18 comentários

  1. meu marido as vezes escreve becape em vez de backup, eu acho até engraçadinho.
    mas saite e mause é bem estranho kkk
    vou dizer q eu uso estrangeirismos pra caramba mas é pq as vezes é a 1a palavra q eu lembro, vou dizer q é culpa de ver mta mídia em inglês e trabalhar uma boa parte em inglês tbm.
    mas eu iria segurar a onda se estivesse fazendo alguma coisa formal. o problema principal é qdo as pessoas já não sabem mais adequar a situação.
    mas vou dizer q eu não gosto tbm de certos estrangeirismos tipo realizar… acho q é principalmente pq é confuso. realizar em portugues é outra coisa, qdo ouço sendo usado com o sentido inglês, parece q não faz sentido direito. uma coisa é falar light, site, etc… outra.

    (mas a parte q ele fica falando de prefixos e sufixos eu discordo. eu acho q a criação de um termo novo envolve usos diferentes dos termos do latim e grego, e td bem usar com outra sentido em alguns casos. a mesma coisa com cidades… acho meio tanto faz.)

  2. Me incomoda mais a tradução mal feita, como ele exemplifica no final com “realizar”. Confesso que me dói sempre que leio alguém escrevendo “assumir” no sentido de supor. E agora isso tá se estendendo pra expressões tipo “no fim do dia” ao invés de “no fim das contas”.

    1. Eu traduzo os roteiros do canal no YouTube Minuto da Terra e isso é uma coisa que me pega viu, pq a gente acaba “esquecendo” (tipo esse no fim das contas, nem lembrava dessa expressão). Será que existe algum dicionário online de expressões assim?

      1. Não achei nada online, mas físico eu sei que tem uns dicionários de expressão idiomática.

        Algumas dessas expressões são difíceis de traduzir mesmo, eu sinto que quando estou lendo muitos textos em inglês e depois vou escrever em português tenho que fazer um esforço pra não acabar fazendo essas traduções “automáticas”.

  3. Esse incômodo com o vocabulário farialimístico já virou um lugar comum batido e até meio besta, né?

    Agora, esses anglicismos com traduções porcas do inglês utilizando palavras em português com significados que elas não tinham (como o exemplo do “realizar” ali no final do texto) são um câncer, um empobrecimento bem triste da língua.

    Lembro que a Juliana Cunha tinha um texto bem legal sobre isso, mas parece que não está mais disponível.

  4. Isso já foi pautado pelo Aldo Rebelo em 1999. Que preguiça. Conversa velha e que não leva a lugar nenhum – a língua é como água, não dá pra controlar.

    1. Isso é totalmente normal e tá tudo bem.

      O proprio portugês e espanhol são fortemente influenciados pelo Arabe por causa de sua conquista da peninsula iberica.

      o inglês hoje é um idioma comum devido a grande expansão Britânica nos ultimos séculos.

  5. Olha, eu vejo o idioma como uma mudança constante que reflete o momento que se passa. Ao meu ver, essa eterna tentativa de voltar ao passado é só um preciosismo mesmo. Inclusive, acho incrível como os idiomas se misturam e vão criando novas palavras. Doguinho é um exemplo maravilhoso. Acho que quem quer falar e escrever site, que fale, assim como quem quer optar por sítio ou saite, tá tudo correto quando se passa a mensagem.
    A única coisa que devo dizer achei meio besteira de se encrencar é isso de palavras que mudam o significado… deixa realizar, eventualmente, baseado, aplicar. O português brasileiro é decolonial, eu que não quero que se mantenha esse idioma do colonizador

    1. Totalmente de acordo, mas no caso estamos pegando um idioma de colonizador e misturando com um idioma de imperialista/outro colonizador e isso gera um certo incômodo sim

      1. ah sim! mas acho que é isso, sabe? manter em aberto. existe a importância de ressignificar palavras, inclusive as gringas. do tipo tudo bem falar bowl e tigela mas sabe que existe tb? cumbuca!! lindo demais haha :)

  6. Amei a frase
    “A priori nada há de errado nisso. Mas, talvez, a tentação de mostrar erudição e atualidade leve muitos a usarem estrangeirismos, mesmo quando há uma perfeita palavra em português para aquilo.”

    Porque nosso querido Ruy Barbosa não utilizou A princípio, em vez de a priori?

  7. prefiro “sítio” a “saite”
    Com o mouse não sei o que fazer, não gosto nem de rato e nem de “mause”

  8. As coisas que ele descreve são consequências de um sistema educacional fraco e de um povo com baixa autoestima, que também é consequência da educação.
    Mexer no velocímetro não muda a velocidade do carro.

  9. fiquei feliz com ele citar “realizar” no fim. é uma das que mais me irritam, mais do que usar termos em inglês. ela e “baseado” no sentido de estar localizado em algum lugar.

    1. A tonta do Miriam Leitão adora falar isso. Também acho uma babaquice, no mínimo.