Eu começo citando o combo mais incrível pra mim:
A língua falada + A escrita + O livro
Essas três tecnologias são as bases para TODAS as que temos disponíveis hoje, o livro é a união das duas primeiras e consegue ser uma tecnologia que supera séculos e dificilmente será substituído, várias tentativas continuam sendo testadas e todas com a promessa de “substituir os livros físicos”, nenhuma conseguiu chegar nem perto disso, nem mesmo o Kindle.
Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS
acho que qualquer tecnologia (de qualquer área), quando a gente entra a fundo, é incrível
um exemplo não muito agradável: no primeiro semestre desse anos fiquei internado umas 2 semanas (infecção urinário por bactéria resistente), e o que vi do funcionamento dos sistemas dos hospitais (grandes hospitais) me deixou de boca aberta … não é de admirar que custos de internação nos hospitais privados sejam tão altos
falando de modo geral, na área de informática eu fiquei muito impressionado quando apareceu a tradução automática do Google (mesmo sendo meia boca), quando surgiram os mapas do Google, e mais recentemente com ChatGPT e similares (mesmo com todos os problemas e limitações)
a internet.
infelizmente, o que ela virou depois, não.
acho que já falaram aqui, mas é tudo o que orbita o SANEAMENTO BÁSICO
infraestrutura de esgoto, vasos sanitários (assim como o fecho hidráulico), papel higiênico, sistemas de distribuição de água, etc
Minha lista talvez tenha coisas mais recentes:
vacinas: uma sacada genial de como funcionam os sistemas imunológicos dos seres vivos.
fotografia: acho que química / fisica envolvidas na era analógica fascinantes, e deu origem a um novo olhar para o mundo e para a história.
circuitos integrados: bem, estamos aqui conversando.
Bônus: o ar condicionado, pq faz calor na minha cidade. Mas, sério, depois da piada eu fiquei pensando sobre a revolução que foi a geladeira e outros processos de refrigeração para a logística, conservação de alimentos e para a própria ciência. Enfim
Eu ouvi falar que antigamente, quando não existia geladeira, as pessoas guardavam as comidas em “caixas” abastecidas com gelo/neve para manter a temperatura baixa. E que a pessoa responsável por trazer gelo/neve para esses objetos se chamavam… “geladeiros”. Não sei se a história procede, no entanto. Ainda assim, não deixa de ser revolucionária essa tecnologia que retira o calor de um ambiente e joga pra fora, resfriando o que está dentro.
Curiosidade: o nome do inventor do ar condicionado é Willis Carrier. Sim, o mesmo da marca Carrier.
Boa conversa!
Fiquei na dúvida sobre a definição de tecnologia: a fala humana você entende como tecnologia?
Entendi que você mirou em coisas muito antigas e ubiquas. Quando você fala livro, eu acho mais maneiro pensar na prensa do Gutemberg, uma tecnologia que barateou brutalmente o custo de copiar obras escritas, permitindo a massificação do conhecimento escrito.
Sim, entendo a fala humana como uma tecnologia, no caso seria a língua falada que citei.
A prensa de Gutemberg entra no item ‘livro’, ela realmente foi uma tecnologia que permitiu que o livro, que já existia bem antes e que eram copiados manualmente por escribas, fosse impresso em grande escala. Lembrando que o item ‘livro’ remete tbm às tabuinhas de argila suméria.
Não concordo que a fala seja uma tecnologia. Vejo como uma habilidade ou técnica, não como uma tecnologia. Por exemplo, na sua visão cantar seria uma tecnologia ? Ou ser capaz de dar cambalhota é uma tecnologia? Eu veria falar um idioma específico como uma técnica, uma habilidade. Mas a fala em si é uma coisa muito humana.
Eu vejo tecnologia como algo que precisa ser exteriorizado ou aplicado de forma consistente em alguma ferramenta de uso geral. Vou dar alguns exemplos da minha visão:
Cordas esticadas e dedilhadas é uma tecnologia de produzir sons – tocar violão é uma arte / técnica.
Para aprofundar a discussão eu também não entendo o livro como uma tecnologia em si, mas como o produto de várias tecnologias. Tinta (produto de tecnologia!) sobre papel (outro produto de tecnologia fascinante) que é encadernado (legal, encadernação é outra tecnologia). Depois tudo ganhou escala com a prensa.
