Já tem um (bom) tempo que tento parar de fumar tabaco. Não fumo todo dia, mais no final de semana mesmo, mas me considero um viciado (ainda mais por tentar há tanto tempo parar e não conseguir). Hoje mesmo tô indo fazer uma limpeza no dente (tá cheio de manchas) e quero que seja uma nova tentativa. Conheço pouquíssimas pessoas que conseguiram parar, então se alguém aí conseguiu (ou não) e tiver dicas, agradeço. Tem um “agravante” que minha esposa fuma, então fica meio difícil algo como “se afaste completamente”.
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Fumei dos 16 aos 26 anos e parei de fumar na pandemia, apesar das várias tentativas ao longo dos anos. Além de ir trocando do cigarro mentolado, para o branco, depois paiol, tabaco e kumbaya… pesquisei a duração de abstinência e me tranquei no quarto. Radical, ninguém era obrigado a lidar com meu mau humor da abstinência. Quando me dava vontade de fumar, eu crocheava amigurumi. Hoje em dia não fumo mais, mas não significa que seja fácil. Todo dia é um não diferente.
Agora tenho alguns amigurumis prontos e que me lembram dessa conquista.
Tive que pesquisar “amigurumis”, que legal! E parabéns.
Eu nunca parei exatamente, mas hoje devo fumar um ou dois maços por ano. Meu ponto foi transformar acender um cigarro num ritual muito ligado ao ambiente. Então criei várias regras de não fumar no carro, dentro de casa, no trabalho, não fumar e beber álcool junto, nunca fumar em dias quentes… além de não andar com o maço, não levar para festas e afins. Tem funcionado.
Boa.
Eu mapeei os momentos do dia que mais fumava, que tinha virado um hábito, daí comecei a cortar até diminuir muito. A caminho de parar
Eu decidi parar de fumar no dia 01/01/17 e desde lá fumei algumas vezes. Mas nunca tive uma recaída a ponto de parar.
10 anos de fumante
a ponto de voltar, acho que quis dizer. É, eu penso que não preciso também NUNCA MAIS fumar um cigarro, acho que tem seus momentos que “vale a pena”
Parei de fumar em 2015, dia 01/08. Minha mulher também fumava e parar sozinho não era opção. Se o casal não estiver junto na empreitada a chance de funcionar despenca. Muito.
A estratégia que usamos foi o cigarro eletrônico, nosso compromisso não foi parar de fumar e sim trocar de vício. Então toda vez que tínhamos vontade de fumar usávamos o cigarro eletrônico. Com o tempo a vontade foi espaçando até o ponto em que esquecíamos de fumar.
Minha mulher até tentou continuar com os e-cigarros mas eles quebram tanto que ela perdeu a paciência.
O legal do cigarro eletrônico é que vc controla o quanto de nicotina vc quer, vai de 0% até 18%. O máximo é o máximo que qualquer cigarro tem. Começamos com as porcentagens mais altas e fomos diminuindo até, como eu disse, não termos mais vontade.
Acho que se vc se comprometer com a parada total vai se frustrar, é difícil para totalmente, comprometa-se em diminuir e tente manter um ritmo e se der vontade, fume! A ansiedade de ficar com vontade de fumar e não poder é seu pior inimigo.
Meu irmão conseguiu depois de trocar por chocolate. Comeu chocolate pacas, engordou. Depois ele tratou de diminuir o chocolate, mas deu certo.
Parar de fumar é fácil. Eu já parei várias vezes…
Falando sério agora: veja se é o caso de procurar ajuda no SUS. Existem programas pra tratar viciados em nicotina, com acompanhamento psicológico e médico, aí eles avaliam se vão dar chiclete de nicotina, terapia em grupo (daquelas adaptadas dos alcoólicos anônimos) ou outras técnicas e você tem total autonomia pra tentar e dizer se sente bem com o método adotado ou se prefere mudar.
