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[en] Como carros autônomos vão destruir as cidades youtube.com

Interessante vídeo sobre o efeito destrutivo que os carros autônomos terão nas cidades. Resumindo, uma vez que as cidades têm tido cada vez menos poder de regular iniciativas disruptivas de corporações financiadas por capital de risco, o autor prevê que em pouco tempo os carros autônomos podem entupir as já sobrecarregadas ruas de muitas cidades, além de exigirem muito espaço para estacionamento e capacidade de carga. Ele mostra como esse desenvolvimento têm a mesma promessa mentirosa de Uber e deliveries de melhorar o trânsito, mas que vai acabar por piorá-lo em muito, além de transformar muitas cidades em locais desagradáveis para as pessoas transitarem a pé.

12 comentários

12 comentários

  1. Os carros não autônomos já tiveram um impacto destrutivo imenso nas cidades. Não à toa qualquer planejamento urbano minimamente sério hoje em dia pensa, no mínimo, como mitigar o impacto dos carros e estimular caminhadas, transporte coletivo ou de menor impacto como bicicleta. Toda a propaganda em cima de carros elétricos e autônomos me parece mais uma disputa cultural para “revitalizar” a importância dos carros que já estavam sendo tratados como vilões.

  2. Carro eletrico e carro autonomo são o futuro da mobilidade de carros (dã). A melhor opção para mobilidade urbana é usar elementos coletivos como metrô, trem e onibus…

    Infelizmente vai ser mais fácil você sair da cidade grande do que esperar alguma mudança para melhor.

    1. A melhor opção para mobilidade urbana é usar elementos coletivos como metrô, trem e onibus…

      não, não é

      Uber (e correlatos) podem ter muitos defeitos, mas é super prático
      não tem mais volta

      1. Prático pra transporte individual por que te leva a qualquer momento ao ponto que quiser…. Mas transporte coletivo é sim a melhor opção de transporte urbano… Talvez você não usou um que seja eficiente, afinal isso é raro no Brasil.

        1. usei uns 30 anos um trem da CPTM na zona oeste da Grande São Paulo

          eles tiveram uma fase muito boa após a modernização que foi feita, se não me engano na época do governador Franco Montoro

          mais recentemente, o José Serra trocou os trens antigos por uns trens menores, reformados a preço de novo

          aumentou a lotação, super lotação nos horários de pico, mas continuou funcionando bem

          agora passaram essa linha para a Via Mobilidade, e a qualidade parece que decaiu um pouco, ocorrem mais problemas, porque é lógico, pra que investir em manutenção se você não tem concorrência ?

          então, sim, eu tenho “lugar de fala”

          1. Duas pessoas com lugar de fala então, se me permite.

            Em relação a cidades/regiões menores ou cidades que priorizam os automóveis, São Paulo é bem mais prática justamente porque dá para deixar o carro em casa ou estacionamento e rodar a cidade por um valor menor. Claro que nem todas as cidades da Região Metropolitana tem uma frota eficiente de ônibus, mas dá para ir entre cidades diferentes com um custo melhor que um Uber, além de maior previsibilidade.

            Vou tirar um pouco a questão da privatização de lado e focar no transporte de massa e como na verdade São Paulo “perdeu o bonde” (em todos os sentidos) da mobilidade.

            Quando falamos em região metropolitana, ao menos São Paulo tem uma rede mínimamente razoável de trens e ônibus. Infelizmente sofrem com lotação e falta de eficiência porque parte dela está na mão do empresariado (os ônibus são concessionados tais como os táxis, e os trens hoje estão parte na mão do estado e parte na privada).

            O Uber/Apps soam práticos, mas tem dois problemas sérios: preços oscilantes e falta de previsibilidade (precisa que uma região esteja bem atendida por motoristas dispostos a operar).

            Há uma grande diferença entre pagar 5 reais entre Barueri à São Paulo (que são 25 km entre tais) em uma viagem de trem, pagar um ônibus entre ambas as cidades (que na verdade não existe mais um ônibus direto, precisando baldear, dando uns 20 reais aproximadamente se for de seletivo/rodoviário) e pagar um Uber ou outro aplicativo (que creio que daria uns 40 reais ou mais entre ambas as cidades). De fato, poderiamos discutir aqui a falta de planejamento de quem define o transporte público, mas é outra história.

            Eventualmente viajo de automóvel entre as cidades citadas. Agora botando de volta a questão da privatização, o mesmo grupo empresarial que opera os trens opera as rodovias. E noto que a cada ano que passa, aumenta também o trânsito. Mesmo criando mais faixas, mais acessos e com um pedágio com preço razoável, mas que no final mais irrita e gera custos inúteis. A mesma rodovia onde passaria o Uber, diga-se.

