Tinha visto essa matéria na curadoria do .folio (um dos aplicativos sugeridos por aqui que tenho usado desde o fim do Pocket), tinha pensado em compartilhar por aqui e hoje ela apareceu na newsletter Margem, do jornalista Thiago Ney, reforçando o lembrete que eu ainda não tinha compartilhado.
Sempre que vejo matérias do tipo ainda fico besta de ver como algumas pessoas agem como se o ChatGPT fosse uma pessoa real, um amigo ou psicanalista. Pode ser uma ferramenta avançada e tal, mas não deixa de ser uma ferramenta.
Sacar o celular no meio de uma briga de casal e perguntar o que o GPT acha seria como perguntar pro corretor do Word ou para o Google o que eles acham. São ferramentas com seus usos (detectar erros ortográficos, buscar coisas na Internet ou gerar textos e imagens a partir do processamento de milhões de fontes), mas daí a achar que podem emitir opinião, como se fosse uma pessoa, me parece uma doideira que não me entra na cabeça. Se alguém fizesse isso comigo eu soltava a vírgula do podcast Medo e Delírio, “parou, parou, já tá desvirtuando, já” e virava as costas.
1 comentário
É tão estranho assim? Pensando aqui, parece-me análogo a sacar o celular e pesquisar algo no Google, ou seja, o problema não é usar a IA, mas sim sacar o celular no meio de uma discussão na tentativa de encerrá-la.
A IA pode ser surpreendentemente boa para tirar dúvidas rápidas/triviais. É um dos poucos usos que faço dela. Além da resposta direta, sem o lero-lero de blogs otimizados para SEO, ela dá as fontes, caso queira me aprofundar ou revisar a resposta. Exemplo de dúvida de que me lembro tê-la usado: é verdade que recomenda-se de dois a três banhos por semana para pessoas idosas? (É verdade.)