14 comentários

  1. Como me livrei do vício em celular: tive um filho. Hahaha

    Mudamos completamente a rotina em casa para aproveitarmos ao máximo o rebento, e automaticamente as redes sociais ficaram em segundo plano. A partir do momento em que chegamos em casa no fim do dia, o celular fica em cima do hall de casa e só pegamos para sair de casa.

    Esporadicamente uso uns minutos no horário do almoço para desopilar, mas confesso que cheguei ao ponto de abrir as redes sociais e em poucos minutos já ficar entediado.

    1. Mesma coisa aqui. Uso o celular durante o dia, mas quando estou com meu filho a gente evita, até porque ele fica querendo ver o que estamos fazendo e não quero que meu filho tenha acesso a celulares ainda criança

  2. Só um depoimento/dica aqui:

    Para mim, o bloqueio dos aplicativos, como o Instagram e o YouTube, não foi muito útil. Das duas, uma: ou eu desbloqueava de novo o acesso quando chegava ao limite de tempo, ou substituía aquele aplicativo por outro similar ou até pelo website, que eu usava compulsivamente do mesmo jeito. Além da trava ser fácil demais de destravar, eu também me sentia um pouco bobo adicionando um limite de tempo para que eu sabia muito bem como burlar. Fico me perguntando se esse feature faz mesmo sentido, afinal, ou se só usamos porque alguém colocou ele lá.

    O que realmente me ajudou foi fixar o widget de tempo de uso total na tela. Aí, assim que desbloqueio o celular, já me lembro do quanto usei o smartphone e de quanto usei cada aplicativo. Desse jeito o mecanismo não me “pune” por usar o smartphone quando sei que naquele dia o uso maior foi necessário, mas me mantém consciente de como estou usando. A coisa acaba indo mais pelo lado da consciência do que da punição, e me gera menos culpa e mais lembranças sobre o tempo.

    … a gente tomou um caminho muito errado com os smartphones, não foi?

    1. O que realmente me ajudou foi fixar o widget de tempo de uso total na tela. Aí, assim que desbloqueio o celular, já me lembro do quanto usei o smartphone e de quanto usei cada aplicativo.

      Excelente dica. Eu diria que meu tempo de tela ok, mas adotei aqui pra saber quanto tempo realmente ando olhando pra tela do celular.

      Desse jeito o mecanismo não me “pune” por usar o smartphone quando sei que naquele dia o uso maior foi necessário, mas me mantém consciente de como estou usando.

      Perfeito, a ideia é essa. Utilizarmos o smartphone como ferramenta que facilita o nosso dia a dia e não como um buraco negro que suga a nossa atenção.

  3. Eu gostaria de um celular pequeno, mas esse Jelly Star é caro. Alguém conhece outra opção mais barata?

    1. Vou abrir um tópico aqui no Órbita com esse questionamento. Os modelos mais interessantes que encontrei foram os linha Jelly da Unihertz, mas com o dólar tão alto fica realmente complicado investir num deles. Isso sem contar que não são vendidos oficialmente no Brasil, ou seja, ainda teríamos que arcar com os altíssimos impostos de importação. Até encontrei alguns modelos no Mercado Livre na faixa dos R$300,00, mas não tenho coragem em adquirir um smartphone sem procedência, colocando em risco a minha segurança.

      Cheguei até esse relato pesquisando justamente por smartphones pequenos. Não abro mão de utilizar root no meu celular (o acesso root me permite utilizar bloqueador de conteúdo mais eficaz e ter acesso a ferramentas de backup mais robustas) e estou ficando cansando do jogo de gato e rato que é tentar utilizar determinados aplicativos, em especial os de finanças, que bloqueiam o acesso em aparelhos rooteados. A ideia é ter um celular pequeno especificamente pra esses casos, possibilitando andar com os 2 sem que o volume no bolso seja algo incômodo.

      1. Até poucos anos, eu também não abria mão do root, particularmente nunca tive problema com bancos, mas chegou uma hora que fiquei de saco cheio, heheheh.

        Amo o AdAway, e é o que mais sinto falta, mas troquei pelo nextdns e tem suprido bem, e também usava uns sistemas de backups mais eficazes, mas acabei abrindo mão.

        1. usava uns sistemas de backups mais eficazes

          Só por curiosidade, quais sistemas seriam esses?

