É uma tentativa louvável e razoável. Acho difícil de ser implementada porque simplesmente as potências quase nunca vão conseguir passar esse imposto em conjunto. Seria algo no nível do acordo do buraco na atmosfera ou mísseis na alta atmosfera.
Para países que são não democráticos a coisa fica ainda mais trick: se vc é o Mohammed Bin Salman e paga 2% de imposto, esse dinheiro vai para você mesmo?
E para micro países: o que vai convencê-los a entrar nesse acordo? Porque Gibraltar ou Curaçau entrariam nesse acordo?
Boa noite. De acordo com a proposta. Um país pode tachar um bilionário quando ele deixa o dinheiro em um paraíso fiscal. Recomendo o ultimo episódio do foro de terezina onde eles tratam desse assunto.
“Ser socialista é acreditar que os 20 maiores governos do mundo que arrecadam US$200 bilhões a cada 3 dias não conseguem acabar com a fome no mundo pq ainda não tributaram os US$200 bilhões do Jeff Bezos.”
Não se trata do quanto os governos “arrecadam” — eles criam dinheiro, literalmente. Fazê-lo de forma indiscriminada acentua o problema, em vez de resolvê-lo, da mesma maneira que a existência de tamanha desigualdade entre pobres e ricos também o piora sobremaneira.
Para o Jeff Bezos ter US$ 200 bilhões, muita gente precisa se virar sem ter o mínimo para uma vida digna. Que o digam os entregadores terceirizados da Amazon que urinam em garrafas plásticas no meio do expediente para não serem punidos por algoritmos.
Chamam de socialismo também sempre que o governo tenta destinar um % disso pra acabar com a fome…
Lex, você realmente acredita ser justo que um sujeito como Jeff Bezos acumule 200 bilhões? Esse capital é fruto de roubo de mais-valia alheia.
eu ainda acho pouco: deveria existir um limite de acumulação de capital, porque bilionários simplesmente não deveriam existir
quando uma pessoa individualmente atingisse uma certa fortuna todo o excedente deveria ser automaticamente redistribuído (claro, isso operacionalmente é impossível, mas idealmente deveríamos buscar esse limite)
Concordo plenamente! Sem sarcasmo (aqui)!
Outra ideia, pouco menos nova, seria cobrar mais impostos dos mais ricos, e não o mesmo em todas as classes sociais o que acaba pesando mais nos mais pobres. Tomara que o governo brasileiro apoie isso também….
Outra ideia é que todas as multas sejam proporcionais à renda, não valores fixos.
A ideia soa bonita, Andre.
O único problema que vejo é que todas as tentativas neste sentido deram (e continuarão dando) errado.
Desconsiderando quem enriquece de maneira ilícita, os demais são porque ofereceram à população a mais viável ou melhor alternativa de produto ou serviço e conseguiram escalar isso. Sem recompensa (dinheiro), sem incentivo para buscarem essas melhores alternativas de produtos e serviços a serem ofertados (e claro que existem exceções a isso, como software completamente FREE e mantido sempre por voluntários, por exemplo).
Mas a regra é que, ao se taxar “grandes fortunas”(cuja previsão existe na Constituição), gera-se uma evasão ainda maior de capital do país – digo “ainda maior” porque a nossa instabilidade política, insegurança jurídica, muito custosa e ineficiente mão de obra já causam certa evasão.
O que me chama atenção no texto que linkei é o caso, por exemplo, o caso do Reino Unido, em que inclusive a habitação principal passaria a compor a base de cálculo e quem tiver mais 500k libras pagará imposto. E muitos daqui cuja família tem uma residência sabe que foi comprada há décadas, com muito esforço foi paga, mantida e melhorada (lembrando que te cobram IPTU, simplesmente pq você é proprietário) e hoje a casa vale ai seus 300, 400, 500mil ou mais (se pegou um bairro que depois expandiu muito ou chegou metrô, mesmo que quando tenham comprado a casa o entorno era todo de ruas de terra).
