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Altcoins e o ecossistema cripto

Quem aqui tem interesse em conversar sobre altcoins, tokenização, mercado cripto, e tudo mais que lhes seja correlato? Por caminhos inusitados acabei há já duas semanas me interessado pelo assunto e nesse tempo já acumulei uma quantidade de informações, insights, histórias, questões que necessitam de… validação e swap! rs
Estou encantado com esse ambiente, a ponto de ja estar pensando em aprender ao menos os rudimentos da programação. E há duas semanas atrás, eu não tinha o menor interesse no tema pq achava que tudo girava em torno do bitcoin…
Enfim, é isso.
Acredito que este espaço do Manual nem é o lugar de conversas mais longa – justamente para que não se perca esse delicioso caráter generalista que nos leva a conversar de chuveiros elétricos a cinema.
Mas, não sei se em outras instâncias do Manual já existem grupos focados no tema.

15 comentários

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  1. Na boa, isso é que nem acreditar em histórias de garimpeiros ou de alguém que tenta apostar a vida em algo que soa inútil. É inacreditável as tentativas de se fazer uma renda baseada em um “vazio”, um “nada”, em só números postos em algo que todo mundo pensará que pode ser confiável mas no final alguém dá fim no sistema e pessoas perdem valores tal como quando perderiam no casino ou em alguma aposta.

    No Manual sempre foi falado sobre os altos e baixos da tal “criptoeconomia” e no final quanto muitos ficaram de queixo caído ao ver o tanto de especulação no final das contas. Quem ganhou dinheiro com bitcoin e outras formas (como as famigeradas NFTs) já ganhou. Se houver nova bolha, vai ser a nova sorte para poucos. Mas isso se. E tome cuidado porque é uma área que muitos usam para lavar dinheiro.

    Lembrando que nas últimas semanas o Brasil foi elogiado pelo “PIX”, um sistema que muitos pensaram que seria igual a um “bitcoin”, mas está sendo melhor que ele. Primeiro que já foi capilarizado na população e segundo que ele é o que os liberais suponham propagar do bitcoin (o que o bitcoin não é): uma moeda digital estável e confiável, com “lastro” governamental.

    1. O que eu já percebi é que existe uma diferença entre blockchain e token. A funcionalidade das blockchains parece ser já um dado da realidade. A funcionalidade (e o valor) dos tokens é razão de ceticismo. Porque a blockchain necessita da validação das operações, o token entraria aí como um moeda de remuneração dos validadores. (Se ser um validador é um emprego, vc nesse ecosystem literalmente compra o seu emprego em vez de ganhá-lo.) A figura desse validador numa interpretação cética está associada à fantasia ou fetiche da “descentralização da economia pela tokenização” que empoderaria o homem comum. Quem acompanhou a “involução” da web tem a casca grossa para esse tipo de conversa. Ainda não está claro pra mim se é mesmo impossível um centralização efetiva do processo – o que, no fim das contas, distanciaria ainda mais as pessoas comuns das decisões econômicas.
      Quanto às NTFs, passada a bolha, elas podem funcionar simplesmente como um autografo, um crowdfounding, ou um simples apoio ao trabalho de um artista.

      1. Esqueci de dizer que o Pix não tem nada a ver com Bitcoin ou cryptomedas pq ele não está fundado sobre uma blockchain. O Drex, sim, é uma moeda digital baseada em blockchain que pertence ao estado brasileiro, portanto centralizada em seus processos. Um poll de empresas lançou a primeira stablecoin brasileira lastreada em letras d otesouro brasileiro, a BRL1, que tb usa blockchain.

        1. Block chain é uma tecnologia, um conceito: um jeito de guardar dados encadeados impossíveis de editar. Dá para guardar muita coisa em block chain, além das moedas do jogo de banco imobiliário chamado crypto currencies: registros de compra e venda de carros, terrenos, movimentação bancária, votos, casamentos, atas, direitos autorais… Depois de guardado assim, não como fraudar.

          1. Exatamente. E vc pode ver os tokens associados às blockchains mais ou menos como ações de empresa ou moedas mesmo dentro de um ecossistema qualquer. Imagine um pool de empresas variadas (um varejista global, vários varejistas locais, fornecedores, transportadoras, fintechs, etc) com uma moeda privada lastreada (em ações, letras do governo, cesta de moedas) circulando internamente.

