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As pessoas andam mais avoadas (brain rot, é você?) ou é impressão minha?

Não sei se é azar meu ou um fenômeno amplo: as pessoas andam mais avoadas, gerando erros em atendimentos e consequentes perrengues? Nos últimos tempos precisei cancelar uma compra que tinha pedido no crédito e o atendente passou no débito; e um ingresso que pedi numa categoria e o funcionário me vendeu em outra. Daí toca correr atrás de estorno, que não é automático. Fora ter que responder toda santa hora “débito ou crédito?”, mesmo você já tendo dito a forma de pagamento na hora de passar o produto. Será que é só comigo?

9 comentários

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  1. Achava que era eu que tô ficando velha e sem paciência. Mas sim, percebo isso. E avoadas é um termo beeeem leve..

    Sinceramente, acho que a proxima geração tá bem perdida. Enquanto humanidade já estamos definhando.

  2. Sim, e tive uma conta inteira bloqueada pelo mesmo motivo: tentou passar crédito em um cartão de débito. O vendedor insistiu tantas vezes, mesmo eu falando “você botou no débito, né?”, que o banco bloqueou. Só fui entender o erro quando vi a central de segurança me ligando.

    Tenho a sensação de que as coisas ficaram piores após a pandemia. Pessoal não sai mais do WhatsApp, Instagram e TikTok, fica distraída à toa pelo celular. Até em situações de risco, como dirigir. Recentemente, quase que o táxi que peguei bateu feio porque o cara não conseguia passar 500 m sem mexer no celular.

    E eu tenho uma queixa principal neste sentido: caminhar na rua. A galera parece que perdeu toda noção espacial e de bom senso, e agora é capaz de travar a passagem em calçadas largas que cabem facilmente, sei lá, seis pessoas lado a lado sem se encostarem.

    Mas eu me pergunto: é só distração ou é, também, uma falta de bom senso em excesso? Sempre me questiono isso, também, porque às vezes parece a mistura das duas coisas.

  3. Sim, andam mais avoadas. Existem tantas razões.
    Se come porcaria, redes sociais são hipnóticas, departamentos comerciais de marketing decidem e assimilam o que sobrou da cultura, o efeito das viagens por longas distâncias não é nada bonito, e assim vai.
    A solução, parece, é ser alheio e independente para se alimentar. Mas isso é para poucos.

  4. Sim, realmente, as pessoas estão mais perdidas. Isso já tem até estudos. A gente acaba se condicionando a fazer várias coisas ao mesmo tempo (comer assistindo vídeozinho, assistir filme respondendo mensagens e por aí vai).

    Vou ser advogado dos avoados: dê um desconto para os atendentes. A gente passa cada coisa que é difícil a mente ficar boa. Não é desculpa, mas uma justificativa. Raramente o atendente faz apenas a sua função e quando está trabalhando, sofre na mão de outros avoados. 😄

    “Crédito ou débito, senhor?”
    “Aproximação.”
    “Sim, entendi. A compra será paga usando o crédito ou débito?”
    “A-PROXI-MAÇÃO!”

    😅

  5. Tenho a sensação que isso está acontecendo massivamente no trânsito. Moro numa pequena cidade do interior de SP, e o trânsito aqui está péssimo. Todo dia há algum acidente, e me parece que muitos têm sido causados por desatenção pura e simples.

    1. Ja vou a quantidade de gente que usa smartphone ao dirigir? Eu tenho muito mais medo de dirigir na cidade do que em rodovia justamente por causa desses imprudentes

  6. “Avoadas” é eufemismo, rsrsrs.
    Sinto que tá rolando mesmo uma zumbificação generalizada. E não sou imune.