Roteiro quase pronto pro ‘Porta dos Fundos’. É só gravar e meter umas piadocas no meio.
Da mesma forma que educação financeira deveria ser obrigatória em escolas desde crianças, educação digital deveria ser mandatória. O povo pensa que se mexe com dinheiro já sabe usá-lo e que se mexe com celular/tablet (alguma criança ainda usa computador?) sabe se comportar e como agir em ambientes virtuais. Até pra esconder o que quer que eles queriam esconder, jogando os dados na lixeira, tem que saber fazer direito.
tenho muitas dúvidas sobre ambos os casos:
1. educação financeira na maior parte dos casos significa doutrinação ideológica pró-capitalismo. Uma coisa é discutir questões ligadas à crítica à economia política (por que existe ricos e pobres? por que o patrão lucra com o salário alheio? etc) outra é pressionar as crianças a que sejam desde cedo pequenos ilusórios empreendedores fadados ao fracasso em um sistema inerentemente injusto e violento.
2. educação digital pode cair fatalmente numa instrumentalização rasa e esquecível. Acho sim que deveríamos discutir questões como a nossa submissão a algoritmos fechados e a caixas pretas das empresas monopolistas transnacionais e como podemos resistir a isso (inclusive o daniel cara estava falando disso esses dias no twitter)
Eduacação financeira, a meu modo de ver, não tem nada a ver com o que você escreveu. Educação financeira é saber usar o dinheiro, gastar menos do que ganha, entender que é um recurso finito, que é preciso entender a diferença de valor e preço, sobre o papel social do dinheiro e como fazer ele ser útil ao indivíduo e à sociedade. Educação financeira não tem nada a ver com empreendedorismo, tem a ver com se relacionar de forma saudável com recursos financeiros.
Educação digital, da forma como vejo, é ensinar a se relacionar com outros, no ambiente virtual, em proximidade com o que se faz em ambiente real. Crianças são ensinadas a não conversar com estranhos na rua. Porque deveriam fazê-lo na internet? O mesmo tipo de exemplo se aplica a adultos: aprendemos a importância da privacidade, da higiene, das regras sociais. Nosso ambiente digital deve priorizar valores semelhantes, privacidade, higiene (jogas o lixo fora), as regras sociais.
Outro aspecto positivo da educação financeira é ensinar as armadilhas do sistema: o funcionamento dos juros, do cartão de crédito (do crédito em geral, que é caro), contas bancárias etc.
Seria ótimo não dependermos tanto de dinheiro, mas enquanto essa utopia não chega, conhecer as regras do jogo torna ele (um pouco) menos penoso.
Eu já gostei da forma como voce definiu o escopo das 2 matérias, buscando ir desde o nível instrumental até o nível social e fomentando críticas ao próprio sistema e mecanismos.
Vou complementar que educação digital também pode e deveria incluir o tema do Software Livre, e explicar sua importancia, que abarca todos os níveis de análise também, e é uma das poucas áreas ‘tech’ que conscientemente e intensamente dialoga com ciencias sociais e humanas (só mencionar o Stallman), talvez vejamos gente comum de esquerda indo pra linux e foss.
AGORA, se na prática ia ser isso, é outra história. Eu não tenho certeza se o lobby de educação brasileiro e multinacional ou vários governos municipais, estaduais e federais iam curtir os tópicos, temas ou abrangência, muito menos os pontos de vista mais ‘polemicos’ ‘ideológicos’ etc, e iríamos acabar com a versão ‘novo ensino médio’ , ‘escola sem partido’ dessas matérias, acabando exatamente por virar doutrinação ideológica ou só perda de tempo.
Olha o nível dos nossos militares! Já não basta que o “hacker” de Araraquara tenha feito o questionário ao TSE para o Ministério da Defesa? Se o paragua quiser saída pro mar, a hora é agora! Basta colocar 2 soldados com garfo e colher…
Quando vocês estiverem em um dia ruim, se sentindo inúteis, achando que não fazem nada direito, lembrem-se desta história. A síndrome do impostor vai embora na hora.
hahaha ignorantes eles dizem que ñ são. haha
Não dá nem graça investigar esses caras.
