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Como vocês aprenderam inglês?

O lance é o seguinte: tenho contato com a língua inglesa desde a infância nas aulas do colégio, cursinhos básicos de Internet e até já tive +500 dias de duolingo, porém, ontem fui abordado com o famoso, “I’m sorry. Do you speak English?” para dar uma informação no metrô e simplesmente meu cérebro congelou.
Eu sabia o que fazer, ou achava que sabia mas tudo sumiu e eu arranhei 4 palavras e passei a apontar o mapa como um homem das cavernas.

Como sair dessa situação depois dos 33?

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  1. Aprendi de vez quando morei 1 ano e meio na Austrália, antes o inglês era de colégio público + internet (tô falando de early 2000s). Hoje em dia tudo quanto é filme e série que assisto é com áudio e legenda em inglês, pra manter vivo na cabeça.

  2. Acho que pra boa parte dos gays, me referindo apenas à letra G mesmo, pois só posso falar por ela, a gente acaba absorvendo MUITA cultura em inglês. Desde adolescentes a gente meio que foca em alguma artista pop/indie, vai aprendendo a cantar, depois isso passa pra séries e filmes e meio que vira um processo natural. E pra quem gosta de aprender idiomas, que é meu caso, isso só facilita mais.

  3. Só consegui resolver meu inglês saindo do Brasil.

    Sei que isso depende da situação de cada um, mas eu não consegui aprender bem fazendo aula de inglês 2x na semana, indo em encontro de conversação, ouvindo podcast, mudando a linguagem dos meus dispositivos. Tudo isso eu tentei no Brasil.

    Meu cérebro destravou quando sai do Brasil e vi que não tinha escapatória, a não ser falar.

  4. Aprendi leitura com o tibia, começando ali por volta dos 10-12 anos de idade. Também comecei a aprender a escrever para me comunicar com os outros players (na época só existia servidor north america)

    Expandi a leitura lendo reddits de tecnologia diversos (tenha em vista que em 2010 tech era muito mais divertido que hoje) e aprendi a escrever para comentar nos subreddits (um processo que demorou uns 5~ anos)

    Aprendi a ouvir vendo vídeos no youtube, no boom dos vlogs pós Casey Neistat. Ele, em específico, tem uma forma de falar muito boa que foi onde realmente aprendi a escutar. Outro vetor de aprendizagem para escutar foram jogadores russos/leste europeu que falam inglês em streams (tipo o s1mple, ucraniano, do CSGO). Por algum motivo a dicção deles em inglês é muito fácil de entender

    Sempre mantive contato com a língua ouvindo diversos vídeos em inglês, de diversos youtubers. Eu já achava que sabia falar, mas não tinha certeza. Comecei colocando a Siri em inglês e pedindo coisas simples tipo “set a 10 minute timer”. A prova final de que eu sabia falar foi no final do ano passado, quando o esposo estadunidense de uma prima veio pra cá e conversamos umas 2h sem parar.

    Ele tem uma identidade de interesses comigo (geopolítica em geral), então a conversa fluiu bem.

    No fim, eu sempre opino que o contato com a língua é o importante, principalmente via youtube.

    *Até hoje não consigo entender direito o que falam em filme, vai saber porquê

  5. Eu nunca uso esse verbo no passado porque nem o português eu aprendi 100% ainda. Eu estou aprendendo inglês desde os 5 anos de idade e tenho a mesma dificuldade que você. Como já destacaram aqui, o verbo APRENDER pode incluir 4 habilidades MUITO, mas MUITO diferentes mesmo: LER, OUVIR, ESCREVER, FALAR.

    Basta fazer a associação entre brasileiros e a própria língua portuguesa para lembrar que:
    * poucos brasileiros sabem ESCREVER com clareza (na internet, a gente se esquece disso porque acaba se comunicando apenas com outros que sabem escrever também);
    * a maioria dos brasileiros é analfabeta funcional e não consegue LER frases longas, parágrafos inteiros, menos ainda um texto com vários parágrafos;
    * grande parte dos brasileiros FALA português;
    * a maioria dos brasileiros ENTENDE o português FALADO (entre povos originários com território próprio e que conservam o idioma da própria etnia, é muito comum eles entenderem português, mas não conseguirem falar).

