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“A tendência é vetar”, diz Lula sobre taxação de compras até US$ 50 infomoney.com.br

“Cada um tem uma visão a respeito do assunto. Veja, quem é que compra essas coisas? São mulheres, jovens, e tem muita bugiganga. Nem sei se essas bugigangas competem com as coisas brasileiras, nem sei”, prosseguiu Lula. “Como você vai proibir as pessoas pobres, meninas e moças que querem comprar uma bugiganga, um negócio de cabelo?”, questionou o presidente.

Aqui ele claramente jogou pra torcida 😄

21 comentários

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  1. puts. Lula dizendo que vai vetar, Haddad dizendo que isso não agrega nada, e o pessoal aqui jogando a culpa neles … quando é gente tipo Veio da Havan que está fazendo pressão nos deputados de direita pra aprovar

    isso sem contar que, na minha opinião, mesmo que isso seja aprovado, os valores são tão baixos que não vão afetar as compras … sei lá a pessoa compra um treco de 100 reais, vai sair por 125 … duvido que as pessoas deixem de cobrar por causa desse acréscimo

    por outro lado, de maneira geral sou favorável à taxação de produtos importados, mas com muitas exceções: medicamentos, máquinas, livros, etc

    ps. EUA está impondo ou vai impor taxa de 100% sobre veículos elétricos chineses

    1. Sinto informar, mas esse seu cálculo de 25 reais de imposto no exemplo de 100 reais tá meio errado 😅 Na real vai quase dobrar. Hoje qualquer encomenda já está sendo taxada com ICMS, então seria o Imposto de Importação (60%) + ICMS 17%. No fim seria quase 92% do valor do produto

      1. segundo suas próprias palavras, o ICMS já existe hoje, e não é a pauta da discussão

        de qualquer maneira, se vai existir a taxa sobre os valores até 50 dólares, e quanto vai ser essa taxa, é pura especulação

        1. Mas assim, não achei em nenhuma notícia que estava em discussão a alíquota para esse imposto de valor de 50 USD. Posso tá errado, mas se os textos falam do fim da isenção, logo seria 60%

          1. É uma aberração, mas está separado, assim como Paraguai e viagens internacionais tem limite por valor

            Então são 20% até 50 dolares + 16% de ICMS

            Produto de 100 reais ficaria 136 reais

            A cobrança acima de 50 dólares sempre existiu e não mudou, com Remessa o processo foi só automatizado

            (Não tô defendendo a cobrança, só explicando modelo)

        2. Mas é importante destacar o ICMS nessa história. O imposto de importação também compõe a base de cálculo do ICMS, então qualquer medida para aumentar imposto de importação implica em um aumento do preço bem acima da alíquota do imposto de importação.

    2. Espero que essas mudanças na fiscalização e taxação de importações por pessoas físicas não se tornem um fiasco como as desonerações fiscais do governo Dilma, que geraram benefícios só para grandes empresas, sem alcançar as contrapartidas de manutenção dos empregos pelos beneficiados.

      1. isso é outro assunto …
        mas tem dois pontos interessantes aí

        o primeiro:
        mas eu me lembro que no governo Dilma I o desemprego era baixo
        me lembro muito bem disso, porque respondi um sujeito no Linkedin falando da taxa de desemprego na Dinamarca (na época) … mostrei pra ele que os índices no Brasil eram parecidos com os índices na Dinamarca … quanto ao governo Dilma II, bem, não houve governo Dilma II, que sofreu um inaudito processo de sabotagem, começando já nas “jornadas de junho” de 2013

        o segundo:
        o mesmo raciocínio que se aplica quando os empresários reclamam dos encargos trabalhistas também se aplicam quando reclamam dos encargos fiscais … se forem reduzidos os encargos fiscais, a maioria dos empresários vai simplesmente embolsar mais lucros, sem preocupação com geração/manutenção de empregos, já que esse fator depende principalmente da variação da demanda por produtos: se a demanda aumenta, a tendência é o nível de emprego aumentar, e vice versa … o mimimi dos empresários que reclamam dos “altos impostos” é balela, eles só querem aumentar seus lucros

