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Como comunidades redpill e anti-woke capturam jovens para redes de ódio jornal.usp.br

“O que essas comunidades oferecem, afinal? Mais do que ideias, oferecem uma espécie de pedagogia afetiva. Criam espaços onde adolescentes encontram respostas simples para dilemas complexos. Um lugar onde suas frustrações são interpretadas como provas de que estão sendo enganados pelo sistema. Onde há uma narrativa clara sobre o que é ser “forte”, “livre” e “homem de verdade”. É a pedagogia do ressentimento, fantasiada de libertação.”

15 comentários

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  1. Lendo o título da matéria, fiquei receoso de ler algo estúpido escrito de forma grosseira sem comprovação. Depois de ler, confirmei minhas dúvidas, e fiz algumas buscas no Google, Bing, Chat-GPT e Copilot, sendo que nenhum deles retornou qualquer informação de ambos os casos que relacione os fatos com redpill ou anti-woke.

    O pseudo-intelectual começou de forma impactante menciona sobre dois episódios trágicos que estão sob investigação da polícia. Após, declama que o denominador comum para ambos é a falta de regulação das redes sociais e como elas atraem indivíduos para os discurso de ódio. Em seguida, começa o show de horrores onde ele bosteja pelos dedos em meio aos seus delírios sobre como redpill e anti-woke são as causas.

    Seria cômico se não fosse trágico, o elemento emprega o próprio ódio para atacar as redes sociais que ele entende ser de “ódio”.

    1. O autor pesquisa desde 2019 e vc pesquisou no Bing para refutar. 🤔 Tem certeza?

      1. Juarez, na boa, prove o contrário! Em qual lugar da internet tem a afirmação oficial da polícia dizendo que as tragédias têm relação com os redpill e anti-woke.

        1. Esta é a tese do autor do artigo, não da polícia!
          Ele cita que as comunidades redpill e anti-woke são um denominador comum encontrado pela polícia, em momento algum diz que a polícia concluiu que tais comunidades são a causa da violência. Esta conclusão é dele, baseada na pesquisa dele.

    2. Ô Paulo… acho meio difícil você encontrar refutações a estudos recém-publicados em buscadores e, mais ainda, chatbots de IAs. Eu não vou sequer entrar no mérito, mas fica difícil você desacreditar com tamanha veemência um estudo que parece sério, conduzido durante anos por um pesquisador sério, com uma pesquisa no Google e no ChatGPT (e sem apresentar qualquer resultado oriundo dessas pesquisas)… Você pelo menos leu o paper original?

      1. Eu apenas refutei a parte que o autor faz sem base, porque em nenhum lugar tem qualquer afirmação da polícia embasando a tese do cara.

      2. Ghedin, só refutei o paralelo traçado pelo cara porque não tem qualquer pronunciamento público e oficial da polícia afirmando que os casos têm relação com as comunidades de rede sociais.
        Não desmerecendo o estudo, só estava criticando os desvaneios descompromissados do autor que faz uma linha de pensamento não muito diferente do que ele diz combater.

        No mesmo passo, acho que tão ruim e tóxico como os redpill de anti-woke são as “feministas” que pregam que homem tem que ser gado gastrônomico e uber.

  2. As vezes penso nas minhas experiências online e o quanto que fiz de tudo para fugir de comunidades altamente tóxicas. Aí vou refletindo sobre minha infância e lembrando que no meio masculino as relações em si são tóxicas – competitividade, provocações, piadas que ofendem a sexualidade e as relações sociais… Isso falando como um homem de 40-50 anos que sou, viveu os anos 80 e 90. Não que todos os homens no meu arredor eram tóxicos – parte de alguns dos meus tios tinham seus “erros machos” – possesividade, necessidade de controlar ou diminuir alguém (isso falando de nível familiar). Mas ao menos eles me ensinaram a respeitar as mulheres e não abusar sexualmente de alguém.

    Tive de certa forma mais influência de minhas tias. Mais religiosas, pediam respeito e consideração sempre. O que é o certo a se fazer: não importa quem, sempre respeitar.

    A sensação é que comunidades tóxicas são frutos de falhas passadas na hora de evitar que uma geração fosse gerada de forma tóxica. A sensação é que mesmo com todo esforço de gerar uma educação que tenta ser conciliadora, fazer as pessoas respeitarem as pessoas, não é uma tarefa fácil acabar com as relações tóxicas.

    Tipo, o ideal mesmo é uma ação pessoal: pessoa tóxica que não se corrige a gente isola. O ponto é que pessoas podem virar tóxicas conforme suas relações e experiências. O antes isolado procura outro igual a ele e ganha força social.

    Nisso, é meio que “ser sentinela”: Não é combater a pessoa, mas a ideia. Gerar uma educação que crie o conceito de conciliação, de respeito. Só que parte das ideias muitas vezes já estavam na sociedade sendo repassada. Isso em piadas, músicas, comportamentos ainda aceitos, em mídias. E mesmo pessoas “progressistas” acabam reproduzindo preconeitos internos.

    Porque tipo, outro problema também é o estereótipo. Estereótipo esse que gera preconceitos também.