Confesso que é bem difícil fazer essas distinções.
Enfim, desculpe se estou sendo mala! Pessoalmente acho essas discussões fascinantes :)
“Eu vejo tecnologia como algo que precisa ser exteriorizado ou aplicado de forma consistente em alguma ferramenta de uso geral.” É isso cara, a fala precisa ser exteriorizada e a ferramenta são as cordas vocais.
Eu tbem acho fascinante essas discussões, obrigado pelo seu ponto de vista!
Fogo
Agricultura
A roda
🙃
Platinotipia e fundição tatara. Dois processos manuais de elegância e resultado ímpares.
Ondas de rádio e tudo o que derivou dela, ou seja, o uso de antenas para troca de informações. Wifi, Bluetooth, etc. Sem elas, inclusive, o objeto mais amado da atualidade, smartphones, não teriam validade alguma.
Eu li que que antigamente a USP tinha uma rádio que transmitia arquivos/jogos. De forma sucinta, tinha um horário especifico que eles faziam a transmissão estilo aquele barulho de handshake do modem e a pessoa colocava uma fita K7 pra gravar. Depois era só usar no seu TK e outros. Isso explodiu a minha cabeça.
Caramba, genial. Nunca tinha ouvido falar sobre, mas parece incrível. Ainda sou louco pra usar fitas K7 pra salvar e ler dados tipo nos anos 80.
Meusdeusdocéu! Só de ler isso já explodiu minha cabeça! Isso daria uma pauta FODA para o Manual do Usuário hein?! Incrível!
Seria incrível poder fazer isso nos dias atuais, à mérito experimental mesmo.
Clip Informática na Rádio USP
https://www.youtube.com/watch?v=TdHhqkD7Uus
Galera, sobre o ebook vs livros…. Espero que vocês sejam do tipo de gente que entendem que midias físicas podem coexistir com as digitais. O leitor de livro é excelente para popularização da literatura, assim como o MP3 foi excelente para a música ou tantos outros exemplos. Por favor, não sejam chatos.
Passar bem.
Verdade. Hoje só leio no Kindle mas é por pura preguiça e mesquinhez. A facilidade de ter o livro imediatamente e já sair lendo, e sempre busco no Google antes a versão 0800, compro se a busca ficar muito árdua ou se a versão tiver uma qualidade de edição/tradução ruim. E quando compro removo DRM e compartilho. Sim sou pirateiro, nem precisa vir me dar lição de moral porque já sei os conceitos e escolhi viver assim.
Mas confesso que esses dias passei na frente de um sebo por acaso e deu muita saudade, só não entrei porque tinha compromisso, mas pretendo voltar.
Adoro livro físico. Mas o trabalho em manter uma biblioteca, em carregar o peso, etc, me faz ter sempre o Kindle a mão. E por ter sempre o Kindle a mão, com iluminação própria, acaba que tb sempre uso ele em casa.
O resultado é que tenho vários livros físicos preteridos pela escolha em utilizar o Kindle.
E agora passei tb a repassar/doar os livros físicos que não faço questão de manter em casa. Aqueles que não pretendo ler novamente ou que não tenho um apego grande o suficiente (e que posso manter uma versão digital)
Faz anos que eu adotei a política de doar/vender todos os livros que não pretendo ler mais uma vez.. Se são de alguma modinha da vez eu vendo por um precinho módico, senão, simplesmente coloco em algum posto tipo “livres livros”. Os que compro geralmente são em promoções ou em sebos..
Quanto à pirataria, infelizmente, se não fosse por ela, eu praticamente não teria acesso à cultura. Na minha condição atual tá difícil gastar com livros, shows, cinema.. Não gostaria que fosse assim, mas entre não ter acesso por não conseguir comprar e ter acesso ao pirata e promover/indicar para quem eu sei que pode comprar, fico com a segunda opção.
Na época da facul eu ripava muitos filmes em DVD´s (qnd tava na casa de mamãe, com internet, pra depois assistir em casa). Uns 4 anos atrás embalei cada dvd em um envelope manual e escrevi algo tipo “Neste dvd tem 4 filmes diferentes, assista e passe adiante” e deixei em locais como estações de metrô, terminais de ônibus.. espero que quem, tenha achado, tenha feito bom uso..
