo: a baixa instrução da população. Em nenhum outro lugar sério se aceitaria um produto financeiro tão ruim.

    Basicamente vc está pagando alguém para juntar o dinheiro por vc. “Ain mais se for contemplado no início…” vc continua pagando as correções da carta como se ainda não tivesse o bem… e aí qdo terminar de pagar, terá virtualmente juntado o dinheiro de um bem novo, porém o seu já estará todo usado e provavelmente precisando de reformas/manutenção.

  3. Nunca fiz consórcio imobiliário, mas já tivemos várias respostas aqui que podem ajudar.
    O financiamento imobiliário atualmente está com taxas altas, pelo menos 9% ao ano, mas isso pode mudar porque é muito ligado a Selic do momento.
    Se a Selic baixar mais, os bancos vão voltar a ser mais agressivos nas taxas oferecidas, quando estava bem mais baixa fiz um pequeno “leilão” entre dois bancões com o meu financiamento atual, consegui uma taxa de 7% (era 9% antes) e quando isso aconteceu a minha prestação baixou bastante, o valor da prestação baixou uns 10%.
    Vemos atualmente muitos coaches e afins falando que o melhor é pagar aluguel e juntar dinheiro pra comprar imóvel à vista, mas a real é, quem tem um período de vários anos consecutivos com estabilidade inabalada? Fora que essa galera prega o aluguel mas tem imóvel próprio.

  4. A pouco mais de um ano eu fiz a compra de um imóvel e dentro das opções de “financiamento” apareceu o Consórcio. E olha, num primeiro momento parece super vantajoso até debruçar nas letras pequenas. A grosso modo no consórcio você vai pagar uma parcela relativamente baixa, com pouca correção por juros apostando na sorte de ser contemplado ou na chance de dar um lance e arrematar o valor do prêmio. O que pouca gente lê é que você recebe entre 80% e 85% do valor do prêmio pois há a taxa administrativa.

    No meu caso, num consórcio de R$350.000 eu receberia R$280.000 efetivamente para compra do bem, mas precisaria quitar o valor integral!

    Partindo pro financiamento habitacional da Caixa, o valor da prestação sobe, porém, há uma série de mecanismos e seguros que ajudam no pagamento da dívida. Quanto mais rápido você quita suas parcelas, menores são os juros sobre a prestação e menor fica o valor das parcelas. Aqui, eu preferi fazer o financiamento usando a tabela PRICE (prestação fixa, mais barata, amortização menor a curto prazo, juros maiores) e usar o valor da diferença para amortizar o saldo devedor (e assim, reduzir os juros). Na prática, a previsão é que eu consiga pagar o imóvel na metade do tempo que levaria usando a tabela SAC (a mais usada, prestações mais caras, amortização mais alta, parcelas reduzem no passar dos anos).

    1. Pois é, pelo jeito consórcio talvez só valha a pena em algumas situações bem específicas.

      Bom saber sobre as opções de financiamento! To me planejando pra lá pra metade do ano que vem começar a olhar imóveis mais seriamente, e esse tipo de informação já me faz procurar as coisas certas. Valeu!

  5. Quando comprei meu imóvel cheguei a consultar minha gerente no banco que eu trabalho a respeito de consórcio imobiliario e, claro, ela fez maior lavagem cerebral em mim o quanto é maravilhoso o consórcio até me fornecer uma tabela do quanto eu teria que contribuir e ainda torcer para ser contemplado.

    Como não tive vantagem alguma sendo funcionário e cliente do banco e também sou péssimo em sorte, fui para o caminho menos arriscado financiando pela Caixa dando um excelente valor de entrega, financiando o restante e usando o FGTS a cada uns 2 anos para amortizar as últimas parcelas.

    Antes disso passei bons anos economizando ao máximo, gastando o mínimo quando eu morava com meus pais juntando dinheiro e na entrada tive mais uma ajuda do meu pai no valor de entrada do imóvel.

  6. Agora falando sério, financeiramente o que vale mesmo é continuar no aluguel e juntar dinheiro numa aplicação de baixo risco (tesouro direto) que você batiza de “minha futura casa”.
    Consórcio é loteria. Mais barato apostar na mega sena.

  7. Consórcio se você ainda mora de aluguel apesar da taxa menor pode sair caro. Você vai terminar pagando duas vezes, o aluguel e a taxa do consórcio e torcer pra ser sorteado. Se quiser ter mais chance de ser sorteado vai precisar juntar dinheiro pra dar lances. Eu acho consórcio uma opção melhor que pra quem já tem um imóvel e quer trocar. Se quer se livrar do aluguel não vejo outra opção que não juntar os 20% da entrada ou fazer como o Will e comprar na planta. Mas na planta você vai ter que começar a pagar antes de o imóvel tá pronto então por um período vai acabar pagando dois aluguéis também fora as parcelas altas intercaladas.

    1. Saquei, realmente parece não valer a pena no meu caso mesmo.

      Outra opção que vi é a compra de “cartas contempladas”, mas aí depende muito de sorte pra achar um bom negócio, imagino.

  8. os financiamentos que encontrou não facilitam a entrada? o meu, além de usar o FGTS parcelei o que faltou, parcelas iguais, mas também tinha opção de valor menor mensal e uma parcela extra, essa de valor elevado a cada semestre /ano.

    1. Não cheguei a ver a fundo ainda, apenas fiz simulações. É relativamente normal essa flexibilização da entrada? Não tenho FGTS (pq sou PJ) mas “parcelar a entrada” seria ideal, já que eu poderia usar o valor do aluguel nela.

      Como to no começo ainda (na questão de guardar grana especificamente pra isso), não cheguei a contatar banco nem imobiliária ainda

      1. eu comprei o meu na planta e negociei direto com a construtora, então pago diretamente a eles, não envolveu o banco.

        1. Entendi, imagino que facilitaram por ser na planta então. Fica mais difícil se for imóvel pronto. Obrigado pelas informações!

      2. A entrada no financiamento você paga direto pra quem tá vendendo, e o banco financia o resto pra você. Só se você conseguir negociar esse pagamento parcelado da entrada direto com o vendedor (boa sorte). Se você tiver um(a) cônjuge que tenha FGTS podem comprar o imóvel no nome dos dois e usar o FGTS do cônjuge.

        1. Saquei, realmente acho que só em casos especiais mesmo pra conseguir negociar a entrada.

      1. ainda está em construção, mas está dentro do prazo de quando assinei o contrato, está previsto pra entregar em dezembro, mas pelo jeito vai ser entregue em novembro.

        1. Talvez seu caso seja diferente, mas o mais normal é que as incorporadoras financiarem o cliente diretamente durante o período de obras (até porque não há imóvel ainda, a garantia – o imóvel – ainda não existe, por isso os bancos não financiam). Quando tiver a entrega da chave, eles vão fazer o que eles chamam de “repasse”, ou seja, o banco paga para a incorporadora o valor que falta e o comprador passa a pagar o financiamento para o banco, que obviamente fica com o apartamento (agora já construído e com toda documentação em dia) como garantia desse financiamento.