Não sei como é na sua cidade, mas aqui em Parahyba capital é bem acessível, um ilha de excelência no SUS dentre todos os problemas que conhecemos. Pense se é o caso de procurar, talvez ajude.
Pra encerrar, uma citação: os fumantes anônimos têm uma frase de efeito que é bastante verdadeira, algo mais ou menos assim: a vontade de fumar passa em um minuto, fumando ou não. Resista a esse minuto.
Já li e escutei que a prática de atividades físicas (principalmente a corrida) ajuda e muito a combater o estresse e a ansiedade, sentimentos muito comuns às pessoas que deixam de fumar, além de liberar maior quantidade de endorfina no corpo, que é um hormônio que promove o bem-estar. É claro que ninguém começa realizando uma maratona. Mas o inicio com caminhadas e depois corrida aumentando os trechos de forma gradativa pode ser muito bom. Tudo isso é claro com acompanhamento de um profissional médico e um educador físico.
Isso é importante! O vício é de fato uma válvula de escape para estes sentimentos, sem contar que a prática de esportes vai exigir mais do corpo e então a pessoa se dá conta do estrago ao qual está submetido. Usei como estratégia também o cigarro eletrônico, era um socorro quando a vontade batia forte demais e com o passar do tempo fui conseguindo reduzir o uso como bem relatado por Jurarez mais acima. Optei por esse modelo https://lojapodvape.com/?s=lowit&post_type=product não é propaganda mas é que tive que bater cabeça um tempo até achar um aparelho que fosse prático, não derramasse e fosse um pouco mais acessível. O modelo vape também ajuda porque para quem fuma muito o volume de fumaça expelido a mais que tem no vape dá uma ajuda no psicológico. Mas definitivamente a recomendação mais importante para largar esse vício é: pratiquem atividade física!
cara eu usei vape um tempo, entre fumar gudang e ir pro tabaco, viciei! Ainda bem que consegui largar, é um soco de nicotina né.. mas realmente, ajuda muita gente, que bom
Um amigo parou de forma abrupta mesmo. Decidiu que estava gastando demais e não iria mais fumar. (De fato, gasta-se muito com essa podreira)
Eu fumei uns bons dez anos (com duas tentativas no meio) e não fumo tem uns 15 anos. Eu usei algumas estratégias, como fumar um cigarro caro, difícil de achar e que vendia longe de casa. Mas pra mim o principal foi simplesmente escolher não fumar. Porque uma coisa que faz você capitular é pensar que você NÃO PODE fumar. A coisa muda quando você começa a pensar que PODE, ora bolas; ninguém está te impedindo. Mas você escolheu não fumar, mesmo com cigarro à mão – então deixa pra depois, e esse depois vira amanhã, e outro dia, e outro.
Os dois, três primeiros dias são os piores, mas quando seu olfato e o seu paladar começam a voltar fica mais fácil. Hoje mesmo com gente fumando do meu lado não sinto mais vontade.
Eu aprendi isso com um livro (“Carência afetiva e alimentação”) que eu resenhei, na época em que trabalhei na Rocco. Uma mãe chega na psicóloga desesperada porque a filha de dez anos não para de comer e engordar. Aí a psicóloga manda a mulher pegar uma fronha e encher com tudo de doce que a guria gosta, com a recomendação de a menina levar a fronha pra onde for.
A mãe chama a psicóloga de doida, mas faz a fronha e a guria anda com ela pra cima e pra baixo, comendo livremente. Com uma semana, a garota largou a fronha e esqueceu dela. Em um mês, começou a emagrecer.
Que legal o livro (e o trabalho na Rocco!). Te dizer que hoje de manhã passei por isso, tinha um cigarro ali bolado e eu fiquei tentado a acender, mas consegui. Vamo lá, 1 de cada vez :)
Fiquei curioso: qual a lógica da fronha? O que ela faz que deu certo?