Fazer fogo, objetos líticos do paelo e neolítico, metalurgia, primeiro com o bronze, depois cobre e ferro.
Internet, com YouTube e fóruns.
Privada.
Não adianta nada ter livros, eletricidade e Wi-Fi se não tiver onde descarregar com dignidade.
E consequentemente papel higiênico macio com múltiplas camadas.
Nossa dignidade mesmo é se lavar depois do número 2. Nunca usei o bidê, não sei se é higiênico o suficiente, mas quando estou em casa sempre que posso tomo um banho depois, a sensação é maravilhosa, estar limpo por dentro e por fora rs
O chuveirinho é maravilhoso!
Sim! É não é zoeira não. Lembro de ter visto um episódio de “Maravilhas Modernas” no History Channel (na época que esse canal prestava) que falava que a expectativa de vida da humanidade só aumentou a partir do surgimento do vaso sanitário. Até então, morria-se demais de doenças causadas pela falta de saneamento dos nossos dejetos. Daí explicavam como foi importante e revolucionário para a saúde esse mecanismo “vedante”, que é a água que impede que coisas retornem do tubo pra dentro das casas.
Vou citar mais uma que acho incrível… A culinária, gente, como pode… Você pega um pacote de farinha, ovos, um pouco de açúcar, fermento biológico (quem teve a ideia de usar isso para “crescer” o bolo?), junta tudo isso, coloca no forno e tira uma coisa completamente diferente. A alquimia (tecnologia) da culinária é inacreditável.
Verdade! É lindo de ver!
E gostoso também!
Comida lixo.
Cara, criarem Nutella, Coca. Um Big Mac. Ruffles e tudo mais. São detalhes tão importantes que se somam, e que meros 150 anos atras todos eram completamente inconcebíveis.
As tecnologias que eu mais acho incríveis são as medicinas das florestas, dos povos originários, como o uni/ayahuasca, tabaco, rapé, kambô e sananga.
Todas elas contadas e repassadas oralmente (e não através da escrita e livros) por gerações de indígenas que tinham domínio de arquitetura, agricultura e engenharia totalmente em sinergia com a floresta – de dar inveja a qualquer entusiasta ESG e vergonha de como chegamos na crise climática.
Os computadores e a ciência da computação em si.
Utilizamos tantas camadas de abstrações e encapsulamentos sobre abstrações que quando paramos para pensar no acontecendo no nível eletrônico dos chips dá até vertigem. E é aí que mora a beleza da coisa.
Depois de tentar entender um pouco do básico de como uma porta lógica funciona, depois em como um processador lida com um programa, parece milagre estar aqui navegando na internet, e pensar nessa internet onipresente no mundo.
Aqueles primeiros computadores dos anos 1940 já eram monumentos de engenhosidade grandiosíssimos, e a coisa escalou de uma maneira absurda. O que temos na mão e em todos os lugares hoje é quase inconcebível. Só abstraindo mesmo para tentar ter uma ideia vaga do que é isso.
Cachorros, bidê e cueca sem costura!
CD ou DVD RW eram uma coisa que me pegava demais. Dito isto, dispositivos de armazenamento em geral pra mim são bruxaria.
Eletricidade. Incrível como o ser humano a manipula para suas necessidades.
Sem ela, nossa sociedade estaria bem arcaica.
Reparem que todas as tecnologias citadas e que ainda serão citadas, não existiriam sem as 3 que pontuei. Continuam sendo as mais incríveis que eu já vi.
Não vejo como uma competição de “tecnologia mais importante ou mais essencial”. É bem provável que eu não ache “incrível” pelo fato delas serem algo tão corriqueiro e “invisível” (no sentido que pouco reparamos nelas) hoje em dia. Por isso citei três tecnologias que não existiam antes, mas passei a ter contato quando adulto. Por exemplo, poderia ter citado a internet ou o smartphone também, que provavelmente um jovem de hoje em dia não acharia nenhum dos dois incrível, por não ter presenciado um mundo sem eles.
Pra mim, a ideia do Machine Learning sempre vai ser espetacular.
