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Como vocês estudam ?

Estou tendo dificuldades pra estudar mas felizmente já estou conseguindo montar meu ¨studyflow¨ e me bateu a curiosidade de como e o do pessoal aqui.

Vocês usam PC ou Papel ?, Usa algum programa ?, Lê mais conteúdo ou vê mais video aulas ?, independentemente dessas pergunta sintam-se a vontade a publicar como vocês estudam ou deem dicas que possa ajudar um aos outros :)

21 comentários

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  1. Gosto particularmente da ideia de estudar lendo por curtos períodos de tempo (uma página ou uma seção do texto), pausando para tentar lembrar dos pontos mais importantes. Nessa pausa, normalmente faço pequenas anotações, retorno em alguns pontos pra reler o aquilo que não parece estar muito nítido. Depois, continuo a leitura.

    A longo prazo, isso me ajudou bastante a não esquecer do que havia lido. Apesar disso, sinto que essa técnica (?) só funciona quando é um texto que estou lendo por ter mesmo que ler. Caso contrário, se é um texto pelo qual realmente estou interessado, acabo lendo tudo de uma vez mesmo e é só isso kk

    Sobre onde anotar, realmente nunca consegui definir. Mas faz um bom tempo que tenho usado papel e caneta, porque a tela do meu notebook é pequena demais para dividir a janela do texto e do app de anotações. Quando é um pdf e estou sem uma forma analógica de anotar, tento dividir a tela com o Notesnook ou Simplenote. Acredito que isso se torne um hábito quando chegar o novo monitor, um pouco maior.

    1. (Aliás, vale dizer que sinto que aprendo muito pouco em aulas ou vídeos. Então quase sempre é mesmo uma questão de leitura. No audiovisual, quando é a única escolha, aproveito pra ir anotando pontos principais e interesses de pesquisa)

  2. Para quem tem problema com procrastinação, acho interessantes as lives tipo #studywithme no YouTube. A ideia é só parar quando o streamer parar também, às vezes as pessoas ficam conversando nessas pausas. Normalmente em um esquema tipo 50 minutos de estudo e 10 de pausa. Procure “study with me”.

    1. Eu já pensei em ser a pessoa que strema esse tipo de conteúdo, mas a falta de equipamento complica meu caso

  3. Ultimamente sou um fanático por estudo, passei a minha vida inteira apenas decorando para uma prova e hoje sinto que finalmente entendi o que é aprender de verdade.
    Estudo temas dos mais variados e que podem me agregar para a profissão de criador de conteúdo que tenho hoje. A dica fundamental é: se apaixone pelo que esta estudando. Depois de um tempo consumindo sobre o tema, você vai se pegar procurando sozinho coisas mais profundas sobre ele, vai se tornar algo prazeroso e natural como beber água.
    Para saber como estudar primeiramente você tem que se descobrir. Particularmente descobri que sou melhor com vídeo aulas do que com leitura por exemplo, assim sempre busco cursos online e vídeos no YouTube sobre o tema, poucos assuntos que estudo exigem somente a leitura. Como já estou avançado, já sei como filtrar vídeos e canais no YouTube bons sobre os temas.
    Descobri também que sou mais produtivo na parte da tarde, ou seja, de manhã foco somente em assistir passivamente os vídeos e na parte da tarde/noite boto a mão na massa.
    Uso somente o computador, todos os meus arquivos estão organizados em suas pastas e como os assuntos que estudo são mais práticos do que teóricos não tenho o costume de anotar, apenas pratico para que se torne algo natural para o meu cérebro fazer.
    Meu principal trabalho envolve ilustração digital e animação, por isso não tem quase nenhuma utilidade fazer anotações, desenvolvo as habilidades de luz e sombra, valores, composição etc. apenas com a pratica lembrando o que vi nas vídeo aulas.
    O assunto mais teórico que estudo são idiomas, como ilustração digital tem mais publico asiático meu foco é aprender coreano e japones, idiomas que estudo em conjunto na parte da manhã. Nesse caso o Anki é a ferramenta fundamental, todos os cursos de idioma online recomendam esse aplicativo, ele serve como flashcards para que você lembre palavras e sentenças. Todos os dias pratico todas as palavras que ja adicionei ao meu Anki e o resultado está sendo a absorção do idioma de forma rápida e precisa.
    Como citei eu era uma pessoa que apenas decorava para passar em uma prova, foi assim durante o período de Ensino Médio e faculdade. Hoje estou em uma área totalmente diferente do que me formei e amo o que faço, busque esse amor na sua área de estudo também.