Agora imagine sua vovozinha, que sobrevive com uma aposentadoria, pagando imposto sobre a fortuna dela: essa casa que seu avô comprou o terreno e construiu com as próprias mãos a casa numa rua de terra, mas que o bairro valorizou ao longo de 5 ou 6 décadas. Hoje a casa, por ter um terreno relativamente grande, vale 700 mil reais. Ela é quase uma milionária.
Sei que o texto inicial é sobre bilionários, mas rapidamente as coisas mudam.
Basta ver o IRPF, que era pago por quem “ganhava muito bem”, sem os reajustes que nunca, nunca, NUNCA! acompanham a realidade vão achatando o poder de compra, comprimindo teto e piso de pagamentos, englobando cada vez mais pessoas.
Impostos para bilionários rapidamente atinge milionários, e com a inflação (e incluindo os itens certos – como carro e imóvel para moradia própria) você percebe que muita gente é milionária e começou a pagar impostos.
Mais um ponto interessante para reflexão: o Brasil conseguiu uma coisa bem impactante e acabou com uma discussão teórica de anos, já que agora sabe-se, com certeza, que é completamente possível (e até provável, para sermos honestos), que ao cobrar muitos impostos, arrecada-se menos.
Amigo, se você acha que a taxação que vai começar em 1 bilhão de dólares+ vai chegar no povão em algum futuro próximo, vc não entende o que é um bilhão de dólares.
Para ter uma ideia do que bilhão significa, o matemático americano John Allen Paulos dá um exemplo temporal: 1 milhão de segundos equivale a menos de 12 dias; 1 bilhão de segundos é quase 32 anos.
Ficaria preocupado com minha avó só se ela fosse a Princesa Isabel ou a Rainha Elizabeth.
A vozinha “quase milionária” tá bem longe de um bilionário.
João sem dúvidas que a vovozinha quase milionária do exemplo tá muito longe de bilionários. A questão é que tributam-se bilionários e eles saem com $ do país.
Mas como precisa arrecadar cada vez mais (e nunca vem medidas de austeridade, só de aumentos de gastos), logo corre-se para tributar também os “grandes milionários” (centenas de milhões), e pouco depois avança- se para os “milionários comuns” (aquele que trabalhou uma vida toda, foi comedido nos gastos, tem uma casa num bairro que valorizou, talvez um ap simples na praia, um ou 2 carros mais simples e um pouquinho de dinheiro guardado) – aquele que depois de décadas tem um patrimônio de 1,5-2Mi.
Mas enfim, até hoje nunca deu certo essas medidas, dessa vez será diferente , confia…
Aí é a falácia da ladeira escorregadia: “Não vamos tributar bilionários hoje porque amanhã serão os pequenos milionários”.
E nunca deu certo ou nunca foi tentado?
Boa noite Josenildo. Recomendo que considere uma abordagem de vários paises conjuntos como os do g20. Sei que é dificil de acontecer. Mas a proposta não é de um pais individual. Por isso o exemplo que dá não julgo que seja bem correto. Ninguem está querendo propor uma mudança individual de um país. O que está sendo proposto é uma taxação que nem faz cócegas pro bilionários e que é conjunta. Permitindo cobrar até de dinheiro localizado em paraíso fiscal.
Não estou dizendo que acredito que vai acontecer. Só digo que a sua crítica não vale pois o que está sendo proposto não é uma medida individual de um país.
Josenildo, quem enriquece não o faz por mérito, mas por roubar mais-valia alheia, direta ou indiretamente.
Ou taxamos grandes rendas e fortunas ou simplesmente expropriamos esses bilionários malditos. Vamos na paz ou na violência?
O imposto de renda é ser assim, progressivo. A tabela está defasada, rico cria “empresa” para sonegar etc. etc. etc., mas enfim.
