Alguns serviços decidiram bloquear todo o acesso de pessoas do Reino Unido para não terem que lidar com a complexidade de implementar a verificação de idade.
A Wikipedia, por exemplo, estuda esse bloqueio porque acredita que isso deixa seus voluntários vuneráveis a “vazamento de dados, perseguição, processos e até mesmo serem detidos por regimes autoritários” (tradução minha).
Já a iniciativa europeia Better Internet for Kids (Uma Internet Melhor para Crianças – tradução minha), garante que a verificação de idade vai deixar a internet mais segura para as crianças e permitir que elas se sintam mais confortáveis na rede sem serem impactadas por conteúdos indesejáveis.
Qual é a opinião de vocês?
13 comentários
Bem, nós temos inúmeros estudos demonstrando os enormes impactos negativos que o uso de internet tem na saúde mental dos jovens.
Vejo duas questões importantes a se pensar:
1. QUAIS limitações externas devem ser praticadas: Proibir redes sociais até os 16 anos? Proibir acesso a conteúdos violentos? Conteúdos pornográficos? Propagandas contra o país?
COMO elas serão feitas: usando informações pessoais de cada pessoa? Ou talvez como a proposta do Google, que incute a idade a partir do padrão de uso da internet.
Acho uma proposta importante mas que pode ter problemas seríssimos de privacidade. Um governo autoritário poderia acessar as ações de pessoas e puni-las caso considerassem “danosas”.
Tem horas que me pergunto o quanto as “Big” conseguem exatamente de nossos dados e e o quão eles podem influenciar governos pois já que eles deram o problema (inserção sem controle de jovens a ambientes insalubres), eles querem vender a solução (restrição de acesso baseado em documentações) junto com outro pacote ao mesmo tempo (investigações de crimes, “combate (cof cof) à (cof cof) pirataria (cof yar cof har)”, etc…
Sempre costumo comparar as big techs ao Enigma/Charada no “Batman Eternamente”, quando o Edward Nygma cria aquele aparelho que capta a mente das pessoas e ele usa aquilo para descobrir os podres dos outros (e a identidade do Batman).
No caso de governos, mesmo não tão autoritários podem usar para fazer um controle social, o que não deixa de ser algo na linha. Acho que o medo maior das pessoas é de uma hora ser obrigado a não usar uma alias/nickname e ser obrigado a só usar um nome, pois o governo quer pegar se a gente tá ofendendo alguém, se estamos falando mal do governo, etc…
Teoricamente é possível punir, mas teria que saber como identificar um ofensor online. E a própria polícia já sofre com as comunidades ocultas.
Enfim, sei lá o que pensar sobre um controle mais rígido. Erramos muito em não fazer a juventude atual (00-20) a entender o mínimo de respeito onilne.
A pergunta é: “Isso torna as crianças mais seguras do que antes, sem comprometer direitos fundamentais?”. Isso é apenas “Security Theater”?
Toda solução de segurança tem seu antagonista que são as pessoas mal intencionadas. E elas vão achar um jeito de se aproveitar disso.
E, crucialmente, “Essas proteções continuarão válidas quando (caso) os mesmos mecanismos forem usados por governos menos democráticos?”
“Para todo problema complexo existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada.”
Se a gente quer regulação das redes sociais, acho isto um passo necessário. Pornografia tb deveria ser regulada.
daqui há uns anos, não vai poder acessar internet sem dar sua biometria.
no gov.br já é impossível.
isso é bom, porque dá controle ao estado de quem pode e quem não pode usar internet.
vocês realmente querem que pedófilos tenham livre acesso à internet?
Sim, até porque os grandes pedófilos estão na internet e não em ilhas praticando o ato com dezenas de crianças.
Acorda, a biometria na internet é somente para controle de informação, principalmente dos mais leigos, e justamente quem vai controlar são governos onde os pedófilos que visitam essas ilhas estão (vide Trump)
Nao apenas um pedófilo. Tenho convicção que Trump era sócio de Epstein
Apesar de ser simpático ao objetivo, é o tipo de medida muito difícil de ser aplicada e que implica em grandes riscos a toda a sociedade — afinal, adultos também precisam se submeter à verificação para poderem usar os serviços proibidos para menores. Talvez o remédio não seja mais amargo que a doença, mas cria-se um novo rol de problemões com a verificação.
Para quem lê inglês, recomendo este texto. O autor cruza a nova lei inglesa com o vazamento do aplicativo Tea, nos EUA, um em que mulheres avaliavam homens e teve um vazamento gigantesco semana passada.
recomendo esse artigo da EFF: https://www.eff.org/deeplinks/2025/07/just-banning-minors-social-media-not-protecting-them
Acho tenebroso… aos poucos vamos perdendo nossa privacidade.
E isso não vai impedir de criança/adolescente fazer coisa errada na internet. O controle tem que vir dos pais.
Pelo que tenho lido, já tem jovem usando jogo 3D para fazer simulação de reconhecimento facial.
E não que o controle (só) tem que vir dos pais, mas sim que o ideal é que pudesse ter um equilibrio entre uma ferramenta que impeça jovens de fazerem criancice, e ao mesmo tempo não seja (tão) invasivo e perigoso a ponto das empresas usarem para abusar dos dados pessoais.
A privacidade meio que já é perdida quando usamos as big techs, diga-se.
Assino muito embaixo disso.