  4. Estudando para concurso público:
    – Uso notebook, anotações e planos de estudo para tentar me organizar na quantidade de conteúdo.
    Mescla de vídeo aula, leitura durante uma hora, prática de responder questões durante duas horas, por dia. E pelo menos 5 horas por semana para treinar a redação.

    1. Pesquisando vi um pessoal falando que fazer questões/exercícios no papel ajudam a memorizar melhor o conteúdo, mas pessoalmente acho inegavelmente mais pratico fazer pelo PC ou tablet

      Redação e algo que tenho que desencalhar e volta a estudar e praticar (principalmente português básico e acentuação)

  5. Voltei a fazer faculdade no segundo semestre do ano passado e desenvolvi uma relação de dependência com o papel.
    Costumo anotar TUDO que consigo durante as aulas e quando sento para estudar para provas ou então para fixar o conhecimento, pego uma folha de papel e escrevo de cabeça , em texto corrido, tudo o que eu sei sobre o assunto.
    Depois comparo com minhas anotações e faço adendos.

    1. Sempre quis poder fazer anotações e acompanhar o conteúdo ao mesmo tempo, mas pelo visto meu foco e bemmm limitado.

      Gostei muito da ideia de escrever um testo corrido pra avaliar seu conhecimento que tem de cabeça e comparar as anotações comparando e aprimorando elas, com certeza e algo que vou adotar.

      1. uma dica que sempre funcionou pra mim é, escrever apenas tópicos em tempo de aula ou palestra. uma vez atento a aula, vc vai começar identificar tópicos, anota eles, eles podem ser gatilho pra lembrar do conteúdo

          1. Isso! Eu não faço anotações 100% precisas não, eu anoto tópicos que me remetem ao assunto ou faço anotações de forma bastante sumarizadas do que está sendo discutido em aula.

  6. Vou usar esse espaço como esboço de um texto mais elaborado que posso usar como pretexto para atualizar meu blog nos próximos dias – a propósito, obrigado pelo meu estímulo em fazer isso!

    1. Saber a diferença entre explorar e aprofundar

    A turma do coach adora usar metáforas para diferenciar esses perfis – coisas como “farming” e “hunting”. Mas em essência é isso: aprender algo significa planejar, com antecedência, se o caminho vai ser de uma exploração errante (sem rumo) ou um mergulho profundo (rumo certo).

    Isso faz diferença no primeiro passo da pesquisa. Se você sabe exatamente o que quer aprender, quais habilidades desenvolver, fica fácil se cercar das palavras-chave e ir atrás de boas referências – sejam elas em vídeo, texto, podcasts etc.

    Já o errante quer aprender e se relacionar com informação num exercício de autoconhecimento – é meio filosófico mas ter uma rotina de exploração, leitura, anotações e organização em algo como um diário (ou Bullet Journal, como o Ryder Carroll chama) é sobre descobrir a si mesmo.

    E eu adoro o Órbita porque, ao menos nesse contexto, já existe um compêndio sensacional de sugestões:

    https://rghedin.wpcomstaging.com/orbita-post/anotacoes-e-diario/
    https://rghedin.wpcomstaging.com/orbita-post/tenha-um-diario-serio/
    https://rghedin.wpcomstaging.com/orbita-post/salvei-para-ouvir-ler-depois/
    https://rghedin.wpcomstaging.com/orbita-post/acumulador-de-conteudo-digital-por-que-criamos-listas-maiores-do-que-conseguimos-assistir-ouvir-ler/

    2. Ter o hábito de anotar de forma decente

    Organizar o que você vai ler, ouvir ou assistir parece uma etapa difícil. Mas não é, não. A gente tende a achar que assistir a um vídeo, grifar livro e copiar citações bastam pra entender alguma coisa. Mas esse é um autoengano.

