[insira aqui a cena do Coringa 🤡 de Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) falando “Não diga que eu não avisei”.]
26 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
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[insira aqui a cena do Coringa 🤡 de Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) falando “Não diga que eu não avisei”.]
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Fácil de implementar, difícil de migrar. Usam Microsoft na faculdadenonde estudei, mas recentemente criaram um servidor próprio pra rodar os próprios serviços. Não dá pra depender 100% dessas empresas.
Uma pena que as consequências desses acordos entre Universidades e Google/Microsoft ainda estejam tendo consequências.
Os acordos foram firmados de má fé por parte das empresas, pois faziam parte de um projeto de expansão no setor de educação (privado e público). A escolha por Acordos de Cooperação Técnica reforçam essa noção, esses acordo prevêem um ganho mútuo das duas partes e deixam de forma explícita que é proibido o ganho financeiro. Existe a leitura de que a manipulação e uso dos dados dos usuários por parte dessas empresas gera onerosidade, ou seja, invalida o objetivo desses Acordos.
O estudo da USP realmente demonstra a vantagem monetária em adotar o sistema do Google, mas falha politicamente ao não entender de forma ampliada as dificuldades de negociação implicadas na escolha pela dependência de um sistema privado.
Adoro o tema, obrigado por compartilhar essa matéria. Estudei esse tema na especialização e estou na esperança de dar continuidade no mestrado. 🙏
Hoje, TODO curso universitário deveria ter uma cadeira na 1ª fase sobre gestão digital.
Tem MUITA gente que realmente não se liga nessas coisas, não entende de nuvem etc. Em universidade não entra só gente jovem.
É inconcebível a pessoa guardar certificados, tese etc em sua conta do google sem nenhum backup. Pelo menos uma versão no computador físico deveria ter. É muito vacilo.
E mesmo os jovens só usam celulares. Não sei se é meu viés de velhice, mas quando começaram a parar de se importar “onde” os documentos estão armazenados ficou essa zona. O windows virou rei nisso, pra salvar um documento em um local específico (no office 365) precisa de uns bons cliques a mais
Sobre as universidades em si, acho que foi molecagem da gestão em não planejar a longo prazo. Penso que TODA universidade pública precisa de um datacenter próprio.
Concordo, mas houve uma série de pressões sobre cortes de gastos e o escambau. Como a gente sabe, a segurança digital foi uma das primeiras a sofrer. Lembro da USP publicando documentos dizendo que o custo de manter um datacenter era proibitivo. Agora tá aí um nó gigantesco. É tão óbvio que dá vergonha
É impressionante que entidades que ensinam gestão de tecnologia não tenham um CIO com no mínimo 2 neurônios que saiba que isso uma hora ou outra aconteceria. Gestão vergonhosa.
Penso que deveria existir uma lei que obrigue qualquer big tech que forneça serviços em nuvem, e que buscam instituições de ensino para oferecer “benefícios gratuitos”, sejam OBRIGADAS a fornecer acesso ilimitado ao armazenamento de dados para qualquer instituição de ensino pública para operarem no Brasil.
Não existem “benefícios gratuitos”. Alguém paga a conta. Pode ver que nem mesmo as ONGs conseguem oferecer nada gratuito de maneira ilimitada, pois o bolso tem limite.
E no caso delas, são empresas privadas, não ONGs.
É claro que estes acordos devem ser bem desenhados e escritos, mas se cedeu gratuitamente sem delimitar período e sem contraprestação (mesmo que não pecuniária), pode muito bem deixar de oferecer quando bem lhe aprouver.
Não estou discutindo se é o melhor, o ideal, mas é assim que é.
tirando os dramas pessoais do que aconteceu na UFJF, não vejo nada demais no que está acontecendo
as universidades públicas normalmente não tem dinheiro sobrando, então aproveitaram a oferta de armazenamento “ilimitado” enquanto foi possível
agora é partir para outras soluções
no caso de Juiz de Fora, se havia um prazo dado pelo Google para apagar os dados e ele desrespeitou, imagino que caberia processo dos prejudicados, embora não tenho ideia se isso iria dar em alguma coisa
como a UFJF é um ente público, imagino até que o Ministério Público poderia se envolver … mas sabem como é, os interesses do MP são no geral apenas os interesses do MP
quanto ao pessoal que perdeu coisas importantes, é muito triste mesmo, mas pelo menos serve de alerta para todo mundo … e falando nisso, preciso dar uma atualizada nos meus backups
Juridicamente, não tem qualquer fundamentação para um processo porque o Google informou com antecedência. A lei não obriga o Google e a Microsoft a fornecerem um serviço gratuito eternamente.
