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Assinaturas em dólar

Não sei se é impressão minha mas tenho notado que muitos serviços estão aceitando assinaturas somente em dólar, com o padrão de desconto para assinatura anual. Para nós que vivemos no que o norte global denomina de “teceiro mundo”, chega a ser inviável manter uma assinatura mensal em dólar, tendo em vista as constantes variações do câmbio, e muito menos uma assinatura anual, mesmo com desconto, em dólar.

Vou dar um exemplo, o Notion é uma plataforma muito usada no Brasil, quando comecei a usá-lo eu me lembro que nem tradução ele tinha, mas como estava atuando como designer UX em alguns projetos que utilizam ele, e pela facilidade que ele oferece para organizar projetos, acabei assinando com desconto na época.

Hoje uso a versão Plus para estudantes, gratuita (até quando irão manter esse plano?), mas essa mesma versão paga em dólar mensalmente é de $12 (65,84 na cotação de hoje), é um valor bem salgado para alguém que ganha em R$, e mesmo o plano com desconto ($10) anual é bem alto.

Fiquei sabendo, através do meu post sobre o Obsidian, que existe um termo chamado “Parity Purchasing Power”, citado no comentário do Christopher Moura, onde ele disse que conheceu ao adquirir um curso.

Achei muito interessante esse tema e prática e muito legal da parte daqueles que entendem o peso econômico para alguns países onde a paridade com o dólar chega a ser absurdamente desproporcional, limitando muitas vezes o acesso a produtos e serviços online.

Fica a dica e o tema para discussão.

Leia mais sobre o PPP no site Wesbos.com

9 comentários

9 comentários

  1. Pior que o preço citado de $12 mensais (ou 10$ mensais no plano anual), acho que é o praticado pelo jogo iRacing (sim, para os que não conhecem, é um jogo em que você assina, e não compra), e muito se é dito que é caro para o padrão norte americano também.

    Não sei se é caro para eles por ser um jogo, ou se pagar mensalmente por qualquer assinatura de algo digital nesse valor seria mesmo. (Netflix, Spotify…)

  2. Sinto esse impacto principalmente com a Proton! Cobrar em dolar sem opção de paridade para a nossa realidade é extremamente desvantajoso e pesa demais no orçamento. Infelizmente o jeito é procurar soluções mais baratas ou locais para evitar os efeitos do câmbio. (Mesmo em real a maioria dos preços são dolarizados o que deixa o preço equivalente)

    1. Vc tá perdendo uma oportunidade: felizmente assinar via PlayStore sai com o preço localizado ao BR. Eu fiquei surpreso pq assinar no site é bem mais caro justamente pelo câmbio.

      1. Quanto sai?

        Por que eu uso o iOS e aqui só tem a opção anual

        1. Mensalmente: 31. Não ouse assinar pelo iOS. Kkk
          Nada sai barato pelo sistema da Apple. Tenho iPhone e tudo q assino é via PlayStore(quando o serviço é multiplataforma) ou site.

          1. Mas é a opção que tem todos os serviços?
            Como você faz assinar? Você acessa sua conta em um dispositivo android só para pagar?

          2. Não são todos os serviços, é a apenas a VPN Plus deles, não uso o restante.
            Sobre assinar: uso ambos os sistemas, tenho um Galaxy A55 junto do iPhone 14.

        2. Acabei de ver o UNLIMITED na Play Store: anulamente sai por 374, mensalmente sai por 40. Praticamente 50% de desconto se comparado ao site.

      2. Excelente alternativa. Assino o Todoist pela Play Store, e tenho acesso para todos os devices. Não sei quanto está hoje pela Play Store (a tabela oficial está 5 USD por mês ou 60 USD por ano), mas pago 92,90 (75% a menos que o preço de tabela atual) por ano desde o primeiro pagamento (que foi lá em 2018).

        Outra alternativa é usar as contas em dólar (e.g. BS2 e Nomad) e guardar aos poucos, aproveitando as quedas no câmbio e usar estes cartões quando não há alternativa a não ser pagar em dólar. É um dos melhores usos para o cartão dolarizado pré-pago…