      2. O problema maior destas tecnologias foram os problemas socioeconomicos trazidos. Por mais que sejam tecnologias boas de certa forma, o ponto é o aceite popular e se servirá a função que foi almejada. O Bitcoin (ou as moedas virtuais baseadas em blockchain) foram alardeadas como “a salvação da economia”. Na prática se mostrou uma forma nova de lavagem de dinheiro e movimentação de origem criminosa. E isso não “empodera” apesar de soar como tal. Valor não é algo que você fala que “vale’ só porque “vale’. Senão pagamento de salário seria com sal até hoje.

        Na história das finanças, o que validou um valor não foi o “mercado”, mas sim um “estado”. Quem gerou moedas e leis de proteção a valores foram governos, apesar de que sim, com influencia de empresários e burgueses, isso não se nega.

        Mas voltando a questão das tecnologias, se tais tecnologias forem aceitas por um governo e/ou por uma comunidade, tudo bem. “Na terra dos sapos seja um deles”. Salvo engano, o único país oficialmente que usa criptomoeda é El Salvador, por causa da eleição do liberal do Buleke. Não acompanho tanto as notícias por lá, mas sei que tá um rolo no Estado por causa disso.

        A se pensar que quando a gente vê o valor sócio econômico de uma criptomoeda, o ponto é que as pessoas que usam precisam de uma forma de troca desta moeda – o uso de celulares ou tecnologias para tais, seja NFC, cartões, etc… E de toda uma burocracia de qualquer forma para validar tais trocas.

        A sensação é que a onda das criptomoedas gerou um efeito de transferir riquezas de uma forma louca para alguns loucos. Acho que poucos que antes eram bem pobres serviram-se disso. Então tipo, se era para distribuir riqueza, as moedas digitais e as tecnologias correlatas não ajudaram em nada. Não é moeda digital que ajuda as pessoas, mas sim alimento, material para fazer uma casa, saúde, etc…

        “Ah, e as NFTs?” Um dos males da economia também é a questão do “valor pela escassez”. Acho que tu sabe que a maior piada da questão do NFT é que “qualquer um pode no final ter um print de uma arte em NFT e tá tudo ok, a pessoa não quer validação.” Acho que uma das poucas utilidades em um NFT talvez seria gerar fotos e arquivos digitais forenses, mas isso acho que até é superado pela “assinatura digital”.

        Acho que o caminho do cripto já deu o que tinha que dar. Preferia que programadores e outros se debruçassem em formas reais de distribuição de renda… mas bem, nem falo mais nada…

        1. Esqueça o bitcoin. A importância dele é histórica e conceitual. Mas na realidade é um fracasso. O que importa são as blockchains e suas diversas camadas – que já se integraram à economia real. As ditas “moedas” melhor entendê-las como tokens – equivalentes a algo mais semelhante a uma ação de empresa ou de uma cota de fundo imobiliário. Como moedas, a coisa mais parecida são os cashbacks, vales-brindes e coisas semelhantes. Moedas privadas digitais demandariam uma regulamentação, etc. Moedas nacionais digitalizadas não necessitam obrigatoriamente de uma blockchain – como é o caso do pix.

          1. Só pontuando: o Pix não é uma *moeda* digital, é um *meio de pagamento* digital. A moeda continua sendo o real, o mesmo das cédulas.

          2. Talvez eu não tenha sido claro, mas foi exatamente o que eu quis dizer (e já tentara em outra resposta aqui em cima). Realmente chamar o pix de “moeda digitalizada” é, sendo muito condescendente, muito ambíguo.

    2. o cara disse que pix é melhor que bitcoin…. é um facepalm tão grande que eu até fui conferir se estava no manual do usuário mesmo.
      incrível.

      1. Bom… é. Eu consigo comprar várias coisas com pix, padaria, mercado, compras online enquanto com bitcoin eu consigo comprar… o que mesmo?

  2. Se me permite a dúvida de um ignorante no tema, lanço esta: tudo que não é bitcoin, monero e talvez etherium parece um grande bait, é puro preconceito meu?

    1. Rapaz, essa é a pergunta de 10 Bitcoins! Que a maioria daquelas moedas vai virar fumaça em algum momento, isso é certo. Mas quais? Se por um lado a tokenização é inevitável, a minha dúvida é como essas moedas podem seguir valendo alguma coisa e porquê. Que não haverá outro “fenômeno Bitcoin” acho certo. Que as blockchains vieram pra ficar tb. E só. Enfim, eu em duas semanas sigo tão no escuro como antes, mas aumentei um pouquinho o vocabulário! rs