Acho que existe uma supervalorização das redes sociais. Quantidade de seguidores não é igual a voto. A maioria segue por seguir, é muito fácil apertar um botão, mas será que realmente acompanha o seguido?
Não dá para performar para as redes e fazer o trabalho ao mesmo tempo.
Esse povo ainda vai quebrar a cara, espero veementemente.
Essa prática é até mais antiga.
Tenho amigos que já foram assessorar depoentes em CPI nos idos de 2015. Lembro muito do relato deles: o deputado fazia a pergunta (ou acusação) olhando para a câmera da TV (na época), ao invés de olhar para o depoente. E quando terminava, simplesmente deixava a sala e a pessoa respondendo sozinha. Isso valia para ambos os lados do espectro político.
Era, na época, para gerar cortes da TV câmara para jogar no youtube / facebook.
Pela materia, parece que piorou esteticamente, com a pessoa segurando a câmera do próprio celular na vibr meio bruxa de Blair dos tempos atuais.
O mais triste é essa mistificação de que o termômetro das redes sociais representa a opinião dos cidadãos.
Bem deprimente essa espetacularização da política institucional. Chamou-me a atenção que alguns parlamentares entrevistados compram a premissa de que as redes sociais fomentam um suposto debate — como se a cacofonia do Twitter, por exemplo, fosse um termômetro confiável da opinião pública. Essa confusão, acho eu, ajuda a esgarçar ainda mais o tecido social.
Que debate pode existir com premissas como esta?
“Os deputados gravam, filmam, editam e colocam nas redes sociais. Alguns deputados não participam de comissões, mas fazem um discurso de 2 minutos, levantam e vão embora. Mas eles gravam para colocar nas redes sociais. Não tem interação e aquele debate da velha política. Isso acabou. Está muito mais um jogo de usar a imagem deles para atingir um suposto eleitorado”, afirma o cientista político Antonio Testa.
problema não é o Twitter, que é uma bolha, mas as redes de massa, especialmente o Youtube, e as redes capilares, especialmente o famigerado Whatsapp
na real, acho que o regime chinês é que está certo … se não tiver um controle institucional forte, as redes continuarão sendo essa selva, onde quem tiver mais dinheiro vai ter mais capacidade de influenciar o público (porque obviamente tem dinheiro por trás de tudo isso, especialmente dos “políticos” escrotos da direita)
aliás, continuando:
aqui perto de casa o Lula veio inaugurar um prédio da UNIFESP
fui lá ver na hora do almoço (500 metros de casa), vi o pessoal comentando, vieram uns caras do MBL, uns causam confusão, outros gravam o vídeo, depois editam e colocam no Youtube … depois minha irmã (mora na “rua de cima”) comentou que o filho dela (que mora no Paraná) mandou vídeo dos “estudantes protestando contra o Lula”
Acho que existe uma supervalorização das redes sociais. Quantidade de seguidores não é igual a voto. A maioria segue por seguir, é muito fácil apertar um botão, mas será que realmente acompanha o seguido?
Não dá para performar para as redes e fazer o trabalho ao mesmo tempo.
Esse povo ainda vai quebrar a cara, espero veementemente.
Essa prática é até mais antiga.
Tenho amigos que já foram assessorar depoentes em CPI nos idos de 2015. Lembro muito do relato deles: o deputado fazia a pergunta (ou acusação) olhando para a câmera da TV (na época), ao invés de olhar para o depoente. E quando terminava, simplesmente deixava a sala e a pessoa respondendo sozinha. Isso valia para ambos os lados do espectro político.
Era, na época, para gerar cortes da TV câmara para jogar no youtube / facebook.
Pela materia, parece que piorou esteticamente, com a pessoa segurando a câmera do próprio celular na vibr meio bruxa de Blair dos tempos atuais.
O mais triste é essa mistificação de que o termômetro das redes sociais representa a opinião dos cidadãos.
Bem deprimente essa espetacularização da política institucional. Chamou-me a atenção que alguns parlamentares entrevistados compram a premissa de que as redes sociais fomentam um suposto debate — como se a cacofonia do Twitter, por exemplo, fosse um termômetro confiável da opinião pública. Essa confusão, acho eu, ajuda a esgarçar ainda mais o tecido social.
Que debate pode existir com premissas como esta?
problema não é o Twitter, que é uma bolha, mas as redes de massa, especialmente o Youtube, e as redes capilares, especialmente o famigerado Whatsapp
na real, acho que o regime chinês é que está certo … se não tiver um controle institucional forte, as redes continuarão sendo essa selva, onde quem tiver mais dinheiro vai ter mais capacidade de influenciar o público (porque obviamente tem dinheiro por trás de tudo isso, especialmente dos “políticos” escrotos da direita)
aliás, continuando:
aqui perto de casa o Lula veio inaugurar um prédio da UNIFESP
fui lá ver na hora do almoço (500 metros de casa), vi o pessoal comentando, vieram uns caras do MBL, uns causam confusão, outros gravam o vídeo, depois editam e colocam no Youtube … depois minha irmã (mora na “rua de cima”) comentou que o filho dela (que mora no Paraná) mandou vídeo dos “estudantes protestando contra o Lula”