    No INGLÊS, minha primeira habilidade é a leitura, depois a escuta. Raramente pratico a escrita e não consigo falar nada, me dá crise de riso quando tento. No Meetup tem encontros gratuitos de conversação em inglês (online e presenciais). Já tentei participar, mas também travei na hora de falar.

    Atualmente, estou estudando ESPANHOL e tendo o mesmo problema. Odeio me sentir burra, não saber quais palavras usar. Sempre prefiro o idioma no qual me sinto inteligente por saber exatamente qual palavra usar em cada situação. Para os dois idiomas, vou precisar fazer intercâmbio fora do país, num lugar onde falar português não seja uma opção.

  6. De pequeno (anos 90), eu e meu irmão nos revezávamos em jogos do ps1: enquanto um jogava, o outro ficava com um dicionário português/inglês traduzindo palavras ou contextos que ainda não havíamos tido contato em outros jogos (gostávamos muito de rpgs e jogos como resident evil/dino crisis). Na adolescência veio a música, buscar por traduções e cantar junto ajudou bastante.

    Até tentei entrar em alguns cursos, mas não consegui me adaptar ao aprendizado em turma pois mesmo com o “nivelamento” ainda haviam muitas coisas que eu já sabia, e isso tornava as aulas super chatas pra mim.

    Depois de adulto, comecei a trabalhar em uma multinacional e precisei fazer uma entrevista em inglês, e aí tive esta mesma experiência de travar e não conseguir falar direito.

    Conversando com uns conhecidos, tive a indicação de uma professora de inglês particular aqui da cidade que tem um método bem diferente: ela não tem local fixo para dar aulas.
    Por muitos anos, ela lecionou em turmas in-company e sempre recebia esse feedback que na hora do “vamos ver” as pessoas travavam, então ela alterou o formato das aulas para locais públicos.

    Fiz cerca de um ano de aulas com ela e a cada mês ela alterava o local aonde fazíamos aula, quase sempre eram cafés ou locais assim, com bastante movimento de público e com os próprios atendentes “curiosos” com a interação. Isso nos permitiu focar nas minhas principais dificuldades e foi sensacional para o desenvolvimento da fala em público, nunca mais tive problema com outra língua.

    Neste momento estou estudando espanhol e propus para a nova professora fazermos a mesma coisa que eu fazia com esta do inglês, ela topou e está sendo uma experiência bem bacana.

  7. A questão é que podemos ter muitas horas de leitura, filmes, séries, música, Duolingo etc, mas para falar é preciso… falar. Durante os meus primeiros 18 anos de vida, aprendi inglês apenas na escola, mas sempre me dedicando muito aos estudos e assistindo a muitos filmes, isso antes de existir Google Tradutor ou Netflix.

    Na faculdade, entrei pela primeira vez em um curso de inglês e a professora do nivelamento ficou impressionada, porque a minha gramática era super avançada, mas eu não sabia nem soletrar meu nome em inglês 😄

    Depois que superei o medo e a vergonha de falar, deslanchei. Terminou que, mesmo fazendo aqueles cursos das antigas super longos, pulei tantos semestres (por já saber a gramática) que me formei junto com a faculdade, com certificado de proficiência e tudo.

    Então a minha dica é fazer aulas particulares ou em grupo, para conversar com outras pessoas, ou encontrar na internet grupos de pessoas que treinam inglês juntas, para praticar a conversação. No mais, assistir a filmes com legendas em inglês e sem legendas, para se desafiar mesmo. E procurar ler livros de ficção direto na língua inglesa quando forem de autores que escrevem nesse idioma.

    Comecei a aprender coreano e, dessa vez, estou praticando a fala “sem vergonha”, e já percebo o quanto estou evoluindo mais rápido por conta disso.

  8. basicamente com o combo videogame/série/filme/música

    leio e escrevo satisfatoriamente, problema ainda é a conversação, mas mais por timidez do que limitação de vocabulário.

  9. Meu primeiro contato foi com o curso de idiomas Globo quando tinha uns 10 anos. Depois, corri atrás pra entender o que os jogos falavam. O divisor de águas foi Última VII, num tempo em que não existiam versões localizadas dos jogos. Se quisesse avançar, principalmente em rpgs, precisaria alguma base. E séries e filmes. Consigo me comunicar de boas, mas minha pronúncia é pessima. Mas hoje não ligo de não falar a pronúncia de cursinho, que muitas vezes é aquele inglês mais posh que quando você fala em Londres tiram sarro de você.