Isso chega a ser cômico
Roteiro quase pronto pro ‘Porta dos Fundos’. É só gravar e meter umas piadocas no meio.
Da mesma forma que educação financeira deveria ser obrigatória em escolas desde crianças, educação digital deveria ser mandatória. O povo pensa que se mexe com dinheiro já sabe usá-lo e que se mexe com celular/tablet (alguma criança ainda usa computador?) sabe se comportar e como agir em ambientes virtuais. Até pra esconder o que quer que eles queriam esconder, jogando os dados na lixeira, tem que saber fazer direito.
tenho muitas dúvidas sobre ambos os casos:
1. educação financeira na maior parte dos casos significa doutrinação ideológica pró-capitalismo. Uma coisa é discutir questões ligadas à crítica à economia política (por que existe ricos e pobres? por que o patrão lucra com o salário alheio? etc) outra é pressionar as crianças a que sejam desde cedo pequenos ilusórios empreendedores fadados ao fracasso em um sistema inerentemente injusto e violento.
2. educação digital pode cair fatalmente numa instrumentalização rasa e esquecível. Acho sim que deveríamos discutir questões como a nossa submissão a algoritmos fechados e a caixas pretas das empresas monopolistas transnacionais e como podemos resistir a isso (inclusive o daniel cara estava falando disso esses dias no twitter)
Eduacação financeira, a meu modo de ver, não tem nada a ver com o que você escreveu. Educação financeira é saber usar o dinheiro, gastar menos do que ganha, entender que é um recurso finito, que é preciso entender a diferença de valor e preço, sobre o papel social do dinheiro e como fazer ele ser útil ao indivíduo e à sociedade. Educação financeira não tem nada a ver com empreendedorismo, tem a ver com se relacionar de forma saudável com recursos financeiros.
Educação digital, da forma como vejo, é ensinar a se relacionar com outros, no ambiente virtual, em proximidade com o que se faz em ambiente real. Crianças são ensinadas a não conversar com estranhos na rua. Porque deveriam fazê-lo na internet? O mesmo tipo de exemplo se aplica a adultos: aprendemos a importância da privacidade, da higiene, das regras sociais. Nosso ambiente digital deve priorizar valores semelhantes, privacidade, higiene (jogas o lixo fora), as regras sociais.
Outro aspecto positivo da educação financeira é ensinar as armadilhas do sistema: o funcionamento dos juros, do cartão de crédito (do crédito em geral, que é caro), contas bancárias etc.
Seria ótimo não dependermos tanto de dinheiro, mas enquanto essa utopia não chega, conhecer as regras do jogo torna ele (um pouco) menos penoso.
Eu já gostei da forma como voce definiu o escopo das 2 matérias, buscando ir desde o nível instrumental até o nível social e fomentando críticas ao próprio sistema e mecanismos.
Vou complementar que educação digital também pode e deveria incluir o tema do Software Livre, e explicar sua importancia, que abarca todos os níveis de análise também, e é uma das poucas áreas ‘tech’ que conscientemente e intensamente dialoga com ciencias sociais e humanas (só mencionar o Stallman), talvez vejamos gente comum de esquerda indo pra linux e foss.
AGORA, se na prática ia ser isso, é outra história. Eu não tenho certeza se o lobby de educação brasileiro e multinacional ou vários governos municipais, estaduais e federais iam curtir os tópicos, temas ou abrangência, muito menos os pontos de vista mais ‘polemicos’ ‘ideológicos’ etc, e iríamos acabar com a versão ‘novo ensino médio’ , ‘escola sem partido’ dessas matérias, acabando exatamente por virar doutrinação ideológica ou só perda de tempo.
Olha o nível dos nossos militares! Já não basta que o “hacker” de Araraquara tenha feito o questionário ao TSE para o Ministério da Defesa? Se o paragua quiser saída pro mar, a hora é agora! Basta colocar 2 soldados com garfo e colher…
Quando vocês estiverem em um dia ruim, se sentindo inúteis, achando que não fazem nada direito, lembrem-se desta história. A síndrome do impostor vai embora na hora.
Boa!
Hahah fantástico 🍿