  2. Sim Lula, vamos fingir que você se importa, enquanto tenta agradar os lobistas.

  3. Comprava fones no AliExpress, mas essa taxa complicou muito.
    Se eu conseguisse encontrar fones no Brasil de R$300, R$500 com a mesma qualidade que se importa, faria sentido. Mas taxar tudo independente de ter similar no país, é sacanagem, demonstra que o governo só se preocupa com os impostos e seus conchavos.
    Sobre o que o Lula disse sobre vetar, é difícil acreditar, vendo o que o ministro tem feito e o que tem falado.

  4. Não sei se falo uma besteira, mas assim. O Brasil aparentemente tem uma indústria de “bugigangas” bem fraca. Para competir com o poder (e valor) fabril da China, os valores que a indústria deve cobrar de base devem ser bem baixos. Eu não sei se no Brasil conseguríamos ter uma capacidade fabril de fazer o mesmo que é feito na China, em talvez “milhões” (?) de unidades mensais, quiça diárias se falamos de itens pequenos que podem ser feitos milhares por dia? Outro ponto é pensar: como conseguir importar produtos e revender de forma a ter um valor competitivo contra marketplaces como AliExpress? Porque se a gente parar para pensar, o que se vende de bugiganga tecnológica hoje é quase tudo produzido na Ásia (China, Tailândia, Malásia, Coréia).

    E uma coisa engraçada é que um fenômeno pouco falado é os “marketplaces”. Galera que compra em atacado e revende em lojas digitais da Shopee, Shein e demais. Um exemplo que já vi: a pessoa compra lotes de itens em centros de venda como os bairros da 25 de Março, Brás e Pari em São Paulo. Nisso, revende via marketplaces das lojas digitais – se analisar, a Shopee de fato não se diferencia tanto do Mercado Livre, diga-se. A diferença é a abordagem e foco – é sabido que a Shopee e Shein vão tentar pegar de pequenos vendedores para repassar ao comprador e pegar uma porcentagem. Mas vai fazer de tudo para que o preço dos produtos seja baixo.

    Neste meio tempo, também há a galera que “mete as caras” e vai justamente nestes centros de venda para tentar comprar como varejo. Boa parte destas lojas sempre foram “atacadistas” e vendem por lotes mínimos de valor ou quantidade. As lojas que vendem direto ao consumidor no meio destas cobram um pouco mais caro, frustrando quem esperava preços menores para clientes comuns.

    Recentemente até surgiu um “fenômeno”, que é a galera que tem loja na região, vende direto ao consumidor com preço próximo do que seria vendido por atacado, e anuncia seus produtos em redes de vídeo como TikTok e Instagram (dica: procurem vídeos da “China Lulu” que é hilário). Um dos mais famosos é o “BuscaBusca”, que até foi registro de reportagens tempos atrás.

    1. “Não sei se falo uma besteira, mas assim. O Brasil aparentemente tem uma indústria de “bugigangas” bem fraca. Para competir com o poder (e valor) fabril da China, os valores que a indústria deve cobrar de base devem ser bem baixos. Eu não sei se no Brasil conseguríamos ter uma capacidade fabril de fazer o mesmo que é feito na China, em talvez “milhões” (?) de unidades mensais, quiça diárias se falamos de itens pequenos que podem ser feitos milhares por dia?”

      Não deveria ter isso nem aqui, nem lá. Desperdício de plástico em bobagens, muitas vezes em coisas inúteis.

      1. “Desperdício de plástico em bobagens, muitas vezes em coisas inúteis.”