Ensinar a máquina a reconhecer padrões em imagens, textos, sons e ensinar ela a ter um senso crítico dessas coisas, dentro de suas limitações. Fazê-la garimpar em sua base de dados o que é relevante ou não pra aquela situação…
A própria Inteligência Artificial que cria imagens a partir de textos escritos com linguagem humana cotidiana sobe cada vez mais pra um nível de cair o queixo!
Vou citar umas tecnologias mais atuais aqui:
Wi-Fi: pode ser uma coisa comum hoje em dia, mas lá no final dos anos 90/começo dos anos 2000, só era possível transmitir dados entre equipamentos e na rede/internet apenas usando uma conexão “física” (no sentido que era necessário usar cabos, disquetes, CDs, pen drives, etc.). De vez em quando me pego refletindo como é incrível transmitir e receber dados “pelo ar”.
Equipamentos sem fio: pelo mesmo motivo da Wi-Fi, também acho uma baita evolução utilizar fones de ouvido, mouse e teclado sem um cabo no meio — fora que minha rejeição por cabos faz com que eu prefira equipamentos assim.
IAs generativas (Chat GPT e Dall-E): sei das polêmicas e das limitações dessas tecnologias, mas ainda assim considero elas quase surreais. Um chat que entende, interpreta e responde (ainda que com não muita exatidão) o que a pessoa pergunta ou pede tá num nível ficção científica pra mim. O mesmo vale para a IA criadora de imagens.
“IAs generativas (Chat GPT e Dall-E)”
verdade
e olhe que eu “conheço” IA desde antes de existir internet (naquela época eu procurava livros, não tinha quase nada, mas cheguei a ler uns clásssicos tipo Nils Nilsson)
a primeira experiência com o ChatGPT me deixou completamente abismado
eu sei dos problemas que existem, como você citou, mas acho que faz MUITO tempo que não fico impressionado com uma novidade tecnológica (outras: tradução via Google, mesmo que seja meia boca, e quando surgiu o Google Maps)
Google maps e street view. São ferramentas excelentes e não ouvi falar de alguma ficção científica que previu isso.
Sobre o Kindle, ele não precisa substituir o livro, pois ele é o livro….ele só serve pra ler.
Show! Eu tbem não me lembro de nenhuma ficção que tenha previsto isso…
Sobre o Kindle: O livro ainda continua sendo superior, principalmente por não precisar de uma tomada para carregar.
O livro continua incrível porque… é teu.
Pqp! Que resposta gostosa cara! Hahahahahaha
Meus livros no Kindle também. Eu uso ele offline…. Mas isso não importa muito por que eu apago os livros após ler.
Concordo com o Rafael Goulart sobre o livro ser teu.
Eu entendi que você o usa offline, Rafael (e por isso consegue escapar ao controle da Amazon). O problema é que a maioria das pessoas não faz assim e existem muitos relatos de pessoas dizendo que seus livros “sumiram” não só do dispositivo, mas também da “Kindle Library” (Digital Content) após 4, 7 ou 10 anos da compra (se não me falha a memória) e algumas conseguiram recuperar junto ao suporte da Amazon, enviando cópias dos recibos que ainda tinham, etc. Ainda assim, não conseguiram recuperar todos os livros.
Eu também tenho Kindle e a praticidade dele (e de qualquer outro dispositivo semelhante) é imbatível, mas é importante considerar a sua autonomia em manter os arquivos digitais caso a Amazon os “perca” no futuro. Eu tenho todos os arquivos dos livros que comprei e removi o DRM de cada um, para me resguardar (e fiz jailbreak no meu Kindle também). 😉
Quando vim para Portugal (há 4 anos e meio) não tinha como trazer meus livros e os da minha esposa: doei-os (quase 900 livros) para a biblioteca que frequentei desde os meus 13/14 anos. Mantive alguns (cerca de 40), que considero especiais/importantes, para trazer em breve (se tudo der certo), mas já estamos a montar nossa biblioteca com livros físicos novamente: já são cerca de 70 a 80 e aumentando! 📚
Isso. Mas o conceito e funcionamento do livro e Kindle é o mesmo. Pra mim a grande vantagem é poder baixar o que eu quiser. Sou adepto da pirataria como meio de cultura.
Tanto quanto masturbação é sexo.