  10. Comecei a ter noção de inglês nas aulas básicas da escola no ensino fundamental, juntamente com uma coleção de fascículos e fitas (alguém lembra que isso existia?🤭) que o meu pai tinha guardado num armário. A cultura dos anos 90, de games Snes, internet discada e bandas gringas contribuiu muito para essa primeira aprendizagem. Me lembro de já tentar conversar com gringos pelo ICQ quando tinha 16 anos. A partir disso, como sempre fui movido por muita curiosidade e gosto por tecnologia, fui passando a ler muito material na internet em inglês, e isso me ajudou a consolidar essa parte mais de leitura/escrita. Já a conversação eu só fui começar a tentar quando tinha uns 22 anos, pois foi nessa época que o Skype e as conexões de banda larga tinham se popularizado. Foi quando eu comecei a trocar emails e conversar com uma amiga neozelandesa, de forma bem rudimentar. Daí comecei a ver muitos filmes com legenda, e isso ajudou bastante na compreensão auditiva. Então me mantive num nível de leitura fluente com conversação básica por muito tempo, esporadicamente conversando com estrangeiros no trabalho. Desde 2020 comecei a trabalhar remotamente numa empresa alemã, e aí passei a me comunicar 100% em inglês no trabalho, o que finalmente me deu a fluência na conversação. Foi um aprendizado longo, talvez, mas fui melhorando à medida em que precisei de usar a língua, então foi também um jeito muito suave.
    Pra perder o medo de conversar, só praticando mesmo. Tente pagar aulas avulsas de conversação em plataformas online, deve te ajudar um bocado. Mas o mais importante é perder o medo de errar. Nenhuma pessoa que aprende inglês como língua estrangeira vai ter fluência e sotaque de um nativo, a não ser que viva por muitos anos no exterior. Nós brasileiros somos um pouco perfeccionistas com isso, e sem muita razão, porque que na maior parte dos países há uma grande tolerância a erros no inglês falado se você não é falante nativo.

    1. No meu depoimento esqueci da internet. Claro, nos primórdios muita informação boa só tinha em inglês. E também me aventurei no server dalnet no mirc.

  11. Vídeo games na década de 90 e séries e filmes com legendas até ter coragem de reassistir algo só que sem legenda.

    Já depois de adulto casei com uma nova iorquina, aí eu descobri que entender é completamente diferente de falar (e escrever), acabei entrando em uma escola de inglês e já estou indo pro avançado e agora eu tenho confiança em conversar e usar as estruturas, nessa etapa só me falta saber escrever academicamente em inglês.

    Se serve de inspiração: 34 anos tendo aulas com turmas de adolescentes e tem sido uma experiência ótima.

  12. O meu aprendizado de inglês se deu pegando uma base em cursos diversos e deslanchando com leituras, prestando atenção em letras de música, filmes, lendo textos etc. Eu não tenho muita disciplina pra aprendizados formais, dedicar horários regulares ao estudo etc., mas acabei tendo esse “método” zoado e vem dando certo. Foi assim assim também com o francês e um pouco com o alemão (esse último eu sou capaz de reconhecer palavras e frases em filmes ou séries, mas ainda não sou capaz de travar conversa). Agora estou no comecinho do aprendizado de mandarim, e já tenho reconhecendo palavras nos dramas que assisto. Poliglota aleatório…

  13. Escolas de inglês ao longo da vida, mas o que me ajudou de fato a melhor foi ouvir podcasts em inglês e séries sem legenda (melhor quando são séries que já conheço que estou revendo). Um ano atrás peguei um trabalho que precisei usar bastante o inglês e resolvi contratar uma professor de conversação uma vez por semana. Foi muito útil e estou com ela até hoje, ajuda a ficar sempre “em dia” com o inglês para situações inesperadas.

  14. o único jeito é praticando, não tem jeito

    escrever ajuda, mas o ritmo da fala e o ritmo da escrita são distintos. Quando eu viajo e converso com outras pessoas eu percebo (depois de falar, porque na hora a coisa simplesmente flui) a quantidade de errinhos básicos que eu vou cometendo (tempos verbais, principalmente, e eventuais falsos cognatos), mas em conversas informais dificilmente alguém vai se irritar com um ou outro errinho que você cometa.