    Um dos hábitos que procuro ter (apesar de exigir tempo e foco) é o de fazer anotações sobre o que quero entender. Mas de forma decente. Faço uma adaptação do conhecidíssimo método que ficou famoso com o nome do professor Richard Feynman.

    Basicamente: reinterprete sobre o que está lendo como se fosse explicar para alguém.

    Uma busca por “técnica Feynman” vai levar para possibilidades variadas – incluindo a experiência que a Wired fez ao desafiar gente a explicar conceitos em cinco níveis diferentes.

    https://www.wired.com/video/series/5-levels
    Também não existe um único jeito de anotar. Tem quem goste de escrever (eu); tem quem faça esquemas, mapas mentais, desenhos… Seja como for, o pulo do gato é reinterpretar e registrar.

    3. Construir o chamado “segundo cérebro”

    A turma do coach que faz palestra sobre lifelong learning e outras buzzwords se apropriaram de um negócio chamado Zettelkasten.

    É um método baseado no que o alemão chamado Niklas Luhmann desenvolveu há décadas: ele fazia marcações particulares em suas anotações, criando relações entre elas num sistema de organização. Assim, caso precisasse escrever sobre um tema, bastava encadear suas anotações e criar novas conexões.

    Essa técnica foi potencializada por ferramentas que permitem a lógica de backlinks entre anotações – Obsidian é a mais popular mas dá para construir um “segundo cérebro” no Notion ou pagar por serviços mais elaborados como Roam Research.

    Nessa mesma linha existem perfis que defendem uma “aprendizagem aberta”, onde esse segundo cérebro é compartilhado em “jardins digitais”. Nesse caso, até o Wordpress serve.

    https://eduf.me/digital-gardens/

    Talvez a parte mais difícil desse processo todo seja dar conta do processo todo, de ponta a ponta. De toda forma, o que posso dizer a respeito dessas coisas todas é: só comece.

    1. Simplesmente apaixonado por esse seu post riquíssimo de informação, sobre a ideia de ¨segundo cérebro¨ eu achei uma ideia incrível e até resolvi instalar o obsidian pra poder testar, mas pessoal pra mim tem um contra que ele e de codigo-fechado e eu curto a ideia de todos os programas no meu dia a dia serem comunitários/open-source.

      Mas considero em usar já que todos meus dados são salvos localmente com criptografia e o adendo que ele não mostra anuncio nem pede planos pagos pra liberar opções (eu acho um pouco suspeito já que não sei como o projeta se sustenta financeiramente) e a interface e funções deles são bem unicas.

      1. se quiser uma alternativa open source ao obsidian, tem o logseq.com

        1. eu tinhas testado o Logseq a 2 anos atrás e tinha odiado a experiencia mas olhando agora mudou muito estando extremamente completo e rico em recursos, muito obrigado por incentivar a revisitá-lo. Vou testar ambos por 1 semana e ver qual vai se adequar mais a mim

  7. Eu uso uma mistura de tudo: tem livro, curso, videoaula, tutorial, documentação etc. O aprendizado acontece mais ou menos independentemente da mídia, então não me apego a nenhum único método.

    Um ponto em comum em tudo é criar anotações digitais de tudo (usando Notes/Simplenote e Notion, por exemplo) para fixar conteúdos e para guardar informações para referências futuras.

    Fora disso, o método de estudo que percebi que funciona melhor é usar Pomodoros de 45 a 60 minutos e tentar focar completamente:

    – não ouvir música, exceto lo-fi ou música ambiente;
    – smartphone no DND;
    – ambiente silencioso e numa temperatura confortável;
    – garrafa de água por perto;
    – mesa organizada decentemente;

    Se, no meio do Pomodoro, a procrastinação te lembrar de algo não relacionado a estudo que precisa ser feito, criar uma anotação rápida sobre isso e conferir depois.

    Das coisas mais importantes, acho que é isso.

    1. Muito obrigado pela dica da anotação, a ansiedade que da no meio da pausa do pomodoro e me faz querer fazer as coisas com medo de esquecer depois resolvida de maneira bem simples