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Como está a busca de emprego de vocês?

Já fazem 7 meses que estou buscando um emprego na minha área (Programação) e até agora nada, estou me mantendo trabalhando como designer, não é o que eu gosto de fazer mas paga as contas.

Enfim alguém tem alguma experiência similar e o que fez para sair dessa situação?

13 comentários

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  1. Uma alternativa: estude para concursos na área. Hoje praticamente todos os órgãos de todos os poderes estão abrindo vagas para a área de tecnologia. Além de diversas estatais independentes (inclusive bancos estatais). Alguns são presenciais, outros remotos; alguns exigem formação específica, outros não. Veja o que se encaixa no seu cenário. Sou programador e ano passado apostei nisso e esse mês estou assumindo uma vaga em uma empresa pública. Pode acabar não sendo tão rápido, mas você pode ter uma boa surpresa em 2 ou 3 anos.

    Dá uma olhada no site da Folha Dirigida e veja os concursos abertos. Leia os editais com vagas pra tecnologia. A galera dessa área não é muito concurseira, às vezes só de você se dedicar um pouco já passa na frente. De cabeça, sei que tem vagas abertas para no CNU (bloco 2 – inscrições acabam na sexta-feira, dia 09/02!), STN, Bacen, CVM e por aí vai. Aliás, o CNU deve chamar muita gente, mesmo que você não consiga estudar muito, tente mesmo assim!

  2. O pessoal já deixou ótimos comentários, então vou colocar uma dica que me ajudou um pouquinho: faça buscas no campo de buscas do linkedin, usando algo como “vagas + localidade + especificação profissional ou linguagem de programação” e filtre por publicações.
    A aba “Vagas” do LinkedIn é um serviço pago, vagas que estão lá estão sendo promovidas. Muitas empresas preferem ir só pelo feed mesmo, confiando no algoritmo e nos seguidores, então pode pintar algo buscando assim.

  3. Emanuel, já que você compartilhou o seu LinkedIn, vou dar algumas dicas:

    – Cria uma capa para o teu perfil com todas as linguagens de programação que você domina
    – Completa o teu título, coloca algo tipo “Desenvolvedor backend Java e SpringBoot | Inglês Avançado | Certificação X”
    – Ativa o “opent to work” do LinkedIn
    – Atualiza a versão em inglês (está como “Web Developer”)
    – Descreve um pouco melhor as tuas experiências, com projetos realizados, resultados alcançados etc. Se puder, anexa links ou imagens, tipo print de sistemas criados, apresentações etc
    – Acrescenta o link do teu Github, coloca links para projetos do teu portifólio no campo “destaques”
    – Pede recomendações de quem já trabalhou contigo (começa fazendo recomendações para essas pessoas, comentando em que eles eram muito bons, o que aprendeu com eles etc)

    Ah! E sim, procurar um emprego é um emprego. Organiza teu dia para ter um horário de buscar vagas, outro para desenvolver networking (publicações, comentários e outros no próprio LinkedIn) e outro para se aprimorar (buscando as certificações que a galera falou e que, sim, pesam mais do que a própria faculdade).

    Eu tenho um podcast que no momento está parado, mas que tem vários episódios sobre Linkedin, networking etc: https://www.vidadetrainee.com/s/vtcast

  4. Em algumas semanas vou completar 1,5 ano desempregado. Tenho me virado com frilas, mas ainda busco algo fixo pela estabilidade, renda e benefícios. Sou de outra área (Comunicação), mas o que vejo é muita precarização (CLT é quase lenda urbana, parece até o caviar do Zeca Pagodinho), exigências mil com contrapartida quase zero em termos de salário e benefícios. Isso quando o salário é exposto, porque 99% pedem a tal da “pretensão salarial” ou “salário a combinar” (engraçado como todos os outros requisitos e funções da vaga são inegociáveis, só o salário que você combina depois. rs). Fora questões do próprio processo: me pergunto por que preciso preencher formulários intermináveis com as mesmas informações que já constam no currículo. Outra coisa que notei é que muitas empresas não aproveitam a tecnologia e não facilitam a vida dos candidatos: você visita a área de trabalhe conosco dos sites e nada, olha a seção de vagas do Linkedin e nada, e de repente tá lá uma vaga da empresa perdida nas publicações do Linkedin ou em alguma lista que agrega vagas. O tempo de busca acaba muito maior do que precisaria. Por último, a falta de consideração em não responder: você perde tempo se inscrevendo, preenchendo formulário, escrevendo carta de intenções e nem para receber duas linhas agradecendo e explicando o motivo de não ser chamado. Numa das raras vezes em que recebi um retorno sem aqueles disclaimers de que a empresa optou por não receber respostas, perguntei o que tinha faltado, onde poderia melhorar etc. e o selecionador respondeu cordialmente, no que me ajudou para próximas entrevistas. Seria ótimo se um pouquinho dos tais valores que as empresas tanto pregam nas propagandas e materiais institucionais se traduzisse em respeito e empatia com quem teve interesse em contribuir com elas (desculpem o textão/desabafo, e boa sorte pro Emanuel e quem mais estiver nessa busca pelo emprego).