    Enfim, divaguei demais. Só quero ver se é possível um debate útil sobre esse assunto. Não é fácil – não é só lutar contra big techs e comunidades, mas sim contra uma cultura que já vem de anos de preconceitos.

    1. Amigo de relevância incerta(?),
      Discordo de alguns pontos do seu texto.

      Primeiro, sobre as provocações e/ou as piadas que ferem o politicamente correto. Entendo que tem ambientes que podem ser utilizadas. No meu caso, meus amigos e eu fazemos esses tipos de comentários de forma descontraída e zoação. Friso que todos nós sabemos que é apenas uma brincadeira e não tem intenção de ofender o outro. Da mesma forma, eu não utilizaria os mesmos termos com uma pessoa que eu não conheço.
      Outro local que entendo ser de descontração é em shows de comédia e stand-up. Algumas pessoas podem discordar, como a pessoa que divulgou o vídeo da piada do Leo Lins sobre Teleton.

      1. O problema é que ofende, a zoação só é divertida para quem faz a piada e não para o alvo dela.

        1. Sim, e para pessoas que não conseguem rir de si mesmos. Sei lá, não consigo ter esse pesamento de vida dura e pesada que qualquer coisa é um ataque. Será que precisamos levar tudo na defensiva?

          1. Não precisaríamos se houvesse respeito. Mas a discussão é mais longa que isso.

      2. Não duvido que seja apenas uma brincadeira e que não tenha intenção de agredir outra pessoa, mas você disse que não faria as mesmas brincadeiras com desconhecidos. Acho que posso concluir que você entende que um desconhecido se ofenderia com tal brincadeira. Se o desconhecido se sente agredido com essa brincadeira, logo essa brincadeira é uma agressão. Por que, então, fazer essa brincadeira mesmo que entre conhecidos?
        Um paralelo fácil de fazer seria dizer que caio na porrada com meus amigos, nunca com desconhecidos, porque é assim que nos divertimos. Por isso que me soa estranho sua colocação.

        1. Entendo sua posição. No meu caso, eu acho que a brincadeira vai até onde o respeito e o limite permitem. O objetivo da zoação é descontração/entretenimento, não é a provocação ou ataque para ferir um amigo. O que determina se a piada é boa, ruim ou sem graça? As piadas que meus amigos e eu rimos, talvez sejam sem graça para você, e tudo bem. Cada um pode ter sua opinião.

          1. Acho que você chegou aí em um ponto que você não está entendendo o porquê do “políticamente correto”.

            “O que determina se a piada é boa, ruim ou sem graça?” – a piada também pode ser trocada por justamente “opinião” ou “discurso” -e para você provavelmente este meu comentário até pode ser ruim para você, mas beleza, se leu e entendeu, o resto é processado no seu cérebro, a não ser que jogue este comentário em uma IA e peça um resumo, e não será de minha responsabilidade isso.

            Uma piada ou ação de comédia recaí em algo subjetivo dependendo do contexto, mas como estamos falando de espaços públicos e não privados (como sua roda de amigos), vamos nos focar no contexto do sentido de incômodo público.

            Piadas incomodam, agridem dependendo de como é feita. Porque elas tem função de provocar o cérebro devido a um contexto e reação deste contexto. Algumas piadas ratificam preconceitos e ideias culturais enrustidas em grupos – como o pacote de piadas sobre sexualidade, gênero e raça / grupos étnicos, sobre trejeitos e problemas de saúde. E este é um dos piores problemas.

            Não a toa sempre os melhores humoristas não são aqueles que fazem piada sobre algum estereótipo ou trejeito. Mas sim a piada sobre quem justamente abusa de pessoas, contra o algoz, o cara que prejudica os outros. O humor pode ser uma arma, e o ponto é saber onde está apontando.

            Só lembrar que Chico Anysio e Jô Soares tinham como melhroes personagens àqueles que zombavam de políticos corruptos ou metidos à ricos . E os personagens que faziam caricatura de gênero e raça eram mais para tentar adequar e fazer entender os trejeitos destes, se bem que cá entre nós tinha uma carga de preconeito, ainda mais em uma época de abertura social (anos 80).

            Monty Python zombava de tudo e todos, mas era especializado em zombar de quem zombava dos outros – burocratas (Silly Walk e Argument Clinic), religiosos fervorosos (Vida de Brian), etc…

            Boas piadas, você faz o alvo rir contigo e entender o contexto, não ficar puto contigo e se sentir ofendido. É um talento difícil, depende de como a pessoa consegue processar o contexto cultural e ser sagaz. Eu mesmo não sou assim então nem penso em fazer piadas assim (não nego que tentei no passado).

            Divagações à parte, é nisso que tem que se pensar: se você quer rir de alguém porque você achou algo engraçado nela, ok. Só pense se isso na verdade não está sendo um reflexo de seus próprios preconceitos. Eu não nego que tenho os meus e estou todo o dia buscando pensar se vale mante-los. Revise piadas antigas do Chico Anysio, ou leia um pouco mais sobre as críticas aos humoristas atuais. Se já assitiu “o Riso é dos Outros”, ótimo, senão busque saber dele (bom documentário e escuta os dois lados, tanto dos humoristas quanto de quem muitas vezes até meteu processo nos humoristas).