        Bingo. Só que infelizmente é assim que foi construído a economia mundial. Japão ganhou fama (e aprendeu muito com isso) por causa dos produtos eletroeletrônicos produzidos em larga escala. Não estudei, mas aposto que os Estados Unidos conquistou assim também os mercados pelo mundo. A China tem feito isso e diferente dos dois, tem quase um continete e milhões de pessoas para fabricar de forma a ser barato para o mundo inteiro tudo isso. Seja um troço para o cabelo, seja um pendrive, seja um aquecedor de água ou uma lanterna portátil.

        Aí volta ao “desperdício”: será que realmente precisaríamos de tudo isso? Também concordo que muita coisa é pleno desperdicío. Isso falando de brinquedos, “enfeitinhos” e etc. Só que há também itens de fato úteis – lâmpadas baseadas em energia solar, pendrives, ferramentas em geral.

        Temos uma sociedade educada ao consumo e não a preservação e manutenção de itens. Eis o capitalismo acabando com recursos para gerar seja o brinquedinho que não durará muito, ou um item descartável que apesar do termo, o descarte gera problemas ambientais.

        Se NOSSA (Brasileira) sociedade fosse educada para a preservação, não duvido que existiria sim uma taxação, até para desincentivar o consumo. Afinal, de fato, muitos dos itens vendidos nestes marketplaces tem qualidade e durabilidade baixa. Mesmo itens essenciais como uma luminária solar, dado a qualidade da construção, a mesma durará um, quiça dois anos por causa também da bateria interna que sofrerá com o carrega e descarrega contínuo.

        Isso falando de itens baratos, quiquilharias, as que recaem no abaixo de US$ 50.

        Só um ponto é que itens essenciais que são pouco produzidos no Brasil (como itens de teste para eletrônica em geral) e tem preços altos por aí acabam na matemática. Por isso a briga de muitos – se não tem produção no Brasil, por quê taxar?

        Mas de fato eu gostaria de algo equilibrado politicamente – se há produção no Brasil, a importação de itens similares sofrer com taxação não é tão ruim. Protecionismo até a China pratica. E dado que sempre fomos “bonzinhos”, talvez começar a proteger nosso mercado interno ajude a crescer. Mas se não há produção no Brasil e é item essencial, não vejo problema uma taxa mínima ou nula. Desde que não simule também que algo possa ser essencial sendo que não o é.

    1. Exatamente. Só pessoa burra ou mal intencionada cai nessa esparrela. O projeto de taxar as brusinhas da Shein veio do próprio governo. Quando viu que isso não foi bem recebido tá vindo com esse papo furado.

      1. O Haddad pode até concordar, mas na criação do Remessa Conforme no artigo 2 tá descrito claramente isenção fiscal até 50 dólares: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mf-n-612-de-29-de-junho-de-2023-493173583

        A regra original prévia apenas de PF para PF o que não estava acontecendo, ficava a gosto da Receita

        O Lira aproveitou um projeto do governo e como bom mafioso botou o Átila LIRA pra enfiar essa taxa, a votação dessa mudança durou incríveis 15 segundos: https://www.reddit.com/r/brasil/comments/1d4aoyz/c%C3%A2mara_aprova_em_menos_de_15_segundos_taxa_de_20/

    1. Não que eu discorde do seu raciocínio, mas fiquei tentando pensar aqui no paradoxo que seria um pobre gastar +R$ 5 mil em compras na Shein numa tacada só.

      1. Acredito que ninguém defenda que pobres (ou pessoas no geral) tenham um limite tão alto para compras no exterior. Prova disso é que, mesmo antes da Remessa Conforme, já havia aquele limite de 50 dólares para isenção, e todos já estavam acostumados a isso.

        O que salta aos olhos, porém, é que pessoas que tenham um poder aquisitivo suficiente para viajar ao exterior ainda assim tenham um limite tão grande para trazer compras de fora sem pagar nada de imposto (sei que há várias limitações, como quantidade de equipamentos eletrônicos por tipo, e tal, mas ainda assim). Enquanto que pessoas que têm acesso a essas compras mais baratas são as únicas “penalizadas” com o imposto de importação. Cabe questionar porque isso acontece.