  15. Eu só me senti seguro de dar as caras para conversar após algum tempo de aula (2h/semana). Especificamente pela prática, não tanto pelos aprendizados. Ler e escrever já estava tranquilo o suficiente para a maioria das coisas.

    Se tornou natural me comunicar com outras pessoas da mesma forma que me comunico com minha professora.

    Se eu parar tenho certeza vou enferrujar e ficar inseguro.

    Minha esposa já soube o suficiente, mas estava travada após anos. Fez aulas e tirou o ferrugem; hoje se sente tranquila.

    É igual bicicleta, mas anos sem andar e você terá medo de cair. Infelizmente é uma situação que só o exercício contínuo pra ter alguma confiança e pra língua não enrolar com a fonética distinta.

  16. Cultura Inglesa, entre 1984 e 1992.

    Depois disso, a prática veio sendo ao longo dos anos, bem pior do que deveria.

    E nunca voltei para uma reciclagem. Infelizmente.

  17. Acredito que seu conhecimento não eh relacionado com a dificuldade de falar em inglês. Isso é mais fruto de temor, ansiedade e pressão. Você sabe fazer conta de adição, mas coloca o Luciano Huck na sua frente do nada perguntando respostas de soma simples em troca de um carro zero. Provavelmente vai travar da mesma forma kkkkk

    Acredito que a melhor forma de praticar o conhecimento é através da exposição. Você precisa entender o inglês (ou qualquer outra língua) como parte de você, e não como uma caixinha separada e por vezes inacessível no seu cérebro que você precisa consultar quando necessário. Pra isso, entre em fóruns de algum hobby que você tenha e se force a escrever. Pode usar auxílio de ferramentas de tradução, mas tente escrever a estrutura da frase por si só pelo menos. Busque webinars em inglês de coisas do seu trabalho, e mesmo que não tenha espaço pra comentários, dúvidas e participações, tente formular perguntas e falar elas em voz alta. No banho, pratique conversas simples consigo mesmo, imaginando situações.

    Also, acho importante lembrar que fluência e proficiência são coisas diferentes. O brasileiro parece muito chato quando o assunto é outra língua, e pra ser permitido falar vc precisa dominar completamente a estrutura, gramática, vocabulário e sotaque. Isso é balela, o importante mesmo é ser compreendido. Uma vez que você corta as amarras do medo de falar, mesmo se você falar errado você vai estar aprendendo no processo.

    Dito isso, aprendi inglês com 17 anos no Kumon. Dos 18 em diante comecei a consumir mais conteúdo em inglês, aos 25 entrei em uma empresa gringa que realmente colocou meu inglês a prova.

  18. Uma curiosidade De acordo com a última pesquisa demográfica do Manual, conduzida em dezembro de 2024:

    * 73% dos respondentes consegue ler coisas em inglês sem dificuldade.
    * 24% entende inglês, mas não gosta ou acho difícil/cansativo ler nesse idioma.
    * Apenas 3% não consegue ler.

    A audiência deste blog, vale dizer, é absurdamente discrepante do Brasil como um todo. No país, o percentual de fluentes em inglês varia entre 1% e 5%.

    1. Com esse público você poderia começar a fazer um blog exclusivamente em inglês que é capaz da maioria nem perceber 😂

  19. Hehehe! Aprendi na escolinha de inglês, seguindo o protocolo de criação da classe média para crianças nascidas nos anos 1980.

    Não sei se é o seu caso, mas eu me sinto inseguro para *falar *, creio que pela falta de prática. Faz algumas semanas, fomos tomar café com um casal de amigos da minha companheira, ela é brasileira, ele, inglês, e estava um pouco receoso justamente por não praticar. Ajuda muito quando o interlocutor é compreensivo (e a maioria costuma ser) e você deixa de se cobrar tanto (mais difícil em situações inesperadas, como a sua no metrô). Se até nativos falam errado, quem somos nós para nos cobrarmos a perfeição? Acho que já fazemos muito em entender o idioma alheio sem esperar reciprocidade, rs

    1. Cara… Passo exatamente pela mesma coisa. Pior foi falar inglês errado com amigos holandeses, eles sendo bem compreensivos, mas eu me sentia mal por estar tropeçando no idioma bretão.

      Definitivamente, preciso praticar.

      PS: o q me consola é q minha esposa é professora de inglês e a fluência dela na fala está pior do que a minha! 😧