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Aplicativos ou acesso pelo navegador: o que é mais invasivo?

Aplicativos ou acesso pelo navegador: o que é mais invasivo? Por tudo que eu já li aqui, acredito que os apps são mais bisbilhoteiros, sobretudo se para acessar a o site se use navegadores seguros. Mas eu queria passar da crença à certeza, por isso pergunto a vcs. Obrigado!

17 comentários

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  1. Apps são mais invasivos, com certeza. A coleta de informações é bem maior, e a insistência de algumas empresas para que o usuário use o app em vez do browser chega a ser ridícula.

    Um exemplo recente que me vem à cabeça é o Substack, que não deixa a gente ler nem os posts gratuitos de algumas newsletters, a não ser que se utilize o app. Dia desses ganhei um cupom de desconto pra usar numa newsletter paga e, vejam só, o cupom tem que ser resgatado via app também. Não instalei, não vou instalar o app e já estou planejando minha despedida desse serviço.

  2. Bem legal a proposta. Tentei achar o link para o repositório do Github e ñ consegui encontra-lo.

    1. Postei no local errado! Rs @Ghedin, se puder deletar esse comentário aqui.

  3. Aplicativos tendem a ser mais invasivos simplesmente por já estarem instalados no aparelho, com acesso a recursos, à rede, à memória. Principalmente no uso de rede. Sempre fico besta com a quantidade de acessos a servidores inomináveis que alguns aplicativos fazem em segundo plano (o iOS mostra muito bem essa atividade).

    Pra além das óbvias vantagens em privacidade, imagina a quantidade de bateria e saúde mental economizada se houvesse uma forma de desativar essa atividade toda…

    Tem como proibir o acesso aos dados móveis e ao segundo plano, mas não ao Wi-Fi.

    Qualquer outra alternativa que não seja a drástica (desligar o aparelho), envolve instalar aplicativos ou inserir intermediários na rede, o que complica um negócio que deveria ser simples.

    Comprar um aparelho, pagar mesmo por ele, e não controlar o que ele faz é estranho..

  4. Apps no geral são mais invasivos e gastam mais banda, visto que ficam constantemente procurando atualizações nas stores (app store e play store), atualizações de comentários, curtidas, conteúdo sugerido…

    Usar no navegador vai utilizar internet apenas quando abrir no navegador e este você pode restringir mais facilmente.

    Eu aqui utilizo 2 navegadores:
    o Chrome para web em geral e o Brave para redes sociais e outras coisas com “tracking” mais “abusivo”. Em paralelo uso o Glasswire (mas poderia ser outro app como noroot firewall, adguard, rethink…) com a função de firewall ativo, bloqueando o brave nos dados móveis e wifi, liberando apenas quando desativo o firewall. então mesmo que alguma rede social tente fazer tracking/atualização de feed o tempo todo, não irá conseguir por não terconectividade a rede. Tem outras maneiras de fazer isso e poderia fazer isso com os apps instalados mesmo, porém ainda gasta espaço no dispositivo e não sabemos o que mais o app coleta que na versão web não conseguiria coletar.

    1. Obrigado pela resposta! Eu desconfiava mesmo(por dedução do vou lendo) que os apps fossem mais invasivos.
      Eu, sempre seguindo o que vou aprendendo aqui, uso o Duckduckgo, o Firefox e o Vivaldi (esse eu trouxe de experiências passadas: é paixão antiga, que substituiu o Opera no meu coração). O Duckduck aparentemente tb funciona como uma vpn. E pra essa função específica tenho tb o 1.1.1.1 da Cloudfare.

  5. Aplicativos costumam ser mais invasivos, em especial no iOS — não pelo modelo de apps, mas mais pelas restrições ao Safari/navegadores web que o sistema impõe.

    É possível limitar bastante o que um app pode fazer configurando as permissões de acesso a recursos, como câmera, armazenamento, localização etc., de modo que quando não estiver em uso seja como se ele não existisse. É chatinho de fazer, porém; precisa mexer em várias configurações, algumas não óbvias (por exemplo, restringir o funcionamento em segundo plano).

