Vendo a discussão de Linux “bonito”, percebi que esse assunto sempre gera um monte de comentários e discussões, isso me lembro de algo que fica eternamente em minha cabeça.
Quando você é entusiastas de algo, é comum se perder em detalhes mínimos, que quando você se distancia um pouco….percebe que é irrelevante e até ridículo gastar tempo e paciência com o “problema”.
Por exemplo, algo que me incomoda, é não conseguir tirar alguns ícones da área de trabalho do Windows da empresa. Eu não uso desktop para organizar minhas coisas, então não me atrapalha, é apenas que eu prefiro vazio. É algo que até poderia ver de resolver com o suporte, mas a questão é mais pensar: colocando em perspectiva, deveria gastar “ciclos” de cérebro com isso?
Por outro lado, é um tanto simplista, ir para o outro extremo e desprezar a experiência como “frescura” e se ater apenas ao prático. Essas pequenas coisas vão se somando e – ache razoável ou não – vai desgastando e pode ser crucial para o trabalho/hobby/lazer/etc…
Há um monte de histórias de sucesso, de um entusiasta que enxergou um problema que outros não se importavam. Por outro lado, deve ter muito mais casos de empresas falindo porque estavam muito focados em apagar os ícones do Desktop.
23 comentários
O maior problema do hiper-hobbista é achar que todo mundo quer ouvir ele falar sobre aquilo, quer ouvir ele detonar um equipamento que você comprou (e que te atende muito bem) porque não é o melhor ou, o pior de tudo, achar que todo mundo tem o mesmo grau de interesse/preocupação que ele tem.
Em um ambiente controlado, como a internet, acho menos pior do que na vida real, afinal, por mais pulsão de morte que tenhamos, sempre temos a opção de passar reto por posts que não nos interessam ou por discussõs inócuas sobre tunning de kernel no Arch Linux; mesmo assim, é horrível quando você tem uma discussão sobre “instaladores no Windows 10” e uma pessoa diz “não sei como vocês ainda usam isso, porque no macOS/Linux/Unix/BeOS/Haiku é só fazer isso”. Acho que nesse ponto, o personagem se torna tóxico. Esse seria o meu ponto de “quando o personagem se tornou real demais”. E aí a pessoa já se perdeu.
“O maior problema do hiper-hobbista é achar que todo mundo quer ouvir ele falar sobre aquilo”
E era só isso que tinha na internet nos anos 90.
Saudades é pouco…. :|
Mas hey, no segundo paragrafo, não confunde hobbista com fanboy. Ninguém suporta fanboy (apesar que os da Nintendo estão sempre certos!… mas de volta ao assunto…).
O cara que defende uma coisa que eu tenho como “amada” mas não tem noção, infelizmente, me irrita tanto quanto o fanboy. A opinião dele tende a ser rasa, simplista, e normalmente ele não está no mesmo nível que eu no assunto. Isso complica demais o desenvolver normal de qualquer conversa.
Que pontuação interessante…
Sim!
Tentando buscar uma resposta pra essa pergunta, chego a conclusão de que é preciso entender o papel do citado personagem no local de trabalho.
Se é pra execução de um serviço burocrático, com prazo determinado e objetivos bem definidos, essa preocupação com o desktop é procrastinação. Não me entenda mal, procrastino esporadicamente; tenho meus critérios próprios para organização do nome dos arquivos, p.ex..
Aliás, entendo bem o incômodo da organização da tela inicial, também gosto dela vazia, mas separo esse entusiasmo para o que é de interesse pessoal ou interpartes, i.e., se não há um retorno positivo de quem demandou a tarefa, guarde esse entusiasmo para os projetos pessoais.
Lembro na época que fui marceneiro profissional. Muitas vezes me pegava fazendo detalhes minuciosos nos meus serviços, inventando coisas que não precisavam pelo preciosismo de simplesmente fazer e ficar bonito. Quando mostrava para o cliente, a grande maioria das vezes eles nem davam bola, não estavam nem aí para o que eu fiz de “especial”. É por isso que o mundo hoje é tomado pelas porcarias dos MDFs e isso me revolta(va).
Deixei de trabalhar com marcenaria de forma profissional, voltei para minha área de TI, e só faço coisas para mim. Ou melhor, tento fazer quando tenho tempo. Pretendo em outubro tirar uns 20 dias de férias e nesse tempo me perder no meio do pó de serragem. =]
Teu nome não é Edu? por que tenho um amigo chamado Edu que é bem assim. kkkkk.
Ele capricha demais e gasta muito tempo e insumo nas pinturas, mas não entende que basta entregar apenas o que o cliente pediu de forma competente.
Errr…. não, sou o Diego. AIUshAUshaihsa
Mas entendo perfeitamente ele. Um verniz bem aplicado tem seu charme. É lindo!
Acho que é normal ser perfeccionista naquilo que amamos. É nosso lazer, nosso hobby. Existe uma grande satisfação pessoal de fazer aquela uma coisa muito, muito bem feita.