Quando você proíbe, chega uma hora em que a comporta abre e você come mais do que deveria – pela frustração, pela restrição, pela revolta de PRECISAR de dieta. Minha filha caçula tem hiperinsulenimia, e a relação dela com a comida na adolescência foi de revolta – principalmente porque ela fazia 6 esportes e engordou 20 quilos, e a irmã é a personificação da preguiça, vive de chocolate e jamais passou dos 50 quilos.
Hoje, ela tem um vidro em casa cheio daqueles chocolatinhos de 25g. Quando quer, come um. E ela quase não quer porque ela tem a certeza de poder satisfazer o desejo quando ela quiser ou precisar de chocolate (ela tem 22 anos, não mora mais comigo e tem iFood no celular, ou seja). Se você REALMENTE quer e não satisfaz a vontade, o resultado é mais tarde mandar o fodace, comer a caixa de bombom inteira (quando podia ter comido um só, quando deu vontade), se sentir um fracasso e dizer “sabia que não ia conseguir”.
No caso da guria da fronha, ela comia escondido porque a mãe controlava a comida dela 24h por dia. Quando ela teve permissão de comer o que quisesse, percebeu que podia ESCOLHER comer ou não. Tipo quem trabalha na Kopenhagen: pergunta pras atendentes se elas comem chocolate toda hora. Elas têm permissão, mas em uma semana ninguém mais quer.
Eu consegui parar de fumar porque tinha cigarro em casa e ninguém pra me proibir. Se eu quisesse fumar, podia: não havia absolutamente ninguém pra reclamar do cheiro, me dizer OLHA O CÂNCER ou dizer que não ia mais sustentar meu vício. Durante o processo, eu acendi cigarro depois de dois, três dias sem fumar, mas isso foi se tornando tão espaçado que, no fim, eu percebi que já estava há uns dois meses sem fumar. Dei os pacotes e maços que eu tinha em casa e foi isso.
Fumei por 15 anos.
Inúmeras tentativas de parar, inúmeros métodos.
Os substitutos de nicotina nunca me ajudaram.
Cortar os momentos e associações só diminuíam meu fumo, mas não resolviam.
Usei aplicativos, li livros, inclusive esse citado pelo Gaio. Lembro de achá-lo bem bom, mas não funcionou, não fiz minha parte.
O que deu certo comigo (e vai parecer absurdo e inacreditável haha) foi mentalizar durante uma consagração de ayahuasca “me curem do cigarro me curem do cigarro” para seres extraterrestres que fizeram uma cirurgia espiritual em mim (eu avisei). Acabou o ritual e eu não tinha mais o vício.
Já são 2 anos e 6 meses livres do cigarro :)
Tenho um amigo que se curou com a ayahuasca também. Já consagrei algumas vezes, é muito bom né, sempre recomendo. Ainda quero fazer de novo, quem sabe na próxima siga teu exemplo. Legal cara, parabéns!
Se você já conhece e não vai se assustar (porque né, a primeira vez é apavorante), já vai mentalizando sobre a cura do vício. Se for com indígenas, troca uma ideia com o pajé antes.
Tomara que funcione pra você também :)
Nos últimos 30 anos, fumeis uns 15. Estou fumando agora. Perdi a conta de quantas vezes parei e voltei. Na mais longa, fiquei 6 anos sem fumar. No final, acho que o que conta é a força e dedicação mental para parar. Nos momentos em que o contexto desfavorecia isso, acabava voltando. Pra mim, chiclete de nicotina ajuda, mas são caros pracete e, no final, criam fissura por eles tb (mas que dá para enganar um pouco com chicletes normais).
Nao acho que vc deva se afastar completamente, ams precisa de alguma dedicação e disciplina. O que funcionou para mim foi usar VAPES e “eleger” um, e passar a usar sempre o mesmo, mesma quantidade. A partir dai, eu fui controlando mesmo, e apesar de fumar sem “moderação”,a real é que procurei sempre esticar aquele vape. Durou 2 dias, passou a 5, passou a 10, e o memso chegou a 30 dias…..