    1. Obrigado, Rodrigo! Eu já suspeitava mesmo dos aplicativos. A dúvida me surgiu pq eu aproveitei uma promoção de assinatura do NYT (10 dólares por um ano de acesso) já pensando na cobertura das eleições lá. Só acesso o NYT pelo navegador, mas ele sempre me sugere que baixe o aplicativo. Será q valeria a pena? Até imagino que o app deles seja “menos invasivo”, mas o quanto menos? E o que poderia me oferecer q o site em si não ofereça? No caso especifico dos meios de comunicação, acho q o app deve ser uma redundância, não sei.

      Mas vc tocou num assunto que vira e mexe me vem à cabeça: como faço para o Whatsapp parar de funcionar em segundo plano?

      1. Acho que a única vantagem de sites de notícias no formato de aplicativo é o acesso a notificações, caso isso te interesse. (A mim, não, e desaconselho a prática para preservar a saúde mental.) Não sei dizer, porém, se o app do New York Times oferece algo que o site não tem. Talvez valha a pena investigar.

        Sobre o WhatsApp, o iOS tem uma área, nos Ajustes, que permite definir quais apps sustentam o acesso à internet quando não estão em foco/estão em segundo plano. Fica em Ajustes, Geral, Atualização em 2º Plano. Basta desativar os apps que desejar ali. Note que isso não interfere nas notificações, ou seja, mesmo que um app não atualize em segundo plano, ele continua disparando notificações normalmente.

        1. Eu também não suporto notificações – especialmente as sonoras. E concordo com vc: dificilmente o app vai me oferecer mais do que o site oferece, sobretudo pq o meu foco é o texto.
          E a gente falando em Whatsapp, me ocorreu falar de um outro aplicativo que tenho quase certeza que descobri aqui no Manual: o Session. Instalei, mas ainda tentei convencer ninguém a instalar tb. Pq me parece q o Whatsapp tornou-se tão necessário que deixou de ser de fato pessoal. Na verdade, hj eu gostaria de ter no Session aquelas poucas pessoas que me são caras (e com quem falo diariamente pelo Whatsapp!) e verificar o Whatsapp algumas vezes ao longo do dia, como faço com os emails.

          1. Realmente não lembro onde li. Mas vc acha que essa ligação com uma cryptomoeda é ruim? Compromete de algum modo a segurança do serviço? Nesse caso, o Signal segue na sua opinião mais confiável?

        2. Uso aqui quase que 100% dos apps com a atualização em segundo plano desligada, e essa capacidade do WhatsApp notificar ainda assim me deixa curioso. Como é possível?

          1. São “canais” diferentes. Você pode desativar as notificações e manter as atualizações em segundo plano ativadas, e vice-versa.

            Para desativar as notificações de um app, entre na área Notificações, nos Ajustes.

          2. Com base apenas na experiência que tenho ao ler sobre o assunto, sem conhecimento técnico específico, o iOS possui um recurso chamado Apple Push Notification, que funciona como uma biblioteca do sistema. Esse serviço roda continuamente e fica disponível para os aplicativos usarem, sendo independente do recurso de execução em segundo plano. Quando um aplicativo se registra nesse sistema, ele não precisa estar rodando em segundo plano para receber notificações. Quando uma mensagem é enviada remotamente, ela atinge o serviço do Apple Push, que então invoca o aplicativo, permitindo o handshake e a recepção da mensagem.

            Experimente desativar as notificações do WhatsApp e você notará que, ao abrir o aplicativo, ele precisará contatar o servidor para baixar as mensagens. Com as notificações ativas, no entanto, o app já terá baixado as informações antes mesmo de ser aberto.

          3. Complementando a resposta do Fábio, o Google também tem um sistema similar no Android. Apps que dependem do Google para isso não conseguem mandar notificações em ROMs “degoogled”. (É assunto frequente no público sobreposto de Android degoogled e Signal, por exemplo.)

            Alguns apps, quando não dispõem do Google para mandar notificações, precisam de um ícone persistente na cortina de notificações para funcionar — é o caso do Telegram FOSS.