É uma tentativa louvável e razoável. Acho difícil de ser implementada porque simplesmente as potências quase nunca vão conseguir passar esse imposto em conjunto. Seria algo no nível do acordo do buraco na atmosfera ou mísseis na alta atmosfera.
Para países que são não democráticos a coisa fica ainda mais trick: se vc é o Mohammed Bin Salman e paga 2% de imposto, esse dinheiro vai para você mesmo?
E para micro países: o que vai convencê-los a entrar nesse acordo? Porque Gibraltar ou Curaçau entrariam nesse acordo?
Boa noite. De acordo com a proposta. Um país pode tachar um bilionário quando ele deixa o dinheiro em um paraíso fiscal. Recomendo o ultimo episódio do foro de terezina onde eles tratam desse assunto.
“Ser socialista é acreditar que os 20 maiores governos do mundo que arrecadam US$200 bilhões a cada 3 dias não conseguem acabar com a fome no mundo pq ainda não tributaram os US$200 bilhões do Jeff Bezos.”
Não se trata do quanto os governos “arrecadam” — eles criam dinheiro, literalmente. Fazê-lo de forma indiscriminada acentua o problema, em vez de resolvê-lo, da mesma maneira que a existência de tamanha desigualdade entre pobres e ricos também o piora sobremaneira.
Para o Jeff Bezos ter US$ 200 bilhões, muita gente precisa se virar sem ter o mínimo para uma vida digna. Que o digam os entregadores terceirizados da Amazon que urinam em garrafas plásticas no meio do expediente para não serem punidos por algoritmos.
Chamam de socialismo também sempre que o governo tenta destinar um % disso pra acabar com a fome…
Lex, você realmente acredita ser justo que um sujeito como Jeff Bezos acumule 200 bilhões? Esse capital é fruto de roubo de mais-valia alheia.
eu ainda acho pouco: deveria existir um limite de acumulação de capital, porque bilionários simplesmente não deveriam existir
quando uma pessoa individualmente atingisse uma certa fortuna todo o excedente deveria ser automaticamente redistribuído (claro, isso operacionalmente é impossível, mas idealmente deveríamos buscar esse limite)
Concordo plenamente! Sem sarcasmo (aqui)!
Outra ideia, pouco menos nova, seria cobrar mais impostos dos mais ricos, e não o mesmo em todas as classes sociais o que acaba pesando mais nos mais pobres. Tomara que o governo brasileiro apoie isso também….
Outra ideia é que todas as multas sejam proporcionais à renda, não valores fixos.
A ideia soa bonita, Andre.
O único problema que vejo é que todas as tentativas neste sentido deram (e continuarão dando) errado.
Desconsiderando quem enriquece de maneira ilícita, os demais são porque ofereceram à população a mais viável ou melhor alternativa de produto ou serviço e conseguiram escalar isso. Sem recompensa (dinheiro), sem incentivo para buscarem essas melhores alternativas de produtos e serviços a serem ofertados (e claro que existem exceções a isso, como software completamente FREE e mantido sempre por voluntários, por exemplo).
Mas a regra é que, ao se taxar “grandes fortunas”(cuja previsão existe na Constituição), gera-se uma evasão ainda maior de capital do país – digo “ainda maior” porque a nossa instabilidade política, insegurança jurídica, muito custosa e ineficiente mão de obra já causam certa evasão.
Mais recentecemente foi o que ocorreu com a França, mas na Europa tantos outros já instituiram e depois deixaram de cobrar tais impostos.
O que me chama atenção no texto que linkei é o caso, por exemplo, o caso do Reino Unido, em que inclusive a habitação principal passaria a compor a base de cálculo e quem tiver mais 500k libras pagará imposto. E muitos daqui cuja família tem uma residência sabe que foi comprada há décadas, com muito esforço foi paga, mantida e melhorada (lembrando que te cobram IPTU, simplesmente pq você é proprietário) e hoje a casa vale ai seus 300, 400, 500mil ou mais (se pegou um bairro que depois expandiu muito ou chegou metrô, mesmo que quando tenham comprado a casa o entorno era todo de ruas de terra).