    1. compartilho das suas frustrações, parece que todos os mercados estão saturados e buscar um emprego é praticamente um emprego, das horas de pesquisa até o preenchimento infinito de formulários e mais formulários.

  5. O melhor meio ainda é a indicação. Um meio caminho é o Linkedin e a morte do processo de contratação é a Gupy. Fuja como o diabo da cruz.

    De qualquer maneira coloca teu linkedin ai. Quem sabe alguém tá precisando aqui…

    1. contratação da gupy é uma ratoeira, testes e mais testes personalidade entrevistas que nunca acontecem pra depois de 4 meses receber um e-mail que o processo foi fechado, não sei se é uma boa idéia compartilhar o linkedin mas ta ai: https://www.linkedin.com/in/emanuel-jsa/

  6. Eu trabalho em uma empresa grande que usa muita tecnologia e notei que andam enxugando o quadro de funcionários, tem menos contratações e mais exigências.

    Está tendo um grande movimento para migrar soluções para a plataforma Microsoft Azure então a empresa está nos pedindo certificações na nuvem Azure.

    Só saber programação não é mais o suficiente, recomendo tirar certificações como AZ-900 que é básica (tem muito conteúdo gratuito no Youtube e Google) que eu já tirei, não expira ou alguma outra equivalente em AWS, Google Cloud, SAP, etc. Estudar DevOps, metodologias ágeis e fazer contatos, indicações de colegas em empresas ainda dá muito certo para conseguir emprego.

  7. Infelizmente os tech layoffs fizeram subir a barra. A “competição” ficou mais acirrada, pois vagas outrora normais agora são disputadas com ex-funcionários GAFAM, além de terem ficado mais nichadas e com maior número de requerimientos.

    Aqui o reflexo foi na precarização, com contratos PJ, zero benefícios e uma diminuição de 40% no salário líquido. O que salvou foi fluência no inglês/espanhol e o famoso “quem indica”. Use e abuse de suas conexões, especialmente ex-gestores ponta firme que possam conhecer gente na cadeia decisória das empresas em que estiver aplicando.

    1. …isso falando de empresas médias e grandes. Já em pequenas empresas é o mesmo salário (sem correções) para exercer mais atividades, DEV, SysAdmin (ainda usam esse nome?) e Scrum Master (gestão).

      No caso o OP deixou bem especifico “programação”, acho que esse é o problema. Hoje ser só programador, já não serve para o mercado, dado que virou uma atividade bem mecanizada, principalmente por conta do advento das plataformas (PaaS). Onde não se necessita realmente saber em detalhes o que está escrevendo, pois otimizações e ajustes de performance geralmente é delegado à plataforma.

      Minha sugestão ao OP é tirar alguma certificação ou algo que te de alguma vantagem em relação ao seus concorrentes. No meu ponto de vista, especializar em alguma ferramenta do momento, AWS, SAP (essa aqui sempre foi do momento :p), Oracle Cloud, React, Deno… algo assim.

      1. Acho que é bem isso ai, já sou formado em ADS mas isso já não basta. Em maio vou iniciar uma pós em agricultura digital que me interessa muito e vivo em uma região reconhecida pela agronomia.

        E em questão de certificados eu não tinha nem parado para pensar quanto valor eles adicionam, vou ir atrás agora mesmo, muito obrigado!

  8. Não estou nessa situação, mas tenho visto mais posts do assunto no Posts.cv (conhece?). Somado à segunda onda de demissões em empresas de tecnologia, fica a sensação de que o setor está passando por um reajuste e/ou enxugamento mesmo. Talvez para baixar salários e benefícios…?

    1. Nunca tive contato com esse post.cv, achei bem interessante. Acredito que a questão dos salários seja isso mesmo :/