Exatamente por isso que eu detesto informática nos dias de hoje. Os bugs, os atalhos, as coisas não testadas em Windows e Android, as prioridades invertidas do desenvolvimento desses sistemas, que vejo no dia a dia, geram uma grande raiva.
E inclusive isso que é o máximo em open source.
Quem faz faz porque ama, faz questão de ser bem feito, tem orgulho e mostra para todos. O resultado é que mais vezes que em qualquer outra coisa me surpreendo, vez e vez novamente, quando encontro pequenos detalhes em projetos open source que brilham.
Por sinal, seu blog é muito bom! Acesso desde que divulgou aqui no Órbita! =D
Opa, deixa o link aqui?
https://www.euodeioinformatica.com.br/
Bem normal isso aí fora da área de tecnologia. Já conheceu um antigomobilista? Pra eles o carro bom morreu lá na década de 90. (E olhe lá klkkk)
sério? o que mudou de lá pra cá segundo eles?
Rapaz, já vi gente reclamando de injeção eletronica, de cambio automatico e até que as pessoas não se importam mais com carros ‘clássicos’ como Opala ou Kombi (kkkkk). Meu, ninguém se importa mesmo! A maioria das pessoas só precisa de um carro bom e barato pra transportar-se de um lugar pra outro.
Edit: alias, cambio automático ainda é tabu no meio motociclistico. kkkk
Cara, se importar com Opala e Kombi…
E qual o problema da injeção eletrônica? Ah, deve ser algo semelhante ao caso init vs systemd. =P
Eles acham que carburador é melhor por que é mais facil de consertar e “tunar”. kkkkk. Rapaz, um carro recente, digamos até um Celta 2013, dificilmente vai ter problema de injeção.
O que mais ouço é que os carros hoje são todos de plástico e quebram muito fácil, antigamente eram mais resistentes. Não sei se é verdade.
A propósito, essa semana fui tirar fotos do carro do meu bisavô, um Corcel II 1989, todo original, com apenas 22.000 KM rodados. Um dos primeiros na cor azul metálica. O carro está novo novo novo. Com o mesmo tanque de álcool desde 1995, mais ou menos. O carro é muito bonito, está muito conservado e funcionando ainda. Fiquei besta! E realmente ele passa uma sensação de robustez muito maior que dos carros atuais. Infelizmente a família irá vender o carango.
Os carros modernos amassam mesmo por segurança. A carroceria absorve o impacto em caso de batida para ajudar a preservar o interior do veículo.
Culpado aqui! ✋
Ter isso em perspectiva e exercitar o distanciamento ajuda a detectar esses pontos de desperdício de tempo e energia. E, acho também, que o momento importa: às vezes existem outras demandas mais urgentes que exigem que você ignore detalhes supérfluos, às vezes você está com mais tempo e pode dedicar-se a atividades que não dão um retorno mensurável/sejam relevantes.
Para mim, algumas dessas atividades podem ter até um efeito terapêutico e me ajudarem a esvaziar a cabeça ou desopilar/desestressar. Organizar o diretório de downloads e revisitar a organização de arquivos, por exemplo, é algo quase dispensável hoje graças à pesquisa universal do sistema operacional, mas é um negócio que me dá prazer, quase um equivalente digital daquela coceira prazerosa.
Eu sempre “desativo” a área de trabalho dos sistemas que uso. No caso do Windows, botão direito na tela, Exibir, Mostrar ícones. Não sei se é isso que quer, mas removerá todos os ícones.
Quanto a essa história, não consegui entender qual seria o “personagem”. Gosto desses assuntos.
O problema é que não sou admin do sistema e, alguns programas instalados colocam atalhos na área de trabalho, não consigo remover uns que não uso. Precisaria pedir para remover.
O “personagem” no caso, seria a pessoa que é entusiasta de algum assunto qualquer (carro, moda, programação, fotografia, etc…) e perde a noção disso. Dá mais importância para coisas que, na prática, só importam para ela e mais ninguém.
Normalmente é inofensivo, mas pode ser um problema perder o tato: por exemplo, acontece de um CTO ser entusiasta de uma linguagem obscura, aí acaba não conseguindo gente. Ele achou que era o futuro e ótima decisão, mas “se perdeu” no entusiasmo pela linguagem e tomou uma decisão ruim.
Gente, chocado com essa possibilidade de desmarcar a exibição de ícones na área de trabalho.
É lindo. É magia. É maravilhoso.
Aqui na empresa a TI me obriga a ter 24 atalhos na área de trabalho que não tenho permissão para apagar.
Acho que eles entendem os atalhos da área de trabalho como uma forma de divulgar as ferramentas para os usuários. Tipo o fundo de tela corporativo (esse eu consigo mudar).
Também choquei! Uso Windows antes de muita gente aqui ter nascido e nunca me toquei dessa opção. Cansei de ver mas nunca dei importância. 😂😂😂😂😂😂😂