Agora imagine sua vovozinha, que sobrevive com uma aposentadoria, pagando imposto sobre a fortuna dela: essa casa que seu avô comprou o terreno e construiu com as próprias mãos a casa numa rua de terra, mas que o bairro valorizou ao longo de 5 ou 6 décadas. Hoje a casa, por ter um terreno relativamente grande, vale 700 mil reais. Ela é quase uma milionária.
Sei que o texto inicial é sobre bilionários, mas rapidamente as coisas mudam.
Basta ver o IRPF, que era pago por quem “ganhava muito bem”, sem os reajustes que nunca, nunca, NUNCA! acompanham a realidade vão achatando o poder de compra, comprimindo teto e piso de pagamentos, englobando cada vez mais pessoas.
Impostos para bilionários rapidamente atinge milionários, e com a inflação (e incluindo os itens certos – como carro e imóvel para moradia própria) você percebe que muita gente é milionária e começou a pagar impostos.
Mais um ponto interessante para reflexão: o Brasil conseguiu uma coisa bem impactante e acabou com uma discussão teórica de anos, já que agora sabe-se, com certeza, que é completamente possível (e até provável, para sermos honestos), que ao cobrar muitos impostos, arrecada-se menos.
Amigo, se você acha que a taxação que vai começar em 1 bilhão de dólares+ vai chegar no povão em algum futuro próximo, vc não entende o que é um bilhão de dólares.
Para ter uma ideia do que bilhão significa, o matemático americano John Allen Paulos dá um exemplo temporal: 1 milhão de segundos equivale a menos de 12 dias; 1 bilhão de segundos é quase 32 anos.
Ficaria preocupado com minha avó só se ela fosse a Princesa Isabel ou a Rainha Elizabeth.
A vozinha “quase milionária” tá bem longe de um bilionário.
João sem dúvidas que a vovozinha quase milionária do exemplo tá muito longe de bilionários. A questão é que tributam-se bilionários e eles saem com $ do país.
Mas como precisa arrecadar cada vez mais (e nunca vem medidas de austeridade, só de aumentos de gastos), logo corre-se para tributar também os “grandes milionários” (centenas de milhões), e pouco depois avança- se para os “milionários comuns” (aquele que trabalhou uma vida toda, foi comedido nos gastos, tem uma casa num bairro que valorizou, talvez um ap simples na praia, um ou 2 carros mais simples e um pouquinho de dinheiro guardado) – aquele que depois de décadas tem um patrimônio de 1,5-2Mi.
Mas enfim, até hoje nunca deu certo essas medidas, dessa vez será diferente , confia…
Aí é a falácia da ladeira escorregadia: “Não vamos tributar bilionários hoje porque amanhã serão os pequenos milionários”.
E nunca deu certo ou nunca foi tentado?
Boa noite Josenildo. Recomendo que considere uma abordagem de vários paises conjuntos como os do g20. Sei que é dificil de acontecer. Mas a proposta não é de um pais individual. Por isso o exemplo que dá não julgo que seja bem correto. Ninguem está querendo propor uma mudança individual de um país. O que está sendo proposto é uma taxação que nem faz cócegas pro bilionários e que é conjunta. Permitindo cobrar até de dinheiro localizado em paraíso fiscal.
Não estou dizendo que acredito que vai acontecer. Só digo que a sua crítica não vale pois o que está sendo proposto não é uma medida individual de um país.
Josenildo, quem enriquece não o faz por mérito, mas por roubar mais-valia alheia, direta ou indiretamente.
Ou taxamos grandes rendas e fortunas ou simplesmente expropriamos esses bilionários malditos. Vamos na paz ou na violência?
O imposto de renda é ser assim, progressivo. A tabela está defasada, rico cria “empresa” para sonegar etc. etc. etc., mas enfim.