A única ressalva foi o fim do suporte ao Windows XP na Inglaterra, contudo a Microsoft dó prorrogou por um tempo.
Mas o fato de os dados terem sido apagados unilateralmente pelo Google 3 dias antes do prazo não seria relevante nesse caso?
isso
foi o que escrevi acima:
se havia um prazo dado pelo Google para apagar os dados e ele desrespeitou
Esse ponto sim é bem relevante.
Este ano, na UFPE, enviaram mensagem avisando da redução de espaço de alguns Tb (não me lembro ao certo) para 20 Gb para estudantes e 100 para servidores. Achei graça deles mencionarem “uso indevido” para justificar a limitação de espaço…
Pode matar a minha curiosidade? Quais são as situações em que os estudantes precisam do armazenamento de 20GB e os servidores 100GB?
Estudantes usam espaço para guardar materiais de aula (livros, apostilas, slides, etc) e trabalhos das disciplinas.
Já servidores usam espaço para guardar os arquivos de trabalho, como ofícios, memorandos, planilhas, bases de dados, histórico de anos anteriores, etc.
Ressalte-se, nos 2 casos, que o consumo de espaço do Gmail entra na conta também. Ou seja, com pouco espaço seria necessário apagar emails antigos e arquivos de anos anteriores, o que é bem problemático, em especial nas instituições públicas.
Dumping de manual. Big techs utilizarem táticas predatórias é quase um pleonasmo. Ganham o mercado com um produto gratuito ou barato, para depois subir os preços. Isso deve estar declarado na missão e visão da Microsoft, porque fazem isso desde o começo. As universidades foram inocentes, demais, e os casos que contam no artigo dão pena, mas também achei ingênuo o camarada que usava uma conta acadêmica pra guardar documentos pessoais como certificados, e não tinha backup disso.
É o mesmo procedimento do armazenamento ilimitado do Google Fotos.
Eu acho difícil de acreditar na ingenuidade das pessoas que acreditam que um serviço será sempre gratuito. Será que as pessoas que utilizavam o serviço achavam que era algum tipo de direito adquirido?
Pois é, muita gente leiga em tecnologia não se importa muito e vê essas ofertas gratuitas como se fosse equivalente ao que o Gmail oferece, um espaço na nuvem gratuito pra sempre. E aí você junta com uma cultura bem prevalente de aproveitar material do trabalho pra fins pessoais, o cara vê o storage lá com um espação livre, mesmo sendo de natureza mais profissional/acadêmica, acha que é de boa para armazenar arquivos pessoais. Nesse caso acho que a pessoa não tem muito direito de reclamar que perdeu arquivos importantes, sinceramente.
Pessoal foi muito juvenil também, pediram essa! Lembro disso em 2010 na minha faculdade e achava muito estranho essa farra gratuita, pessoal simplesmente não teve visão de longo prazo e começaram a armazenar não só muita porcaria como dados muito importantes, imagino que a migração para outro serviço seja até mais cara do que pagar o atual.
nada novo, infelizmente
isso tb acontece para pessoas físicas, como o Google acabando com o armazenamento do fotos, por isso e além de pensar na privacidade, tenho migrado para soluções mais amigáveis ou próprias, para ser menos refém das big techs
“Morte” anunciada. Os acadêmicos 🤔 foram muito estúpidos de acreditar que o almoço seria grátis para sempre. Se é que algum dia foi.
O mais grave, para mim, é deixar pesquisas e dados sensíveis circulando por servidores de empresas 100% estrangeiras, sem o menor compromisso com o país.
E não são só as universidades que entregaram dados para estas empresas, vários órgãos públicos também, só que pagando. O que também garante nada.
É uma sinuca de bico: consigo imaginar, na época, a mídia com matérias “universidades gastam trilhões em infra e cloud próprios que são fornecidos de graça por uma big tech”
Acredito que com essa realidade posta, essa mentalidade e narrativa possa mudar, mas infelizmente não vejo o Brasil se preocupando com soberania tecnológica, científica e digital o tanto que deveria.
É só lembrar de senha da Dilma e do Temer.
Espero que sim. Mas temos que lembrar que esses acordos foram feitos há anos (~2010?) e ninguém pensava que uma hora o “grátis para sempre” passaria a ser cobrado.
Sem contar que atualmente para criptografar nem é mais um bicho de 7 cabeças.