Tanta gente falando em abandonar a exploração de petróleo no Brasil, do nosso potencial (real) pra liderar uma “economia verde” no mundo, mas será que dá pra parar tudo e começar já a viver uma utopia como essa?
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Uma das coisas que eu faço sempre é ver se a pessoa que escreve tem conhecimento sobre o assunto ou interesse no lado que defende.
“Augusto Cesar Barreto Rocha atua voluntariamente como Diretor Adjunto da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas.
Formação detalhada: Possui Doutorado em Engenharia de Transportes pela UFRJ (2009), mestrado em Engenharia de Produção pela UFSC (2002), especialização em Gestão da Inovação pela Universidade de Santiago de Compostela-Espanha (2000) e graduação em Processamento de Dados pela UFAM (1998). Possui ainda certificado em Estratégia e Inovação (2012) e Gestão & Liderança (2013) pelo Massachussetts Institute of Technology-Estados Unidos. Leciona na Graduação de Engenharia Civil, Mestrado em Design & PROFNIT (Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação), Doutorado em Biotecnologia. Temas principais: Gestão, Competitividade Logística, Transportes, Inovação Tecnológica e Indústria 4.0.”
Por definição, “Bioeconomia é a ciência que estuda os sistemas biológicos e recursos naturais aliados a utilização de novas tecnologias com propósitos de criar produtos e serviços mais sustentáveis”. Eu não vejo como produzir óleo cru (já que o Brasil há tempos abandonou o investimento em refinarias) numa área em que um vazamento, por menor que seja, será catastrófico para uma região já severamente pressionada por exploração ilegal e desenfreada, se encaixa nisso.
O Brasil tem uma longa tradição de “avançar para o futuro” usando o pior do retrocesso. Basta ver como se deu a expansão da Base de Alcântara ou a fiscalização na implantação dos dois parques eólicos em Caetés.
Por fim, ele diz que a transição para a bioeconomia levaria décadas – então bora atrasar isso um pouco mais, é essa a sugestão?