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Acesso as configurações do roteador: o que é ou não permitido?

O provedor pode bloquear acesso do cliente as configurações do roteador? Como funciona as regras para esse tipo de situação? Alguns dizem que se não for em comodato, não pode. Outros já falam que isso não importa.

E quanto a IP válido? Aparentemente boa parte dos provedores tem usado um IP pra bases inteiras de clientes, onde acabam por inviabilizar o cliente de abrir portas por conta própria na conexão e lucrar a mais com venda de IPs.

2 comentários

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  1. Este é um assunto que interessa e me incomoda.

    Tem o lado da operadora de evitar suporte com usuário mexendo. Entendo. Mas fico desconfortável deles terem acesso à minha rede interna, quando não causam transtorno.

    Até me mudar 1 mês atrás o modem tinha 4 portas ethernet (só uma gigabyte, infelizmente. Então eu não precisava do roteador wifi, podia conectar diretamente ao modem. Conectando um roteador meu (ou resetando o da operadora) eu podia isolar minha rede da rede da operadora com a configuração básica de firewall do roteador.

    Mas agora o modem não entrega mais o IP sem autenticação PPoE, então o roteador é obrigatório, e eles não permitem que se acesse pois a senha é interna deles. Assim, eles controlam a rede wifi interna remotamente. Ótimo para suporte, péssimo para minha segurança.

    Me entregaram um Huawei AX2 que permite rede mesh, coloquei mais dois AX3. Câmeras de segurança usam IP fixo. Um dia fomos acessar e estava tudo… inacessível.

    Investiguei e descobri que a rede havia mudado de 192.168.3.x para 192.168.4.x. O que deixou todos equipamentos com IP fixo órfãos. Fiquei p#&o e depois de muito brigar com a empresa (o técnico foi gentil estava com as mãos amarradas) a solução foi: peguei outro roteador TP-Link que eles não recolheram pra autenticar PPoE e o Huawey “na frente”, com a rede fixa (e eu controlando).

    Precisava tudo isso? Não.

    Como ficaria um leigo nessa situação? Perdido.

    Em tempo, IPv4 é escasso e não haverá alternativa a não ser pagar. IPv6 ainda não é suportado o suficiente para ser alternativa a curto prazo.

  2. Taí algo que eu esperaria muita discussão tanto da parte técnica quanto da parte legal. Entendo que tipo, se eu entendo bem das tecnologias empregadas em um roteador, poderia ter a liberdade de configurar como bem entendesse.

    Ao mesmo tempo, entendo que dependendo do tipo de configuração empregada (se é um roteador e modem/gpon unificados ou são separados), o ideal é não mexer nas configurações relativas a comunicação modem-operadora, como login de acesso e tipos de configurações específicas dos protocolos usados por eles. Já fiz isso uma vez e quase me dei mal porque perdi as configurações do roteador/gpon.

    Sinceramente sou da ideia que se fosse para eu criar uma lei tipificando/regulamentando, ao invés de uma operadora oferecer um roteador/gpon unificado, preferiria que fosse uma oferta com um equipamento separado. Até porque isso facilitaria por exemplo na troca da operadora do cliente ou até mesmo em casos de manutenção como queima do equipamento. E claro, segurança da rede wifi tem que ser por conta do cliente também.

    Da questão do IP, isso na verdade é mais porque o IPv4 chegou no limite técnico de números disponíveis – https://nic.br/noticia/releases/termina-o-estoque-de-enderecos-ipv4-na-america-latina/ . O certo seria tudo ser IPv6 atualmente, mas como não tou muito por dentro, então não sei explicar o porque das operadoras ainda não usarem o IPv6 totalmente.