Outra coisa que fiz foi, dentro do tal controle, eu nao saia mais para fumar. usava onde estivesse. ENtao nao tinha mais o moento do cigarro com cafe. Se eu queria fumar, usava por 20 segundos, que fosse no escritorio, e seguia a vida.
Foi enssa de procurar esticar o maixmo o VAPE, que acabou funcionando papara mim. To haa 6 meses ok nesse instante. E nao to mais sentindo falta.
Eu fumei por dez anos e parei de um dia para o outro. Tinha assistido no canal Futura na época um programa do Dráuzio Varela e ele dava dicas bem simples como se exercitar com curtas caminhadas 30-40min, beber bastante água e evitar situações que levavam você a fumar (ex. bebidas alcólicas, festas etc). Depende muito se você está comprometido com a mudança.
Para mim, deu certo. Parei há 16 anos.
Infelizmente, fumar é bom demais. 😔
baita lubrificante social haha
Meu cenário: fumava palheiro, sem filtro, e outras substâncias etnobotânicas.
O que funcionou pra mim foi justamente uma estratégia [king of the hill](https://youtu.be/9DeNdBKe1l0): comprei esses vapes descartáveis, eles tem 50mg de nicotina, uma dose alta mesmo pra quem é fumante. Usei a ponto de ficar extremamente desconfortável com o efeito da droga. Fumar se tornou enjoativo e larguei em pouco mais de uma semana. Aliado a isso, coloquei exercícios físicos na rotina e melhorei minha alimentação, além de me hidratar com mais frequência, sempre com uma garrafinha cheia de água do lado.
Vez ou outra a vontade batia, daí eu recorria novamente ao vape e o desconforto com a nicotina permanecia. Funcionou como um tratamento de choque. Recomendo se nunca tentou.
Lembro de ter visto há um tempo alguém dizendo que esse app ajudou bastante: https://quitnowapp.com uma coisa legal que ele faz é que a cada dia que você não fuma, ele lista um benefício pra você e pro seu corpo (algo como “no 10º dia, sua circulação já melhorou x%”, sabe?)
Outras coisas que eu pensaria seriam em dificultar seus próprios meios de fumar (evitar ao máximo comprar, e quando for comprar o tabaco sempre presencialmente e em dinheiro de papel mesmo, pra você “sentir” aquele gasto).
Acho que vale também pensar os contextos que favorecem seu fumo. Você disse que fuma mais no fim de semana, então será que esse fumo está associado a alguma forma de lazer? Teria uma outra forma de lazer incompatível com o fumo e que você poderia começar a fazer?
Eu nem sei se isso ainda existe mas meu pai parou de fumar usando o famoso “filtro phasis”, que são umas piteiras que você coloca no cigarro e, segundo o próprio produto, cada uma diminui um pouco mais a quantidade de nicotina tragada. Isso já tem uns 20 anos e nunca mais ele colocou cigarro na boca mesmo com minha mãe fumando muito diariamente, inclusive no carro dele.
Eu, como todo fumante, tenho vontade de parar também mas sinto uma certa dependência emocional do cigarro e é isso que mais me quebra. Também tenho um perfil de adicto, o que deixa tudo mais complicado, embora consiga passar uns bons dias sem fumar, mas só se eu não tiver grandes ansiedades ou se não beber.
Pode parecer ridículo, mas um casal de amigos parou de fumar após ler um livro que fala o óbvio sobre cigarro. E olhe que um deles era do tipo que eu encontrava e estava fumando. Ele saía direto da sala onde trabalha pra fumar. Achei incrível. Já estão há mais de 2 anos sem fumar.
Tenho lá meu pé atrás, mas pelo menos para eles funcionou. Segue o nome do livro:
O Metodo Facil de Parar de Fumar – Carr Allen