desculpem trazer linque do twitter pra cá, mas a combinação de palavras em particular desse tuíte me deixou um pouco desconfortável: web3, IA e amazônia
trata-se de uma (até que) interessante colaboração entre o celebrado “artista de IA” refik anadol com o povo iauanauá da amazônia
todo o vocabulário mobilizado em torno disso, porém… é difícil
3 comentários
Entendo esse seu sentimento. O fato dele colaborar diretamente com as pessoas do povo Yawanawá, e tentar criar alguma ponte com essa cultura é bem interessante. Mas realmente esse vocabulário de “artista de IA” e “web3 IA” dá preguiça.
Outro dia eu estava brincando de pegar despretensiosamente algumas descrições que achei na wikipedia sobre mitologia guarani (https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_guarani) e jogar nas IAs geradoras de textos e imagens. Saíram imagens interessantes, obviamente baseadas nas imagens e modelos em que esses modelos foram treinados – ilustrações disponíveis na internet de fantasia ocidental ou oriental que encontramos por aí, mas que até que bateram como eu imaginei as criaturas e monstros descritos, dado o meu background cultural e imagético.
Pessoalmente não conheço diretamente nenhum indígena, nem tenho o menor contato com nenhuma tribo, fiquei um tempo me questionando sobre essa coisa de “apropriação cultural” e etc, obviamente não vou dizer por aí que sou um “artista de IA” colaborando com povos indígenas. Seria isso uma possibilidade criativa? Uma ferramenta a ser explorada? Será que é benéfico ou prejudicial para a cultura humana em geral? Sinceramente não sei responder.
O link não abre. Tive que buscar a postagem dentro do X.
(E só pra lembrar que a grafia correta é Yawanawa – mais comumente, Yawanawá. É assim como eles se identificam)
Cuidado com essa ditadura da palavra, Julia! (risos)