            Entendo quem usa o Uber. Se não tem carro em casa ou só usa em poucas situações, fico feliz de saber disso. Se na ponta do seu lapis os custos são justos, que bom.

            O ponto maior é que o ideal era ter uma frota de mobilidade (ônibus, trem, etc…) bem mais eficiente, se possível “na porta”, o que muitas vezes é um luxo. E se for barato, que bom. Pena que 2024 galera votou muito errado…

  3. vixe, carro autônomo está muito longe de ser usado em larga escala
    e talvez isso nem aconteça
    ou talvez aconteça “daqui a 20 anos”, como a energia barata por fusão nuclear

  4. Eu não vi o vídeo, mas pelo o que você descreveu parece apenas medo do futuro. Tudo se adapta. Meu medo maior está na automação em si do que o fato de não ter mais motoristas ou congestionar as ruas, já é assim mesmo, o Estado não resolveu antes provavelmente não vai resolver depois, porque simplesmente não tem interesse.

    1. O vídeo é bem embasado em estudos de urbanismo e são feitas diversas comparações com o próprio advento do automóvel e como a infraestrutura para suportar o tráfego desfigurou muitas cidades mundo afora, principalmente nos EUA, e como soluções individuais só pioram problemas coletivos como o transporte urbano. “Tudo se adapta”, sim, mas o preço que se paga por essa adaptação às vezes é alto demais.

    2. Também não vi o vídeo (talvez hoje a noite o verei), mas deixe-me falar como alguém que é defensor da mobilidade urbana: o problema está em nós mesmo e nosso egoísmo.

      Porque tipo, já existe ônibus, já existe trens. Em cidades que precisam e não tem ainda “basta implantar”. Só que ser humano é egoísta, e noto muitas vezes em um discurso pró mobilidade de alguns que “mais transporte público é bom para mim pois a estrada só fica para mim”.

      Na verdade, temos a questão da ocupação urbana (pessoal pensa que prédios gigantes resolvem problemas habitacionais, mas estão criando outros tipos de problema), urbanismo (a cidade tem que ser planejada e não deixada em caos), mobilidade (tem que se pensar no quanto de pessoas precisam ir de A a B).

      Carros autônomos eficientes já existem – são os Trens. E mesmo assim não são 100% autônomos pois precisam de monitoria humana para analisar problemas diferentes como uma porta com problema ou um usuário bebado e falando piadas estúpidas incomodando os outros. E mesmo carros autônomos individuais precisarão de um Centro de Controle Operacional para montiorar defeitos e problemas causados.

      Se fala em “medo do futuro”, mas tipo, seja a ficção ou sejam filosofos e estudiosos, quem “prevê um futuro ruim” não o faz por mal, mas sim porque procura imaginar todos os cenários possíveis para algo que está em desenvolvimento. Mesmo filmes antigos sobre automóveis sempre descreveram a violência que o uso de um veículo individual sem regulação e fiscalização gera e pode gerar. E o comportamento de quem é usuário de automóvel individual.

      “Ah, mas é autonomo”, mas não deixa de levar diferentes pessoas e coisas de A a B saturando ruas e prejudicando outras pessoas que não usam veículos. E que pode gerar o mesmo risco de acidentes, sejam por erros eletrônicos, má programação, ignorância às pessoas (em um trânsito, seres que não estão em veículos sempre devem ser prioridade – um robô que não tenha essa programação pode atropelar desde um gato até uma criança).

      E o Estado não resolve as coisas porque o Estado “somos nozes”. Tipo, NÓS elegemos (ou tentamos eleger) quem é próximo de nossos desejos de resolver os problemas da comunidade. Se o candidato mais eleito é aquele que defende mais trânsito e menos multas, não duvide que ele foi eleito porque tem mais pessoas que causam acidentes e são egoístas. Como mudar esta cabeça?

        1. Se você vota, usa um dinheiro no meio de uma comunidade, paga direta ou indiretamente impostos, emite opiniões sobre o lugar onde vive, parabéns!

          Você, assim como eu, é um cidadão, e como tal, é parte do Estado. Não como funcionário, mas como cidadão. E o cidadão que faz parte do instituto Estado, no caso a parte burocrática e documental que transforma números em algo que fala “você fica com isso e ele fica com aquele tanto” é posto no poder baseado (ou não) no NOSSO voto. É ciclico.

          Como dizem, um dos males modernos é que temos um problema sério em fazer as pessoas entenderem que são parte de uma grande comunidade, por mais “individuais” que somos. Toda nossa decisão, mesmo um lixo jogado na rua, resulta em algo futuro que pode prejudicar nós e os outros. Soa engraçado e complexo, muitas vezes soa como algo a ser “dispensável”. Mas só pensar um pouco mais sobre que rapidinho tu entende.

          (E o jardineiro é Jesus)