  4. O texto fala sobre como hoje também dependemos dos aplicativos para quase tudo. Documentos digitais, banco, notícias, informações do caminho que fazemos.

    Pensando aqui se para acabar com o vício do celular o ideal também não seria o poder público gerar formas de não precisar do celular para tudo também. Vide: hoje é difícil as pessoas pegarem um mapa de papel ou acharem mapas por aí, ou placas com itinerários de ônibus.

    Esse é um exemplo de forma de evitar de o celular ir para a mão: quando a informação está à frente da pessoa e de forma fácil, prática. Não precisa tirar o celular do bolso para saber se o ônibus está chegando ou onde é o caminho para a prefeitura.

    No caso de documentação digital, talvez o governo também pensar em formas de não precisar de usar o celular também seria uma boa ideia.

    O importante é que o celular seja realmente um acessório e não um meio de vida. De fato, entendo que parte do vício é porque queremos muitas vezes nos alienar ou conectar com outras pessoas que não sejam aquelas do lugar que estamos. Mas viver em comunidade é isso querendo ou não: é estar no meio dos outros, mesmo que não nos agrade.

    Isso me faz pensar outra coisa também: já repararam que muitas vezes redes sociais acabam servindo para repercutir picuinha e preconceitos contra outros? E as pessoas dão muita atenção para isso ao invés de ignorarem? Acho que na hora que as pessoas se ligarem mais sobre este tipo de atitude e o quão tóxica tal atitude é, elas deixem as redes sociais de lado.

    E trocar o celular pelo PC (como dito na matéria) é trocar um problema por outro – mas de qualquer forma o mais importante é ter menos tempo de tela na internet, e não só diminiur o vício no celular. Como acho que pus em outro comentário em post do mesmo assunto, a solução é mais individual. No meu caso, talvez me tocar dos meus próprios problemas com as redes ajudou a diminuir os acessos. Dicas que peguei aqui (como usar launcher simples por exemplo) e em outros lugares se somaram. Não existe bala de prata, mas sim uma busca pelo próprio caminho das pedras para uma vida social melhor, sem tanto celular, redes sociais e problemas digitais.

    1. O importante é que o celular seja realmente um acessório e não um meio de vida.

      Penso que o ideal é utilizar o smartphone mais como ferramenta mesmo. Não vejo problema nenhum consultar a situação do trânsito num mapa, chamar um carro por aplicativo, fazer um pagamento, armazenar um documento de identificação e por ai vai no aparelho. Parte do problema com a utilização do celular é que ele passou a ser utilizado pra prender a nossa atenção com coisas que não deveriam ser encaradas como urgente. Quem não configura os aplicativos pra ser notificado apenas com coisas que realmente são relevantes é bombardeado a todo momento por bobagens que não têm a menor importância. As redes sociais e os aplicativos de mensagens instantâneas são especialistas em tentar capturar a nossa atenção e nos manter “presos” lá dentro gerando audiência e um oceano de dinheiro pras empresas por trás delas.

      1. Exatamente.

        Hoje o meu celular só tem Whats, Fennec, os aplicativos “do dia a dia” (documentos e bancos) e só. Redes sociais, via Fennec; atualmente só Facebook devido ao marketplace, e Blusky só que sem login – vejo o feed oferecido pelo sistema. E parando para pensar, admito que tou meio viciado em ver o feed do blusky, e preciso parar de ve-lo. Do jeito que o Feed aparece, tem até algumas coisas interessantes – costumo ver as notícias políticas por lá. Mas dá aflição.

        Isso também reflete no consumo da bateria. Nos dias que não uso o navegador, a bateria gasta só 20 a 30% em 12h. Se uso navegador, chega aos 50% fácil.

  5. Como está o uso por aí?

    Aqui infelizmente está alto, 3,5h nos últimos 30 dias, queria deixar no máximo 2h

    1. Vou ficar te devendo essa porque estou de férias do trabalho e o número ficou zoado (aparentemente a função de Bem-estar Digital do Android exibe o tempo de tela das últimas 3 semanas apenas 🤷🏻‍♂️). Alguns dias chegou perto de 4 horas de tela e outros passou pouca coisa de 1 hora. Creio que numa rotina normal deve ficar próximo de 2 horas e meia, porque prefiro utilizar o computador ao invés do celular.